17 Outubro 2007

Inverno

Eu queria amar-te e não sabia o teu nome
queria encontrar-te e não sabia onde
fui procurar-te
queria que tudo fosse eterno,
partiu o amor,
chegou o inverno,
estive caminhando sozinha
em qualquer lugar,
e soube que não podia fazer outra coisa,
mais do que chorar.
P.C

Publicado por p.c e colocado em Poesia | 3 Comentários

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17 Outubro 2007

Um beijo, uma despedida

Aquele beijo, sim aquele beijo, inundou me a alma, preencheu o vazio que existia em mim, e aquele abraço que mesmo sem beijo me satisfazia, mas era um abraço e um beijo que me trazia algum desconforto, aquela vontade de sempre os querer, de saber que possivelmente seriam os últimos, de não querer que o tempo passasse e este passava mais rápido do que eu queria, pronto era o ultimo, não queria de forma alguma perde la, beijei a, um beijo longo e intenso que me fez esquecer tudo e todos mas que também trazia a dor de ser o ultimo, o beijo acabou mas mesmo assim continuei a abraça la, satisfazia me sentir o coração dela perto do meu, não, não queria sequer acreditar que tinha chegado ao fim… Pensei inúmeras vezes enquanto durou foi bom, mesmo por alguns segundos, talvez minutos valeu a pena…

Publicado por xbugs e colocado em Fugas | 1 Comentário

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16 Outubro 2007

Fantasmas do passado

Fantasmas do passado assombram me, por mais que queira resolver as coisas estas parecem não quererem ser resolvidas, sinto a dor, o desespero, e é nos piores momentos que estes fantasmas aparecem, ganham vida, e me fazem sentir insignificante, impotente perante a vida, desesperado…
Lágrimas correm me pela face, o sol esconde-se, a vida parece me monótona e sem sentido, procuro auxilio na escuridão, no meu refugio, mas este parece não surgir…
Se o objectivo é chegar ao cume da montanha não devemos preocuparmo-nos com os calhaus que encontramos no caminho, mas este calhau ganha vida, e torna se maior, não se deixa esmagar, e não me deixa prosseguir a minha vida…

Publicado por xbugs e colocado em Fugas | 2 Comentários

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16 Outubro 2007

Palco Seguro

Porque há coisas que não têm explicação, o medo de errar ou falhar no amor parece fazer com que num momento único coloque tudo em causa e ponha os pés pelas mãos. E quando procuro a explicação, saem as maiores estupidezes.
Num fundo sem medida deparo-me com um medo que desconhecia. Que toma conta de tudo: o corpo fica seguro e não sereno, os olhos gelados e a cabeça pede ao corpo que dê sinal de paz e se deixe controlar pelo coração. Sinto uma força tão grande, tão egoísta, que dá alento às palavras mais duras e sustenta a ideia de que tudo na vida se controla.
Não me lembro de amar com tanto medo.
Erradamente deixo que o medo entre em cena e se torne a personagem principal. Erradamente deixo que ele me acautele. Egoisticamente, esqueço tudo o que de melhor pode haver na vida e os olhos vêm pouco: apenas o vento que move o medo.
Felizmente, sou uma pessoa de sorte! Tenho quem me agarre e me empurre para um palco seguro. Tenho do meu lado quem nesse momento consegue chegar até mim e, sem palavras, lembrar-me que vale a pena viver amor sem o medo e: ACREDITAR.
És sempre tudo, mesmo quando me sinto NADA.

Publicado por Pena Branca e colocado em Fugas | 1 Comentário

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15 Outubro 2007

Preto no Branco

Preto no branco
Aqui ficam as ideias
Mancham a folha pura
De pensamentos impuros
Podia ser azul ou vermelho
Bem carregado para não escapar
Sem pensamentos fugidios
Palavras bem cravadas
Deixo-as correr pelos dedos
Assim como estes dois rios
Enturvando-me a vista
Sinto a pele já talhada
Caminhos já mil vezes percorridos
Por novas lágrimas
Sempre choradas por antigas tristezas
Preto no branco
Ficam as mágoas que não aliviam
A dor que não parte para lugar nenhum
Despedaçando uma alma podre
Putrefacta de tanto esperar
Consumida pelos vermes da solidão
Preto no branco
Fica uma vida escrita
Por nunca ter sido vivida.

Publicado por Lobalpha e colocado em Poesia | 0 Comentários

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14 Outubro 2007

Prometi a mim mesma escrever

Prometi a mim mesma escrever
Com a simplicidade do meu olhar
Para me afastar do previsto
E poder partilhar

A vida tem muitos lados
E eu divirto-me com ela
Quando a olho de fora como um ET
E confirmo: sou uma personagem dentro de uma tela

No bus com tantas damas e damos
Apercebo-me da realidade
É aquela dose que me faz falta
Para sentir a normalidade

É uma necessidade consciente
De uma citadina forçada
Que precisa de parar e olhar
Para descobrir para onde é a caminhada
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Publicado por Pena Branca e colocado em Poesia | 2 Comentários

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14 Outubro 2007

A Teoria Amar(ela)

Vejo… Vejo uma bola amarela no horizonte, um ponto indefinido como tal, mas brilha. O que será? Estará certo da sua consciência ou consciente da minha certeza de que se ali encontra?
O Universo muda. Está a mudar. Então só me resta pensar de novo, e pensar que não estás aí. Mas estás? Ou estarás? Ou estiveste? Estarei? Sim. Então tu também estás. Quem és tu, então? Estás a aproximar-te, mas quererás conhecer-me? Não, eu afasto-me. Queres que me aproxime?

a bola aproxima-se
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Publicado por crucius e colocado em Conto | 2 Comentários

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12 Outubro 2007

Vai uma tragédia?

Sempre me interroguei acerca do facto das catástrofes reunirem muita gente. A meu ver, demasiada.
Estamos constantemente a ver acidentes e incidentes, desastres naturais e provocados, suicídios e homicídios, e gostamos sempre deles. Onde se já viu, em pelo início de telejornal, uma noticia relacionada com um encontro entre mãe e filho ou entre avó e neto? Aqueles bonecos pomposos, com ar de pessoas importantes e cabelos ridículos, começam sempre por ler (e muitas vezes bastante mal), numa espécie de monitor milagroso, as palavras da ordem do dia, invariavelmente terroríficas: “Boa Noite. Horror em Bagdade! Cinco membros das tropas Americanas morreram, e outros cinco ficaram gravemente feridos. Quanto aos terroristas (vá-se lá saber quem são), estimam-se vinte mortos e dez feridos. George Bush já anunciou que isto não se vai repetir, pois o numero de baixas de soldados norte-americanos é demasiado grande”. Todos os dias os amantes das notícias têm de levar com isto… Isto é, ao que parece gostam.
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Publicado por crucius e colocado em Crónica | 1 Comentário

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11 Outubro 2007

Eis-me aqui

Eis-me aqui, eu, uma vez mais sombrio;
Com o doce semblante transfigurado;
Olhando sem consciência o passado,
Onde se perde a margem de um rio.
Serei aquele, ainda, o despojado,
Sobre o qual gritam as vozes em desafio!
Ou apenas um outro pobre coitado
Cuja vida pende apenas por um fio?
Jamais serei esse outro a não ser eu,
Que este lugar imenso viu nascer;
Outro além daquele que a bela musa leu…
Serei sempre meu ser eterno e dedicado,
Que foi muito e por força do seu ser
Do seu único caminho arredado.

Publicado por antoniodasilva e colocado em Prosa Poética | 2 Comentários

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10 Outubro 2007

«Canela»

A saudade sabe a canela!…

É de canela este cheiro tão doce e quente
tal como é de canela o cheiro do adeus, até breve.
É de canela o timbre da saudade
tal como o toque aveludado na sua textura.

A saudade sabe a canela!…

É de canela o sabor do teu beijo
tal como a sensação de paz quando me abraças.

É pintado em cores suaves este céu, nossa estrela cadente,
desejo de outros dias, de outros passos, de mais traços na tela que compões.
É tinta de chocolate e licor,
açúcar e canela,
doce amargo de lábios molhados,
salgados.

A saudade cheira a noite fresca,
mas ainda assim tem aroma intenso.
Canela especial, especiaria de deuses terrenos,
de embriaguez em braços e abraços.

A saudade tem sabor especial…

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 9 Comentários

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