10 Dezembro 2007

Parados

Publicado por Catarina Silva em Poesia |

Parados em frente ao tempo de nós
andamos de costas ao lado um do outro
presos ao ópio de esperanças vencidas,
retorcidas por ensandecimentos perdidos.
No caminho já não nos cruzaremos.
Tu em frente. Eu em frente.
De costas pegados pela senda.
Para ver-te teria que quebrar todo o meu sentido,
reler-me nos sinais de então.
Procurar-te seria desistir deste emudecimento
e voltar a afundar-me em palavras.
Delas brotariam verbos,
conjugados em ódios.
Delas brotaria o amor.

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Publicado há 11 mêss, 2 semanas em Segunda-feira, Dezembro 10, 2007 às 0:58 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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Actualmente existem 2 comentários ao “Parados”

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  1. 1 A Dezembro 19, 2007, Pena Branca escreveu:

    Diz uma música que quando uma das duas pessoas bate com a porta é porque quer voltar.
    Se o amor falasse…
    “Esse desconhecido, o amor”
    Gostei muito desta partilha!
    Obgda

  2. 2 A Dezembro 20, 2007, aifos escreveu:

    Tantas vezes parados, tantas vezes de costas voltadas…
    Gostei!

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