6 Setembro 2007

Voaste

Nas asas de um anjo voaste para longe de mim
enquanto eu fico aqui imóvel a perguntar porque teve que ser assim
Vejo a tua estrela ao longe no horizonte…lembras-te da fonte?
daquela onde passávamos horas a conversar?
aquela onde começamos a namorar?
perdeu a água…
invadiu-a a mágoa
de já não te ter por perto
entrou em conflito sobre o que é errado e o certo.
Recordas-te do jardim
onde fizemos juras de amor?esse , coitado, enfim
permanece lá quieto e calado chorando de dor.
E do elevador
e das escadas que conduziam ao café
da rádio….pois é…
ainda ontem ouvi-os a confidenciar
sobre que razões tiveste para partir.
não se deslumbrou resposta para a tua imagem já cá não estar.
E eu contei-lhes que não sabia como havia de seguir…
esquecer….
fui apelidado de louco quando disse que sem ti apenas queria morrer.
mas a verdade…
é que todos eles sentem a mesma saudade
não percebem a tua vontade…
não perdoam a tua crueldade…
Marcaste a vida de tanta gente
com o sorriso de quem não mente
e o teu abraço simpático e quente
mas afinal eras quem não sente
eras o que em mim pior existe e permanece escondido
um corpo invejoso, ciumento, frio e perdido
Voaste nas asas de um qualquer demónio
um qualquer dessas criaturas sinónimo
para longe bem longe de mim, depois da lagoa dos sonhos e fantasias
Para além do vale do amor e da felicidade
não sei afinal o que querias….
porém sei o que eu te oferecia…um amor sem idade
uma paixão eterna que não seria separada nem pela morte
mas não era essa a tua sorte
não quiseste mais lutar…
decidiste voar…

Publicado por lastprophet e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

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4 Setembro 2007

Queria chorar por ti

Queria chorar por ti
Mostrar a tristeza que sinto
Queria deixar cair as lágrimas
Mostrar ao mundo a dor
Mas não chorei
Não sofri
Relembrei-te
Com a força que sempre te vi
A admiração com que sempre te olhei
Sempre atrás de olhos de criança
(Como me fazias sentir)
Com os teus braços sempre prontos
A agarrar-nos num aperto doce
Os teus beijos ruidosos
Sempre sinceros
Os teus olhos carregados de amor
Sofreste na vida, mas nunca te dobraste
Vejo-te sempre grande
Não conheci outra igual
E agora partes
Sinto a dor mas não choro
Relembro-te agora
Com o sorriso que te conheci
Sei que estás bem
Para ti, acabou-se o sofrimento
Agora descansa em paz.

Publicado por Lobalpha e colocado em Poesia | 2 Comentários

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4 Setembro 2007

Memória Passada

Sinto necessidade de me perder na esperança
Esperança que me acompanha por onde caminho
Caminho este que quero que me leve a um lugar
Lugar que sonho um dia chegar e nele tudo encontrar
Encontrar conforto e sossego para acalmar a dor,
Dor que me atormenta e que me assombra os meus dias
Dias que passo a pensar e a desejar algo novo
Novo em emoção, em harmonia, em alegria
Alegria que muito necessito para me levantar dos escombros
Escombros que me prendem a algo que quero fugir…
Fugir para bem longe, onde não consiga respirar o mesmo ar,
Ar que me faz intoxicar de desespero e desilusão.
Desilusão que se torna difícil libertar e como eu me quero libertar
Libertar desta prisão que ultimamente me acompanha nesta vida,
Vida que tento percorrer imaginando um futuro mais risonho,
Risonho ao ponto de só reviver esta tortura em memória,
Memória de um passado que quero que não seja mais do que isso…e isso
…Isso é somente o meu desejo…
…Desejo que seja passado.

João Filipe Ferreira (Direitos Reservados)

Publicado por Joao Filipe Ferreira e colocado em Poesia | 0 Comentários

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4 Setembro 2007

Quem me dera amar-te…

Quem me dera amar-te…

Quem me dera ser capaz de amar-te ou fazer a memória transformar-se apenas em vã memória e não nesta firme lembrança, quem me dera ainda ser capaz de te dar uma nuvem onde te encostares ou esconderes sempre que precisares, quem me dera amor ser capaz de esquecer o qu não consigo.
Quem me dera amar-te… quem me dera!
Ser ao menos capaz de deixar que as lágrimas que sinto cairem em mim me caiam rosto abaixo mas não posso, não quero que assim seja, assim sou, assim minha alma não espera que consiga amar-te. Não quero ou quem me dera ser ao menos capaz de querer .
Quem me dera amar-te…

Publicado por Margarete e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

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4 Setembro 2007

Biblioteca

sou biblioteca de livros valiosos e antigos
encontras aqui muitas histórias
fantasia, aventuras, amor e perigos
desabafos, diários e memórias.
respiro o amor e o sofrimento dos poetas e trovadores
partilho as suas conquistas e as suas dores
Carrego em mim sonhos de infância
e das mais nobres senhoras a sua elegância
retractada na sua escrita elegante e fina
mas com um coração que por amor desafina.
Sou dono de segredos, amores proibidos e traições
editor de livros e canções.
Não me sinto envelhecido ao contrário do que me acusam
esses de agora que não me ligam e só de mim abusam
Podem passar mil dias, mil anos, mil séculos
que os meus livros nunca se tornarão obséquios
não são somente livros que trago em mim
e por isso esta minha revolta, e o meu motim
são pessoas! Pessoas! Não podem ignorar
os seus sentimentos, o seu pesar
Pois elas mostraram a Vida no seu real esplendor
e sendo assim todos os livros merecem o vosso louvor.

Publicado por lastprophet e colocado em Conto | 0 Comentários

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3 Setembro 2007

Que me queimo

Que me queimo!
Que me reduzo a cinzas para poder aspirar a voar nos céus.
Que me incendeio!
Que me inundo de labaredas para poder aspirar a ter de novo sossego.

Que não!

Que te beijo nos lábios.
Que te sorvo como pecado, como veneno, como salvação!

Que não!

Se ardo, se fico ou se parto.
Já não me cabe a mim saber nem decidir.
Sou escravo.
Tu senhora.
Sou palavra e tu poema.

Que me queimo sem pecado apenas desejo.
Que me queimo sem luxúria apenas paixão.

Publicado por Marinheiro e colocado em Poesia | 1 Comentário

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2 Setembro 2007

Ópio

Eu não me drogo,
tomo apenas ópio
para que me faça sentir alucinado
pois, este Mundo está estragado.
Escrevo e descrevo imagens…
São aqueles locais,
os quais por onde passei
onde a minha alma perdi
e mais tarde reencontrei!

O ópio relaxa-me…
É como se fosse uma consolação para mim.
Fico livre, mas ao mesmo tempo doente,
por esta passagem pela Vida
ser de todo deprimente.

O andar algo adormecido,
é me compensatório.
Esqueço a dor que me afronta
e tudo em mim se me transparece!

Opiar-me é como medicar-me,
fico vazio
e não penso naquele momento
que me mata de inteiro sofrimento.

Ele causa-me calma
e grande tranquilidade,
a Vida vai-me fumando aos poucos
e eu, vou entrando num campo de loucos!

Que Deus me mude o destino da Vida
Tudo para mim é exagerado,
caí num verdadeiro calvário
e dele não quero sair.
Que alguém me abra as portas da morte,
para que no outro Mundo
eu venha a viver com maior sorte!

Publicado por Squid_Bubbles e colocado em Poesia | 1 Comentário

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