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Novembro
2007
O paraíso esquecido jaz morto
sob o escaldante e árido deserto
que da minha imaginação sai veloz
guiando os caminhos traçados pelo meu coração.
Amor, dizem uns.
E de outros saem palavras que nem são ditas
e que cuspidas ao expoente da razão
nem fome têm nem julgam ter e
que de um mar azul mil dentes saíssem
engolindo a presa imperturbável que nada é
senão eu próprio.
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Publicado por crucius e colocado em Poesia |
3
Novembro
2007
É esta a tortura a que me sujeito
Ter o teu toque em mim
Respirar do teu ar
Sentir-te assim
E ver-te sempre partir
Sem um olhar.
Publicado por Lobalpha e colocado em Poesia |
3
Novembro
2007
Acordo no vazio de ti.
Espera-me lá fora um dia cinzento de Outono.
Um dia a somar ao tempo usado.
Um dia a subtrair ao tempo a usar.
A chuva bate na vidraça,
Enquanto o vento embala as folhas em descidas vertiginosas.
Abro a porta, subo a gola do casaco…
Saio para a rua e abraço mais um dia.
Sinto que na partida continuas presente.
Publicado por Humberto Morais e colocado em Poesia Gótica |