19 Setembro 2007

O Homem da Flauta

Publicado por toi cambeta em Conto |

Durante a minha ida ao norte onde fui passar o Songkrang, ano novo tailandês, como habitualmente fico na casa da mãe de minha companheira na aldeia de Ban Mea Long, uma pequena povoação situada a cerca de 18 quilómetros da cidade de Lampang. Desta vez, no ano de 2006, tivemos mais tempo para podermos visitar mais mosteiros budistas, nesta altura do ano a abarrotar de fiéis, mas um local que sempre visito é o muito concorrido mercado Kad Tung Kwiang, que se situa à berma da auto-estrada que liga a cidade de Lampang à capital do norte Chiang Mai.

Muitas foram as vezes que me desloquei até lá, embora fique ainda bem distante da aldeia, mas vale sempre a pena lá irmos, pois lá podemos encontrar uma vasta gama de produtos regionais e autênticos. Este mercado é imensamente frequentado por turistas e pelo naturais, que nesta quadra do ano passam igualmente o ano novo em suas terras natais e no regresso aproveitam para ali irem fazerem compras, e é ver as suas viaturas bem carregadas com produtos lá adquiridos. O movimento por lá é sempre grande e o vasto parque de estacionamento por vezes se torna pequeno. Este ano o encontrei mais bem arranjado, mais airoso, com vastos recintos com mesas e cadeiras, até a casa de banho era nova, bem asseada e decorada, ostentando numa das paredes à entrada a indicação em várias línguas.

Tudo por lá se pode encontrar desde as porcelanas, pois a cidade de Lampang é a cidade da olaria por excelência, mas além da cerâmica havia as roupas tipicas do norte, ricas madeiras trabalhadas, pele de porco, chouriços picantes e uma vasta gama de produtos da terra.

Podem ficar com uma pequena ideia dos produtos que por lá havia à venda. As chouriças bem apaladas cujo seu aroma enchia o ar, os alhos preservados que além das suas qualidades já conhecidas é também um forte afrodisíaco, as peles de porco que fazem a delicia daqueles que apreciam um bom petisco até às inúmeras variedade de frutas e flores. No vasto recinto havia igualmente dois modernos cafés onde a nossa bica era muita solicitada e havia um pequeno pormenor, depois de se tomar o café a chávena era oferecida ao consumidor, giro este acto. Frascos com medicamentos naturais ao quais depois se junta uma bebida ao gosto e que é outra das especialidades da terra mais daqueles que são amigos do Baco.

Percorrendo as vastas ruelas do mercado chegou até aos meus ouvidos uma música melodiosa e procurei saber de ela provinha. Não foi diíicil encontrar o artista que a tocava, ali fiquei sentado ouvindo tão belas melodias enquanto a minha companheira e filhas fazia algumas compras. As músicas eram chinesas, minhas conhecidas algumas e principalmente uma que eu ouvi há muitos anos e que sempre foi de minha preferência. E o artista olhava para mim e delicadamente ia tocando a sua flauta. A ele me dirigi e com ele conversei, pensando que fosse de origem chinesa, devido às músicas que tocava, mas era um tailandês original, natural de uma aldeia próxima e que se dedicava ao fabrico das ditas flautas e que era um excelente artista. Na mesa junto dela a sua esposa vendia flautas, cd e vcd com suas músicas, comprei dois cds que o senhor teve a amabilidade de autografar.

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Publicado há 1 ano, 2 mêss em Quarta-feira, Setembro 19, 2007 às 0:01 e está arquivada na secção Conto. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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