26 Dezembro 2007

limiares da podridão humana…

Publicado por crucius em Crónica |

Sinto-me um garoto atirando com uma pedra no charco da minha infância, qual sólida força da nostalgia que o vento do tempo não permite à poeira cintilante e minúscula poisar, nem no topo crepuscular da intrépida gigante torre da razão pungente, mal assente, ausente, ansiosamente sua quando de minha nada é. Fica a vida atrás de mim. Aquela que nos anais mais celestes do terreno e vil mundo vai-se passeando singela e pululante qual força centrífuga de motora que é, e que nada faz andar. Um cavalo sem carruagem. Uma carruagem sem dono. O dono…ah! o dono! Quem lhe dera ser ele cavalo e pastar em verdejantes prados, ou de cinzentos tristes nutritivos, e que da vida nada lhe pese senão as pernas que hirtas vão sentindo a brisa de mil mortos que estando vivos deambulam como sonâmbulos. Irra! E é de nós este planeta, esta niilista existência que faz de Nietzsche pedrinha no sapato do gigante pé da moral. Haja paciência para se viver! Haja paciência para se ver morrer… quando o sol, ou o sorriso, não nasce senão num canal de televisão. Viva-se da internet, viva-se do petróleo! Perca-se a vontade de se ser titã num mundo de pretensiosos fétidos e ignorantes, nem deixem os outros, os da potência, exalar fumos do incenso queimante do inconformismo… é que a ele sucumbiram. Dele têm agora lápides de mármore negra e gravuras douradas… e ainda temem atravessar as paredes da vida! Perderam o Amor de vista, são náufragos num oceano de porcaria.

Nem um sifão…

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas (2 votos, média: 2.5 em 5)
Loading ... Loading ...

Publicado há 11 mêss, 2 semanas em Quarta-feira, Dezembro 26, 2007 às 12:54 e está arquivada na secção Crónica. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
Este texto está licenciado segundo a Licença Creative Commons.
Poderá deixar uma resposta ou trackback a partir do seu Web site.

Deixe um comentário

necessita estar registado para deixar um comentário.