17 Abril 2007

Tempo de Paixão

Publicado por Marinheiro em Poesia |

Faz um tempo estranho.
Um tempo de caretas.
De espasmos e de espantos.
De relâmpagos
De trovões
Faz um tempo de dilúvio.
Faz um tempo de bonança.
De imagens e sons.
De pesadelos e pasmares.
De suores e de lágrimas.
Faz um tempo que não te vejo.
Horas, minutos, séculos.
Faz um tempo sem Amor.
Dias, anos, séculos.
Faz um tempo de funda dor.

Mais de vinte anos.
E “veinte años no es nada”.

Faz um tempo, quente, quente.
Ameno inferno de sorrisos perdidos.
Ameno inferno de sorrisos escondidos.

Treme a terra com o pulsar do coração.
Rosto sardento e alvo.
Um deleite, um desejo, um recado.

Um tempo de palavras, juras e promessas.
Um tempo delicado, mãos, rosto, orelhas, pescoço.
Um tempo de prazer, de entrega, de contentamento.

Faz tempo, brilho no céu.
Outro Sol, outro Éden revelado, outro tecto espelhado.
Faz tempo, sauna, banho quente, corpo dormente.
Faz tempo lânguido, estreito, esguio, escondido.

Tanto tempo sem te ver.
Horas, horas, mil anos.

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Publicado há 1 ano, 7 mêss em Terça-feira, Abril 17, 2007 às 17:55 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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Actualmente existem 5 comentários ao “Tempo de Paixão”

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  1. 1 A Abril 17, 2007, aifos escreveu:

    Palavras incandescentes,
    torrentes de tempo em escassos segundos.
    Bj

  2. 2 A Abril 20, 2007, psicotico escreveu:

    Mil anos é a eternidade que se espera. Mas que vale a pena esperar.

  3. 3 A Abril 20, 2007, Marinheiro escreveu:

    Paixão é Paz e a Guerra.
    A Tormenta e a Bonança.

  4. 4 A Abril 28, 2007, Mik escreveu:

    Alguém disse que o tempo era uma questão qualitativa e não quantitativa
    e ninguém pode medir-nos a qualidade do nosso tempo.
    De facto, enquanto tivermos bons amigos,
    podemos até vê-los poucas vezes e por pouco tempo,
    mas esses momentos perdurarão em qualidade.
    Se pensarmos há quanto tempo mantemos esta afável comunidade,
    independente do tempo que cada um de nós tem podido dispender para comunicar e participar,
    a qualidade dos momentos em que contactamos tem sido muito compensadora,para isto contribui,
    claro está, a qualidade das pessoas.
    Um grande Abraço para o grupo e em especial para ti

    José Leal

  5. 5 A Maio 4, 2007, Marinheiro escreveu:

    É um grande prazer escrever, mas muito mais poder partilhar com gente que nos entende. Daí e desde há anos esta partilha, esta amizade.
    É um grande prazer conhecer-te José e mais poder partilhar e trocar ideias e textos contigo.
    O escrevo.net era porto de abrigo para muita gente que escreve e que lê, desejo sinceramente que o escrevo.org lhe siga as pisadas!
    Um abraço grande
    Pedro

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