30 Agosto 2007

Imaginei uma vida

Imaginei uma vida
De dor e solidão
Vi o vazio que a rodeou
Senti o frio da ausência
Não ouvi risos
Não senti carinhos
Vida gelada
Veias secas
Tudo à volta era negro
Vermelho só o sangue
Cuspido
Na hora final
Momento da morte
Vida abandonada
Veio a calma
O flutuar da alma
Imaginei uma vida
Aquela que me sinto viver.

Publicado por Lobalpha e colocado em Poesia | 2 Comentários

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29 Agosto 2007

Para Alguém

Fico vazio…
Sem te ter !
Os meus dias são sombrios,
Desolados, tristes !
Por existires…
É que os vivo
E vou sofrendo !
Faço guerra ao tempo
Por amor a ti.
Mais uma vez,
Estive contigo !
Ao te ver…
Esqueço esta dor que fere,
Apago a saudade !
Mergulhando no teu olhar,
Enfeitiçado fico,
Paralisado…
Simplesmente te olhando,
Te admirando, serenando desta forma
O meu coração !
E assim…
Te vou amando !

JORGE BRITES

Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia | 0 Comentários

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28 Agosto 2007

A traição

É como uma faca cravada no peito,
provocando espasmos de desespero,
é como se nada do que tivesse feito,
resultasse naquilo que espero.

É o sumir do ar que respiro,
o querer dizer algo mas não conseguir falar,
é como se tudo em que me inspiro,
me fizesse naufragar.

É como se o fogo que arde em mim,
arrancasse a minha pele e me deixasse em carne viva,
foste tão cruel assim,
enganadora, altiva…

É assim que custa a traição,
a navalha cravada no coração
o fim da esperança
do sonho, da bonança

Publicado por lastprophet e colocado em Poesia | 2 Comentários

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28 Agosto 2007

«Fazes bem!»

Fazes bem, sim!

Faz bem rir até não poder mais.
Faz bem correres feito louco na direcção do que gostas.
Faz bem um café morno que tem o teu toque,
umas pedras de gelo a tilintar no copo que sorvo,
um gole de licor numa noite estrelada.

Fazes bem, sim!

Faz bem avançar por essa voz que escutas,
não parares pelo medo,
perceber quem és e o que vales nesse projecto que levantas.

Faz bem fechares a porta da dor,
abrires a janela do sorriso com covinhas no rosto.
Faz bem cantares a tua música,
releres o poema que escreveste com alma.

Fazes bem? Não.
Fazes muito bem.

Faz bem o cheiro da noite de verão,
o incenso que arde a contra-luz,
a canela sobre o doce que provas, feito só para ti.

Fazes muito bem!

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 2 Comentários

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27 Agosto 2007

Levas-me contigo?

Por onde vais agora?

Que peito guarda o teu?

Antes o meu,
que o salgues com as tuas lágrimas se
assim tiver de ser,
se precisares de chorar a dor que assim te escolheu.
O teu destino és tu que o escolhes e sou eu que contigo estou…
quero saber nessa ilha para onde vais,
quero saber se estou lá e se por lá me levas contigo vás para onde fores.

Levas-me contigo?

Publicado por Margarete e colocado em Poesia | 1 Comentário

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26 Agosto 2007

A tua falta…

Só porque sinto que me fizeste falta,
encho o peito de ar e maresia só para te dizer,
rasgo o coração de emoção
e deixo talvez uma lágrima correr pelo meu rosto
e confundir-se com o sal das águas do mar,
senti a tua falta,
a falta do teu conforto,
ponto de abrigo,
porto seguro que sempre foste
e sempre hás-de ser
porque por agora quero que durmas em paz,
espero que as ondas do mar te embalem,
que a lua te ilumine
e as rochas se inclinem e te sirvam de leito só hoje,
porque sinto que tu és eterna,
não quero perder-te,
nem que seja apenas uma eterna recordação.

Publicado por Margarete e colocado em Poesia | 0 Comentários

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25 Agosto 2007

Para Alguém

Hoje, ao acordar,
Sonhei…
Estavas pertinho de mim !
O tempo parou…
Afaguei os teus cabelos,
Tuas mãos acariciaram meu rosto !
Nossas faces se colaram,
Nossos olhos se encontraram,
Nossos lábios se tocaram
E entre palavras poucas
Aconteceu um beijo apaixonado,
Aconteceu o amor esperado !
Ao acordar eu sonhei…
E nesse sonho
Mais ainda eu te amei !
Acordado…
Vou me deliciando,
Evocando os sonhos
E bebendo nosso amor !

JORGE BRITES

Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia | 2 Comentários

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23 Agosto 2007

Tu em Mim!

Perco-me a tentar imaginar como seria passar um mês a teu lado…
Imagino-te à noite a olhar-me enquanto escrevo passando as mãos pelas minhas costas nuas, depois eu deito-me como de costume enquanto tu vais à marquise ver as estrelas pela última vez, prende-las todas no olhar, deitaste ao meu lado, deixas que o meu corpo te aqueça e olhas-me nos olhos entregando-me a beleza e a luz de todas as estrelas que viras que comparativamente ao teu ser têm uma luz bassa. E fazemos uma maratona de olhares e de toques que duram toda uma noite até adormecermos por fim agarrados um ao outro, a fundirmos os nossos corpos como se não existisse amanhã.
Imagino-me a acordar a teu lado e ver o teu rosto parado a um palmo de mim a observar-me, depois fazer desse palmo espaço nenHum… beijar-te.
Perco-me na imaginação… passar um mês contigo, sonho, realidade, o impossível acredita-se sempre e torna-se possível nesse acreditar, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena” e as nossas almas são tão grandes!

“…um mês para saber se tu serias mesmo eu e eu tu!..”

Publicado por Margarete e colocado em Conto | 3 Comentários

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21 Agosto 2007

Para Alguém

Saudades de alguém…
Saudades de te ver,
Saudades de estar contigo !
Guardo na memória e no coração
Cada olhar brilhante que trocámos,
Cada aperto de mão que nós demos,
Cada palavra dita nas nossas conversas !
Saudades…
Um pouco de emoção dentro de nós.
Um pedacinho de ti dentro de mim.
Tua voz, teu olhar, teu cheiro.
De repente, uma angústia !
Saudades…
Do teu carinho,
Daquele jeito diferente,
Que só tu tens !
Ou do teu sorriso, de repente…
Saudades de alguém…
Alguém tão especial…
Saudades de ti !

JORGE BRITES

Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia | 0 Comentários

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21 Agosto 2007

Porque sim…

Porque hoje sim posso olhar para o espelho e sentir-me no seu reflexo, vejo no olhos castanhos a loucura que antes de tão embaciada pouco ou nada via… vejo nos meus olhos quem me tinha sido, quem me fui, a quem me dei, todos os rostos que amo e sempre amarei passam na minha frente em visões repentinas, alucinações…
Porque hoje sim mais do que me reconhecer me abraço, me abraço nessa loucura incessante que sempre me acompanhará… e já nada basta a sta louca como eu! Tenho uma Ânsia maior que o mundo de correr até ti, fundir o meu corpo no teu e alcançar essa paz que preciso para compreender porque tem de ser assim.
Hoje seria capaz de voar, hoje seria capaz de te amar, porque quem tudo quer tudo pode, e este meu querer ultrapassa qualquer tempo vão, qualquer espaço oco, ultrapassa o silêncio, toma conta de mim! Hoje queria, queria de tal maneira tocar-te que quase me sinto capaz de te alcançar, acariciar-te o rosto, perder-me e encontrar-me não sei quantas vezes no teu olhar, matar-me de amor vezes sem conta, morrer e renascer em ti, em amor, em verdade… em vida!
Porque hoje sim não me importam de modo nenhum as distâncias que parecem ser cada vez maiores, nem me interessa o tempo que parece arrastar-nos para caminhos contrários, nem me importa o destino maroto que carrega as nossas sombras em mãos diferentes e nunca as junta numa só… hoje só quero saber de mim e de ti, deste querer tão grande que incendeia as veias e me arde por dentro e até pode parecer loucura, mas sei que hoje sim consigo sentir-te em mim dê por onde der, vá onde for.
Porque hoje sim quero esse tanto que tens para me dar e a maldita distância teima amaldiçoar, quero ir ao teu encontro estejas tu onde estiveres para te mostrar que não me importam as tréguas da distância, só me importa o sentimento que carrego e sei que também carregas por isso vamos ser apenas um… hoje sim…

Amanhã espero que também! E depois de amanhã? O que perdemos se o não tentarmos?

Publicado por Margarete e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

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