7
Julho
2008
Beijo…fico…
Embalado no teu olhar,
Elevo-me no filamento do céu,
Desejo eterno do teu corpo,
Abraços emanados em perfume,
O tempo pára
Não há passado, nem futuro.
Vivo a pensar em ti,
A amar e ser amado…
Faz-me viver o tempo que perdi
Na felicidade de um sorriso.
Só serei feliz a teu lado.
Mãos que se tocam,
Suor que corre em nossos dorsos,
Perco-me na loucura da razão,
Neste amor sem fim,
Pulsa fortemente o coração,
Clama e chama por ti.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
6
Julho
2008
Ser amigo é ser diferente
É não ter tristeza nem rancor
Mesmo longe está presente
Com sua mensagem de amor
Sempre pugna pela verdade
Acalma e cuida por prazer
Defensor intransigente da amizade
Muito a ele ficamos a dever
Manda as mágoas para trás
Em vez da guerra faz a Paz
Para nosso contentamento
Estão sempre á disposição
Seja qual for a ocasião
Prontos em qualquer momento
Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia |
5
Julho
2008
Entra no meu reino,
Sê bem vindo a ti próprio,
Há imenso tempo que te espero,
Há demasiado tempo que tento comunicar contigo,
Teus actos têm destruido o meu lugar,
E consequentemente as vias de comunicação que tenho para ti.
Já te tinha avisado de inicio,
Mas ignoraste-me,
Agora que padeces é que vens ao meu reino?
Agora que ele está praticamente destruido é que vens?
Lembro-te que eu sou parte de ti,
E tu parte de mim,
Destróis-te,
Destróis-me.
O estado em que tu me deixares,
É o estado que irás começar na próxima vida.
Pensar na próxima vida,
É o principio para criares as defesas apropriadas
Contra as falhas que obtives-te nesta, Ler todo texto »
Publicado por Venctus e colocado em Fugas |
3
Julho
2008
Parte…
Segue o teu caminho
Sem pressa de lá chegares,
O tempo é teu amigo,
A estrada o teu destino…
Se caíres… recomeça,
Mas não voltes para trás.
Não temas a jornada,
Nem as ilusões…
Obstáculos e tempestades…
Acredita que és capaz.
Nunca te dês por vencido,
Sonha… sorri,
Caminha sem vacilar,
Descobre a liberdade…
Em cada passo que dás.
Vê a beleza que há em ti…
Na lucidez, na loucura,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
2
Julho
2008
Aquele! Prendam o moleque insensato!
Criado Maldito, totalmente ingrato
Como podê desdenhar minha criação?
A ti, verme, nem piedade muito menos perdão!
Cervo, como ousa criticar seu criador?
Imundo! A mim devias somente louvor!
E sabes que é inútil tentar fugir
Pois até suas vontades eu posso suprimir
Não existe absolutamente nada a teu favor
E nem para brigar você serve, guerreiro impostor!
Não ouse jamais chamar ou pensar em meu nome em vão
Nem que deseje ajoelhado clamar por absolvição
É cómico olhar para sua cara de pavor
E decidir seu futuro sem nenhum pudor
Beba o veneno em meu sangue agora!
E sinta a chegada de sua hora
Publicado por Eliane Dutra e colocado em Poesia |
2
Julho
2008
Hoje estive em contacto com o universo. Abri o meu corpo e a Luz fluiu em todos os canais de energia. Foi equivalente a um orgasmo de quinhentas mil vibrações por nanossegundo. Não havia guias, nem criaturas estranhas a oferecerem-se como intermediárias entre mim e a Luz. Não. Havia apenas a Luz e eu. Nada de complexo, ou difícil de entender. Um corpo que se abre ao universo. Amor no estado puro. “Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu.” (1) Sim, e houve dor, ao princípio, ao princípio, com os músculos, cartilagens e tendões a rasgarem-se. Mas depois a dor misturou-se com o prazer. Tinha todo o poder nas palmas das mãos abertas. Criei um novo universo. Cantei com as sonoridades profundas e vibratórias do Verbo inicial. Tinha uma voz pequena e frágil a ajudar-me. Como um pequeno Trono, talvez a voz de Melahel. O corpo dobrado em belas posições impossíveis, quão belo é o impossível! Melahel cantou-me: a essência da respiração é celular. As minhas células cantaram todas e respiraram com Melahel. Antes já te dissera adeus. Quando terminei, já estávamos de novo um em cada mundo, separados pela Luz, unidos pela Luz, por toda a Eternidade. Adeus, Katharos. Nunca te esqueças de quem és. Um dia, chamarei a tua Espada. Talvez não nesta vida.
(1) Fernando Pessoa, in Mar Portuguez
Publicado por Sara e colocado em Fugas |
1
Julho
2008
Nunca mais me procures
Nem me sigas por favor
Mesmo que sempre jures
Que é sincero o teu amor
Dificilmente me convenço
Pois nada tenho de meu
E o mundo a que pertenço
É tão diferente do teu
Tudo em nós vai divergindo
A capa já está caindo
Vamos encarar a realidade
Sejamos ambos realistas
Não façamos mais de artistas
Para brincar já não temos idade
Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia |
1
Julho
2008
A Rainha acordou dum pesar profundo.
Tudo aconteceu tão rápido,
Nem tempo teve para se defender.
A cabeça ainda pesa,
O corpo dormente pede mais um pouco de descanso,
Os ruídos corporais abalam os nervos mais infinos do sistema nervoso.
Tenta abrir os olhos muito lentamente,
Para discernir o que lhe rodeia,
Mas o nevoeiro visual dissipa-se a uma velocidade enervante,
E nada consegue ver.
Em esforço a Rainha agarra com punhos bem fechados a terra
Que se encontra por baixo dela.
Um calor momentâneo fá-la sacudir as mãos desesperadamente,
Apetece gritar mas nem forças tem para tal.
A Terra acabara-lhe de coser as mãos de tão quente que está.
Começa a sentir a temperatura que lhe rodeia,
A terra tornara-se uma caldeira em efusão.
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Publicado por Venctus e colocado em Conto |
27
Junho
2008
Perturbei-te. Pois. Sou assim. O Sonho de Inês explica tudo, mas tu não o leste. Lamento se perturbei o teu mundo. Só queria o teu bem. Cheguei hoje à conclusão que estou apenas a provocar o teu mal. Sou assim. Estranha criatura incompreensível. Polarizadora. Magnética. Não sou deste mundo. Vim provavelmente cá só por causa de ti. Mas não devia ter vindo. Devia ter-te simplesmente perdoado e deixado em paz. Não posso partir simplesmente. Uma vez aqui, tal é-me absolutamente proibido. Já tentei uma vez, porque ainda não existias como homem e eu não sabia o que estava aqui a fazer. Fui mandada para trás. Mas posso partir da tua vida, da mesma forma como entrei. Com a metáfora do mar e do rochedo. De qualquer forma, não já. Estou suspensa entre um mundo e o outro. Agora silenciosa e ruidosa como o mar. Aguardo. Tu me dirás quando for a altura de partir. Mas eu não direi mais nada. Éramos irmãos e não amantes. Se fomos amantes alguma vez, não sei, não me lembro. Lembro-me de ti, como um irmão. Aquele que me traiu. As ondas ronronam como enormes leoas aborrecidas. Lambem a areia, enfastiadas. Devagarinho, sem fúria. Restos de uma díade. O que sobrou do sonho e medo iniciais. O sal das lágrimas. Um percurso doloroso e sangrento, com um significado incognoscível. Morte após morte após morte após morte após morte. Leva-me daqui, Yeshua. Em nome da Luz, leva-me daqui.
Publicado por Sara e colocado em Fugas |
25
Junho
2008
Secou o brilho do olhar,
Um sorriso que se eclipsou no horizonte,
Nada ficou, vazio apenas…
Vagas do tempo, espirais do querer
Ausência de quem amo…
Saudades de ti.
Flecha do cupido que trespassa,
Míssil que me atinge o coração…
Faz levitar, castelos de contos de fadas…
Neste sentimento que me atraiçoou,
Anestesiado no perfume da paixão.
Perco-me nos umbrais da vida…
Num feitiço que me envolve e que me prende,
Vagueando nos sonhos de sempre,
Imagem do teu rosto presente
Anjo que paira sobre mim.
Abraço este amor verdadeiro,
Mistura de dor e felicidade,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |