22 Maio 2007

Razão

Publicado por Marinheiro em Poesia |

Mas algum dia houve razão no amor?
Correm léguas e passam minutos.
Nuvem atrás de nuvem, este jacto tudo traga, tudo engole.
Mesmo não querendo vejo reflexos no vidro e lembro.
Mas algum dia houve razões no amor?
Correm céleres léguas e minutos.
Esta melancolia moldada em portadora de chuva oprime-me, alvura imaculada até ao clímax da loucura.
Há algum motivo para esse opressor alabastro?
Engole-me o tempo e a saliva e o suor.
Reflexo e história.
Mesmo não querendo interrogo.
Algum dia houve razão?
Ou só química, ou só sedução, ou só luxúria animal, ou só perdição?
Rumos e caminhos já conhecidos, já percorridos, já partilhados.
Um farol, um abraço, uma onda final, um regaço.
Nunca houve razão amor.
Nunca ouves a razão, meu amor.

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Publicado há 1 ano, 6 mêss em Terça-feira, Maio 22, 2007 às 19:45 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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