31
Outubro
2007
Aparece na cidade de Lisboa um futurismo
Em forma de criança a ser reconhecida
Fora da sua época, tendo Magdalena Nogueira
E Joaquim Pessoa como pais e academismo
Na sua personalidade tão absorvida.
Nesse ano de 1888 começava a zoeira.
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Publicado por Catherina Sanders e colocado em Poesia |
30
Outubro
2007
Nesse sonho, havia nevoeiro.
E nuvens.
Era húmido e não chovia.
Nesse sonho, morava um anjo.
De rosto firme e forma forte.
E nuvens.
Céu, muito céu.
Falava-me em melodias e rimas.
Falava-me em cantos e contos.
Era um anjo.
Rosto seguro, passo determinado.
Nas nuvens nascem rios, esvaziam-se oceanos.
Nas nuvens, tantos sonhos, tantos desejos.
E um anjo, sorriso aberto, alegria de um abraço acolhedor.
E se a nuvem vem, a nuvem também vai.
E se a nuvem se cria, a nuvem também se desfaz.
E se o anjo um dia falhar?
Eram nuvens.
Era húmido e não chovia.
Seriam lágrimas de alegria?
Publicado por Marinheiro e colocado em Poesia |
30
Outubro
2007
Vento
Encanto
Tormento!
Desperta o mais desatento,
Tira a muitos o alento,
Destrói o mais pequeno rebento!
Se me sento,
Deixo passar o tempo.
Se ando,
Cada passo é um lamento!
Na rua as folhas voam para o mesmo canto,
Confesso que tem o seu encanto…
Mas já dizia o Mestre Bento,
Ir ao mar com chuva, mas nunca com vento!
Publicado por Pena Branca e colocado em Poesia |
27
Outubro
2007
Por ti, pequei!…
Pequei ao entregar-me
Pequei ao beijar-te como se amanhã não existisse
como se cada instante fosse breve mas intenso.
Pequei ao abraçar para mim sonhos,
ao dividir estrelas do céu calmo com profetas de outros tempos
de ilusões e sensações que imaginei que sentisses.
Pequei ao pensar de mais,
ao ensaiar respostas e perguntas num espelho oculto.
Pequei.
Pequei ao fugir, e fugi tanto.
Pequei ao querer, e quis tão pouco.
Pequei ao sorrir, e podia tê-lo feito bem mais.
Pequei e peco agora,
quando sinto que amo e não te digo,
com medo de radicais e expoentes, de vertigens e respostas eloquentes.
Pequei.
Por ti, pequei!…
Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
26
Outubro
2007
Não sei se te quero dizer
O quanto te quero
Sentir o teu cheiro
Ficar com ele em mim
Não sei se te posso dizer
O aperto que me dá
Quando te afastas
A saudade que fica
O triste amanhacer
A te ter a me lado
Deitar-me sozinha
Pensar em ti
O teu olhar
Recordar o teu toque inocente
Imaginá-lo em mim
Não sei se me sabes
Como amante me quero dar
Não sei se te quero dizer
A tortura de não te ter
A falta do que não vivemos
Não sei se me reconheces
Como mulher que quero ser
Tudo o que te quero falar
Não sei se queres saber
Publicado por Lobalpha e colocado em Poesia |
24
Outubro
2007
naquele dia…
acordei antes de ti
sorri porque dormias
agradeci a tua paz
e o prazer dos nossos dias
recentemente…
acordei depois de ti
nas palavras carinhosas
que me pediram para ficar mais um pouco
prometi chegar antes das tuas pestanas se tocarem harmoniosas
pelo tempo…
guardo os teus gestos peculiares
que preenchem o ser que revelaste
em jeito de te recordar
e saboreio cada palavra que usaste
num sonho sem fim…
acordo do lado do coração
e ainda vejo esse sorriso aberto
abro mais uma janela da vida
e fecho-te cá dentro num lugar secreto
Publicado por Pena Branca e colocado em Poesia |
23
Outubro
2007
Sinto me novamente sozinho, perdido num mundo de desilusões, num mundo em que a felicidade me foge cada vez que a tento agarrar, o tempo passa, o tempo pára, e os bons momentos não me largam, fazem me quere-los novamente, aqueles momentos em que toquei no céu e cai no fundo no instante a seguir…
Porquê isto? porquê a mim? Já não bastam de tristezas pra mim? já não bastam de desilusões? já não chega? Porque é que o mundo não me deixa ter assas quanto quero voar…
Publicado por xbugs e colocado em Fugas |
23
Outubro
2007
Quando a praia está cheia de almas o barulho é ausente,
Deitada de costas oiço a voz antes indiferente.
Quando a praia está cheia de pessoas o barulho é confuso,
De olhar postos nas ondas procuro em mim as palavras de outro fuso.
Quando constato que a praia não tem fechadura,
Procuro as marcas na areia dura!
Aquelas que provavam que as mãos eram dadas
E apertadas e suadas…
Que nos embrulhávamos no grão
Sempre esquecidos da multidão!
Todas as horas a praia aberta é um leque de caminhos,
A areia é um miradouro para um mar cheio de ninhos.
Quem da plateia repara no palco, vai sonhar e encontrar no som das almas a descoberta de um actor fora do lugar!
Não se pode sempre nadar, decidiram navegar.
Não se pode sempre falar, decidiram calar!
Mas como na praia fazer parar a hora do “não acabar”?
Afinal há um fecho sem chave a condizer,
Acaba por ter fim e isso acabou de se ver!
Publicado por Pena Branca e colocado em Poesia |
22
Outubro
2007
Durante meses pensei na decadência, no que seria afundar-me se te perdesse, na vida sem sentido, monótona, perdida dos nossos dias, em que até a força pra recomeçar o dia fosse uma força imensa que não teria… E aqui estou eu, ainda a sentir, ainda meio perdido, mas com forças para tornar a vida um pouco mais vida, o que era esta dor, o que era este sentimento que agora existe mas se esbate ficando apenas algo que o destino deixa em aberto…
Mas algo me baralha, me deixa perdido e ao mesmo tempo me encontra, me afasta e estranhamente me quer junto, dói com uma dor doce, carinhosa, talvez apaixonante, faz me querer ser encontrado, querer voltar a amar.
Tal como a fénix morri e voltei a renascer…
Publicado por xbugs e colocado em Fugas |
19
Outubro
2007
Estava aqui a pensar comigo próprio… a divagar por cenas que já passei no decorrer destes anos… e reparo que nunca consegui namorar com “aquela rapariga” sim aquela, que faz a pulsação subir, aquela em que o nosso pensamento, sem nos querermos, comesse a divagar no “se”, se estivesse com ela, pensamos naqueles lábios doces que só apetece beijar, naquele corpo que apetece acariciar, damos por nos sentados no café a olhar dentro dos olhos dela e esquecer tudo o que nos rodeia e a saborear cada palavra que ela diz, onde damos connosco a ver nela, uma pessoa com quem queremos namorar, e coisa muito rara, também a vemos como uma amiga uma confidente…
Tive as minhas namoradas,talvez demais, tive as minhas amigas coloridas, mas nenhuma dessas me conseguiu fazer sentir isso, claro que para andar com elas existia a atracão física e algum carinho, mas nada mais que isso…
Publicado por xbugs e colocado em Fugas |