26 Setembro 2007

Palavras Gastas

Estão gastas as palavras.
Por mais que tentes convencer-te do contrário, repara, repara bem que já não consegues dizer coisas novas. Estás envolvido neste “pouca-terra-pouca-terra” do trem da vida e não vislumbras nem mais um passo, nem mais um espaço, nem mais uma letra.

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Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

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26 Setembro 2007

Reencontro…

Aquele era o hotel das suas escapadelas. Não com outras mulheres, porque tinha sempre sido fiel. Era o seu refúgio quando o casamento e os três filhos exigiam demasiado dele. Bastavam-lhe dois ou três dias para que pudesse regressar a rotina dos dias, de todos os dias. Não mentia a mulher, dizia-lhe que ia passar uns dias fora, e agradecia que ela compreendesse. Aliás, era uma rotina que ambos praticavam e que tinha feito com que a união de 15 anos se tornasse mais segura. Mas esta vez tinha algo de diferente. Ela tinha saído de casa dois dias antes. Tinha partido com um olhar estranho. Como se algo estivesse em risco. Eram proibidos os contactos entre eles durante esse período. As regras eram conhecidas. Mas ele não estava a aguentar ficar em casa com esta incerteza. Pediu então à mãe que tomasse conta dos netos por uns dias e partiu para o seu hotel. Precisava de um certo sossego para pensar no seu futuro. No futuro deles.
Chegou ao início da tarde. Em Setembro o calor ameno, sem vento, convidava mesmo a uns dias de ferias. O gerente, velho conhecido, saudou-o com o sorriso de quem vê chegar um amigo.
- Quer o quarto do costume, senhor doutor?
- Já me conhece. Sou uma criatura de hábitos.
- Nunca se sabe o futuro. – retorquiu o homem atrás do balcão.

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Publicado por Francisco del Mundo e colocado em Conto | 2 Comentários

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21 Setembro 2007

Palavras

As palavras afagam a dor de te perder
Envolvem a tristeza da solidão
A angustia de te não ter
O frio percorre o meu corpo
sem o teu abraço
sem o teu beijo
ou o miminho que anseio
As palavras sossegam o coração
mas não acalmam o grito de te não ver
As lágrimas percorrem a alma
Enxugam os sentidos
que choram pela tua voz
pelo teu jeito tímido de me ter.
“Foste o bem que me soubeste
Pelo mal que me fizeste”.

Publicado por angel e colocado em Poesia | 0 Comentários

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20 Setembro 2007

Adeus

As emoções atropelam-se desenfreadamente
Cegas pela escuridão
Não encontram um rumo
Fogem da razão
Os sentidos desesperam
Anseiam por um sinal
por um olhar meigo
por um gesto esquecido
Coração triste… definhado
Olhar longínquo… enevoado
Sinais atentos
da tua partida
da minha solidão.

Publicado por angel e colocado em Poesia | 0 Comentários

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19 Setembro 2007

O Homem da Flauta

Durante a minha ida ao norte onde fui passar o Songkrang, ano novo tailandês, como habitualmente fico na casa da mãe de minha companheira na aldeia de Ban Mea Long, uma pequena povoação situada a cerca de 18 quilómetros da cidade de Lampang. Desta vez, no ano de 2006, tivemos mais tempo para podermos visitar mais mosteiros budistas, nesta altura do ano a abarrotar de fiéis, mas um local que sempre visito é o muito concorrido mercado Kad Tung Kwiang, que se situa à berma da auto-estrada que liga a cidade de Lampang à capital do norte Chiang Mai.

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Publicado por toi cambeta e colocado em Conto | 0 Comentários

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18 Setembro 2007

Saudade

Palavras estranguladas
Surdas e desvairadas
São as que gritam dentro de mim
Choro, rio… pulo…. morro
O que fazer sem ti?
A Saudade tem o teu rosto
Tem o cheiro do teu abraço
O calor do teu olhar..
Como calo este grito?
Como faço para não sentir?
A minha Saudade….
És tu.

Publicado por angel e colocado em Poesia | 2 Comentários

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12 Setembro 2007

Sabor

Não, não é amargo o sabor do Amor. Nem tão pouco é açucarado como pensais.
Esta mistura é divina e diferente, diverge de qualquer sabor.

Amor? Amor sabe a desejo, suor, exaustão e palavras quentes.
Amor? Amor sabe a mãos frágeis, a futuro incerto e a tremer de pernas.
Amor? Amor sabe a beijo, a beijo molhado, a beijo apaixonado, encantado, vivo nas ondas de um cabelo solto.
Amor? Amor sabe a paixão, a suspiro, a amanhecer dourado e a poema.

Amor? Amor sabe a momento, único.

Não, não é amargo o sabor do Amor. Nem tão pouco é açucarado como pensais.
Amor sabe a ti, só a ti!

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 1 Comentário

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12 Setembro 2007

Para Alguém

Queria-te agora comigo, meu amor…
Para te dizer e mostrar
O que tenho para te oferecer…
Dar-te carinhos, abraços…
Dar-te meu coração,
Cheio de amor e esperança!
Sentimentos que fazem florescer a paixão,
Que está dentro de mim.
Só a ti mostrarei!
Mostrar-te o caminho da felicidade,
Esse que muitos procuram,
Mas poucos encontram!
E…nós…
De coração puro e sentimentos verdadeiros,
Conseguimos encontrar o caminho da felicidade plena!
Preenchendo a minha vida
Este amor tão lindo,
É a razão do meu viver!

JORGE BRITES

Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia | 0 Comentários

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7 Setembro 2007

Perdão

Peço perdão
Se te conduzi à ilusão
De que nós dois poderíamos ser felizes para sempre
Peço perdão
Por ter seguido em frente
Ainda penso em ti e és parte do meu coração
Mas não quero mais mentir
Não consigo esquecer o meu passado

Peço perdão
Pelo que não consegui deixar de sentir
Mas serás sempre da minha vida um grande pedaço
Desculpa por ter prolongado a nossa relação
Esperando que um dia fosses só tu a minha única mulher
Fui um fraco, inútil, ignóbil
Um tirano, cruel, infame, vil
Abjecto, desprezível, insano ao ponto de pensar que poderia ser
O Homem que tu esperavas
O Homem que desejavas

Peço perdão
Por todos os falsos futuros que te prometi
Porém eu próprio neles acreditava
Pensei seres o anjo que me faltava
Invadiste tantos sonhos meus sem pedir licença, que assim que te vi
Naquela noite, no nosso reencontro
Após todo aquele tempo de desencontro.
Enganei-me…enganei-te…enganamo-nos…e por isso peço perdão
Mas só a ti te dedico este poema para que saibas que ficaste marcada no meu coração.

Publicado por lastprophet e colocado em Poesia | 1 Comentário

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7 Setembro 2007

Para Alguém

Momentos há em que eu suponho
Seres um milagre
Criado só para mim !
Pudesse o meu coração falar,
Concerteza contaria
A mais linda história de amor !
Pudesse o meu coração escrever,
Concerteza faria
A mais sensual poesia de amor !
O nosso amor é único…
Dizemos um ao outro
Mil coisas sem falar !
O amor que tenho no coração,
Não surgiu para lá ficar,
Não será amor
Se não o der a alguém,
A ti…
Não deixo que nenhum dia acabe,
Sem que agradeça,
Que tu existes,
Meu amor !

JORGE BRITES

Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia | 0 Comentários

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