9 Abril 2007

«Madrugada»

Publicado por aifos em Prosa Poética |

Uma madrugada nunca se repete,
nem quando estás por perto,
nem quando me encontro no vazio,
coberta de saudade que me corrói a alma,
mas me ilumina a vida
porque estás comigo, mesmo que às vezes longe.

Não consigo dormir, hoje.
A vida passa-me à frente
como se assistisse a um filme de outro realizador,
que não eu.

Tudo dorme.
Eu contemplo as estrelas:
fixo o olhar nessa mesma
que também olhas daí.
Escolho a cor,
O timbre,
O cheiro…
Começo a escrever.

O sabor oscila entre o chocolate que derreto na boca
e o aveludado gole que tomo da taça alta,
reluzente na luz [áurea] da vela.

A madrugada nunca se repete.
Pode desejar-se em formas,
cores, trajectos, presenças,
embrulhos, laço, presentes…

Guardo esta madrugada…

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Publicado há 1 ano, 8 mêss em Segunda-feira, Abril 9, 2007 às 23:40 e está arquivada na secção Prosa Poética. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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  1. 1 A Abril 11, 2007, Marinheiro escreveu:

    E tem isto a Vida e a Paixão, pela e na Vida.
    Madrugadas eternas e únicas.
    Bjs

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