30 Março 2007

Espelho

É no espelho que te encontro.

Procuro uma imagem e vem a tua
Procuro um sorriso e vem o teu
Procuro o brilho de um olhar
e nas palavras poéticas encontro-lo.

É daqui que te avisto
que escuto os teus sussuros,
Quando mais ninguém te ouve
aqui ecoam!

Partilha de cor,
luz e toque,
movimentos síncronos.

Os teus dedos na direcção do meu rosto
Os teus lábios que murmuram segredos
Neste espelho que me leva e te trás:

Poesia.

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

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29 Março 2007

Refúgio

Hoje meu refúgio é a poesia, doce e encantadora poesia.
Um dia meu refúgio serás tu.
Hoje meu refúgio são as palavras, perfeitas e harmoniosas construções.
Um dia meu refúgio serás tu.
Hoje meu refúgio é a Primavera que abraço com esperança e alegria, florescendo pensamentos de felicidade.
Um dia meu refúgio serás tu.
Hoje meu refúgio são os amigos, os camaradas de jornada, palavras confortadoras e abraços fraternos.
Um dia meu refúgio serás tu.

E tarda esse dia. Não tanto como até ontem.
E tarda esse dia. Cada dia um dia mais perto.

E tarda tanto esse dia, mas não o Sol em meus olhos.

Publicado por Marinheiro e colocado em Poesia | 1 Comentário

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28 Março 2007

Feliz és minha?

Era tempo de sentir
Esse rescaldo de paixão
Num amor audaz e pleno
Cabal de fé e certeza
Fico sereno a sorrir

Abre-se o céu e o sentimento
Não chora mais o meu coração
Limpo-me do veneno
Passado de uma alma mártir
Bruscamente feliz

Sinto esse afecto
Dentro da contemplação
Esse Amor eterno.
Deixam-se as flores
As pétalas caem

E pergunto:
Feliz és minha?

Publicado por psicotico e colocado em Poesia | 2 Comentários

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27 Março 2007

“Plock”

“Plock”… abre-se a garrafa.
As taças enchem-se

e sente-se no ar o aroma quente,
ligeiramente adocicado. Brinde-se!
Elevamos os copos …
Levemente tocam os lábios na taça.
Frio.
Depois
Um gole
que se saboreia de olhos fechados
de mãos entrelaçadas.
Quente.

Repete-se o acto.
O sabor não, não se repete.
O sabor parece diferente.
E a tua mão, na minha fica,
… ainda sinto o quente.

Brindemos!
A tudo o que ainda não esquecemos,
mesmo que ainda nos faça chorar,
porque um dia nos fez sorrir.

Um outro gole.
E o som das taças a cruzarem-se…

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 1 Comentário

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27 Março 2007

Sei sem ver querida

Sei sem ver querida.
E em minhas palavras faço rosas e faço cravos.
Sei sem tocar querida.
Nas minhas palavras te liberto e te aprisiono.
Sei sim, gládios de cetim, teus olhar sobre mim.
Tenho tuas palavras de liberdade, de sede sôfrega a arrebatadora.

Sei sim querida.

Toque gentil de perfume encantado, já não são gládios de cetim, são lábios, são segredos revelados são carinhos sem fim.

Sei sem ver querida.
Minhas palavras, cotovias armadas, quebram barras.
Sei sem tocar querida.
Minhas palavras nos teus lábios molhadas.

Sei sim querida.
Sei sim, conheço teus olhos mesmo ante de tocarem em mim.

Publicado por Marinheiro e colocado em Poesia | 1 Comentário

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