12 Abril 2007

Paixão

Publicado por Marinheiro em Poesia |

Posso querer-te e posso desejar-te.
Não posso nunca ter-te.
Posso ver-te e posso ouvir-te.
Não posso nunca abraçar-te.

Podes viver mais mil anos e podes correr mais mil cantos sem envelhecer.
Podes ser celeste, esmeralda, avelã, poder ter mil tons, revelares-te e esconderes-te.
Podes falar sem saber, podes existir sem saber, podes encantar sem saber.

Posso tão pouco face ao tanto que podes tu.

Então como assim, encontro alivio na minha mortalidade.

Um dia deixarei de poder e tu na tua imortalidade poderás sempre recordar-me. Ou não. Nesse dia abandonarei: ânsia, dúvida, alegria e dor.
Nesse dia deixarei de me importar.

Até lá.

Posso querer-te e encontrar-te.
E não poderei nunca ter-te.

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Publicado há 1 ano, 7 mêss em Quinta-feira, Abril 12, 2007 às 11:16 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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Actualmente existem 3 comentários ao “Paixão”

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  1. 1 A Abril 12, 2007, psicotico escreveu:

    A paixão move mil montanhas. Não te esqueceste, pois não? :)

  2. 2 A Abril 12, 2007, Marinheiro escreveu:

    Nem sempre sinto o que escrevo.
    E nem sempre escrevo o que sinto.

    Mas hoje em dia já fico feliz quando escrevo ou sinto :-P

  3. 3 A Abril 12, 2007, aifos escreveu:

    (Re)inventas novas melodias em cada palavra!
    Escreve, escreve sempre!
    Bj

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