1 Junho 2009

Talvez assim o amanhã sem vocês

Desfocado de meus ideais, e me acomodando em uma síntese de vida monótona, pergunto eu: O que esta acontecendo comigo? Qual foi o momento em que dei inicio a essa paralisia que afectou de forma directa meus sonhos.

Parece que foi ontem, que minha mente explodia de tantos planos que tinha para minha vida… Será que tudo é gasto, assim como a estrutura inicial de um lápis? Será que ontem já sonhei tudo o que deveria sonhar com o decorrer da minha vida?

Estou desfocado de tudo e de todos, parece que estou no meio da Av. Paulista com fones de ouvidos, não ouvindo nada e ninguém, vendo aquelas pessoas com rumos pré-determinados em suas mente e, eu sem saber aonde ir!

Cadê meus amigos que em tantos dias estiveram ao meu lado? Ou melhor, cadê meus familiares que tanto me apoiaram nos dias ruins?
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Publicado por biduga e colocado em Poesia | 0 Comentários

27 Maio 2009

De frente pro espelho

De frente pro espelho, ou somente
Um beijo na noite.

Assim vejo a esperança.

Na verdade,
Vejo a esperança como uma reta torta.

A esperança é um encontro tempestuoso
Entre a fé e o desespero.
A fé no medo.
O desespero na alma.

Eu aprendi
Que sou a minha pior companhia
Não me importo mais.
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Publicado por Conrad Rosa e colocado em Poesia | 0 Comentários

22 Maio 2009

Eu me confesso

Coso os meus lábios,
Com fino fio de mel dos teus cabelos
Guardando assim no silêncio…
O segredo,
Do sabor dos nossos beijos.
Deixo-me levar nas pétalas da rosa,
Que deslizam na tua face
Invadindo o nosso ninho…
Onde crescem as raízes do tempo
De um amor que se sente
Forjado em alianças de ouro.
A música do teu sorriso…
É o vício, que me alimenta
Nos delírios doces que me arrepiam
Entre os suspiros da noite vivida
Acordando na alvorada do teu olhar.
Os nossos corpos ondulam…
Num pulsar escaldante,
Que acendem as estrelas do céu,
No tecto que a noite acolhe…
E me fazes acreditar
Neste amor eterno.
Amo… grito num sopro ao vento
Os meus olhos, um brilho sereno
Da felicidade plena que há em mim,
Amo… meu amor, assim saberás
O valor deste amor que por ti é cego
Na loucura do sentimento que me invade.
Flor doce que afoga a minha sede,
Sem ti, nunca existirá NADA
Por isso CANTO, DECLAMO… GRITO ao mundo
Utilizo sem fim o verbo AMAR,
Só a ti pertenço…
Assim o digo,
Assim me confesso.

Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

21 Maio 2009

…o meu amor…

Petrificou
este outrora doce e destemido coração
amaciado em ilusões

Parou
já não pulsa nem pula de alegria
nem luta nem se cansa por
uma qualquer emoção ou esperança

Gelou
já não ri nem chora nem cresce
nem mais acorda ou adormece

Não há vida
Nessa agora cortante escuridão
gritante decomposição em

Cegueira
apagada de luz
dessa parte que era tua
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Publicado por malu e colocado em Poesia | 0 Comentários

16 Maio 2009

“Estremeces”

É preciso fazer-te estremecer?
Talvez seja. Essa rotina pacata e silenciosa, esse pouca-terra-pouca-terra a que te habituas e em que vês beleza, mas onde estás só.

É preciso fazer-te estremecer?
Talvez seja. O peito rasga-se no interior e sangra, porque nem só de rotina se vive.

É preciso fazer-te estremecer?
Gritar que podes ser amado, além do trabalho, da rotina, do silêncio, das lágrimas e da solidão?

É preciso fazer-te estremecer?
Gritar que podes ser amado, além do riso, da gargalhada, da festa, do vinho e da noite?

É preciso fazer-te estremecer?
Talvez seja. Só porque podes amar alguém e ser, simplesmente, mais amado, além de tudo o resto. Podes, simplesmente fazer estremecer quem está ao teu lado!

Publicado por aifos e colocado em Poesia | 0 Comentários

12 Maio 2009

O que você nunca fará?

Difícil pergunta.
Difícil porque mudo constantemente de opinião.
Cresço, mudo, aprendo, evoluo…

O que me parece inaceitável, impossível de acontecer hoje
Pode ser totalmente diferente amanhã, daqui um mês, daqui um ano.

Nada é fixo em se tratando de coisas a se fazer/realizar/pensar.

Nada é fixo em se tratando de mim.

Quantas vezes você já se pegou surpreendendo, tanto aos outros quanto a você mesmo?
Ou mesmo você se surpreendeu com seus gestos?
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Publicado por Bru e colocado em Poesia | 0 Comentários

1 Maio 2009

(des)humanos

Nem sempre somos capazes de perceber o outro,
mas quase sempre somos capazes de lhe dizer coisas que o podem magoar.

Publicado por aifos e colocado em Fugas | 0 Comentários

1 Abril 2009

Perseguição

Anoitecera e eu ali, só e encolhido, no interior do apertado esconderijo. Este processo ou acto de fuga, repetira-se nas últimas noites qual dança combinada, qual diálogo frenético entre mim e aquele incansável perseguidor.

Ajoelhado junto dos caixotes, inclino a cabeça para a frente e espreito a diagonal com cuidado, de forma a não revelar a minha presença. Para lá da esquina, na penumbra, o silêncio do corredor estreito deserto quase me convence e me faz certo de tê-lo despistado. Mas não! Não tarda que ouça os seus passos, o trote rápido e caótico. Lá vem ele de novo.

Descubro o vulto, adivinho-lhe os contornos do corpo, as orelhas pontiagudas, os olhos brilhando vorazes na escuridão. Aproxima-se rapidamente, é certo que em poucos segundos estará aqui. Não me vê mas sabe que estarei por perto, de repente, estaca pressentindo-me. E ao fazê-lo, emite os sons. Vários. Altos. Em completo despudor, fazendo assinalar claramente a sua presença.
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Publicado por José Espírito Santo e colocado em Conto | 0 Comentários

28 Março 2009

Definição de Nada

Nada é diferente,
o cheio é tudo

A ideia que vem, assalta…

Quando palavras múltiplas se adornam de razão
Quando o coração do tempo se parte

E a arte? Ah… essa será uma desleixada, uma pressa

A pressa deambulando de produtividade nula,
em fio de teia desenhado, em paradigma perdido

Esquecido!

Uns lábios e… deixem ver… uma boca?
Louca corre a voz, louca!
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Publicado por José Espírito Santo e colocado em Poesia | 0 Comentários

28 Março 2009

Alma e palavras

Na seiva das lianas
Entre labaredas
Nascem palavras,
Brilham os poemas,
No crepúsculo da alma do ser.
Barco que navega…
Farol que ilumina
Os meus olhos
Na luz dos teus…
Entre a felicidade eterna.
Ondas que aconchegam a praia
No abraço dos amantes
Que adormecem em sonhos
Ecstasy do amor…
Na loucura sã que se sente.
Oh! Como é bom sentir…
O pássaro que voa,
Asas que planam nos braços do vento
Na liberdade…
Quebrando as correntes
Das amarras do amanhecer.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários