29 Janeiro 2008

A casinha do monte

Olho e vejo o monte,
Distante… tão próximo
Do monte vejo o mar…
Como uma varanda que inala o perfume,
Como um sopro de liberdade que abraço.
No monte há uma casa,
De paredes brancas como a paz,
Com o tecto vermelho,
A cor do batom dos teus lábios,
Que vive nas memórias do nosso beijo.
Um caminho leva ao cimo,
Feito de pedras em puzzles que se encaixam,
Mantas de retalhos das minhas memórias,
Onde brilham recordações sem fim…
Como os escritos do meu passado.
Cearas e árvores adornam as margens…
Tanta suavidade e encanto neste destino,
O sonho vive em comunhão com a realidade,
Nesta linda casa que se tornou no meu abrigo.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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27 Janeiro 2008

Vem, sem demora

Vem, vem hoje até junto de mim
Vem, vem agora, sem demora,
deixa para trás o ontem e o amanhã,
deixa a incerteza certa desse compasso imperfeito de tempo,
E vem, num simples piscar de olhos e numa batida de coração apaixonado.

Vem… que eu fico contigo mesmo quando te digo adeus.

Publicado por aifos e colocado em Fugas, Prosa Poética | 0 Comentários

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27 Janeiro 2008

Como um pássaro de asas partidas

Olhos cansados de tanto esperar,
Sonhos que naufragaram ao largo,
Morrem as forças no cais, cai o corpo no chão…
Vozes que se perdem no vento…
Sangue que seca no coração.
Pétalas que murcham, giram perdidas no espaço,
E fico nu, de gestos vazios de sentimentos…
A lebre que se transforma em lobo,
E o azul do céu fica cinzento.
Não há amanhecer, na desilusão que abraça…
Madrugada cristalina em finos rios de lágrimas,
Caem em angústias que absorvem o tempo…
Neste mesmo tempo que acaba.
Apagam-se as estrelas,
Escondem-se os sorrisos,
Na dor decepada, que surgiu do nada,
Deixando um corpo, cravado de balas.
Parte-se o copo, derrama o licor…
O doce perde o sabor, em azedos paladares…
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 1 Comentário

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22 Janeiro 2008

Meu amor, preciso de ti, esta noite…

Cai a noite, o escuro invade a atmosfera,
Sinto o frio a percorrer o meu corpo,
Sinto-me só no meu mundo, vagueio no deserto…
Não quero adormecer neste vazio, sozinho.
E peço ao vento que transporte o meu desejo,
Que te leve o sabor quente do meu beijo…
E me traga o calor do teu corpo,
Que se enrola em mim e me faz teu prisioneiro.
Meu doce, minha querida…
Esta noite aprisiona-me nos teus braços,
Preciso do teu amor,
Deixa-me abraçar o tempo para que este congele…
E não passe, que pare… transforme os segundos em horas,
E as horas se fundam em dias sem fim.
Chamo pelo teu nome… grito no silêncio,
Choro lágrimas, perfumadas com a minha alma,
E deixa-me levar nos umbrais da imaginação,
Deixa-me ser a tua pele…
Como quero que sejas o meu destino,
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19 Janeiro 2008

Dei o melhor que há em mim…

Talvez por não saber escrever,
Libertei palavras em ecos de silêncio,
Que adornaram o espírito…
Dançaram em cores e proezas majestosas,
Possuídas por um destino…
Guardadas no meu íntimo, fluíram…
E fiquei parado, imaginei…
Deixei-me ficar, olhando o mar,
Dia após dia, noite após noite,
Como se o teu rosto fosse reflectido pelo horizonte,
Tentando compreender o rumo,
Que a vida nos faz tomar…
Bebi da inspiração do perfume que me alucina,
Dos sorrisos da escuridão,
E acreditei…
Contei as estrelas do céu,
As conchas que adormeciam na areia molhada,
Rasguei a história em mil pedaços,
Soprei… em partículas de luz,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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16 Janeiro 2008

Podes contar sempre uma nova história

Não posso mudar as linhas que já escrevi,
Gravadas em diamante, em ferro ou em fogo…
Não posso recolher a lágrima que já deitei,
Nem limpar aquela que fiz brotar dos teus olhos…
Não posso mudar o sentido ao rio,
Nem seguir o voo de uma borboleta,
Ou esquecer o cantar de um rouxinol…
Não posso alimentar com um sorriso, o tempo que acabou,
Nem dar a mão a quem já não está,
Numa negação que alimenta o presente,
Nas palavras que não disse, levadas pelo vento…
Fico parado vendo o infinito,
Como se o tempo abraçasse o próprio tempo,
Num caos sem sentido,
Numa vida de histórias contadas,
Ditas… cantadas por ecos de vozes soltas,
Que ficaram esquecidas,
Nas memórias da mente.
Afinal, tantos erros cometidos,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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13 Janeiro 2008

Leva-me a ver a beleza do mundo que há em ti…

Hoje é o dia dos dias,
O dia mais longo das nossas vidas,
Em cada badalada do relógio, novas fantasias…
E o tempo passa, passa sem se sentir,
Corre sem começo e sem fim,
Nada importa, tudo acontece, tudo se sente…
E ficamos deitados, suspirando últimos desejos,
Adormecemos os nossos corpos cansados,
Das emoções recentemente vividas,
Das batalhas sentidas, dos territórios conquistados.
No quarto, no silêncio, naquele mundo só nosso,
Volto a encontrar-te,
Conduzo a minha mão no teu dorso…
Em suaves murmúrios, vozes roucas e quentes…
Lábios sedentos, de mel e fogo,
Sinto o teu corpo de mulher, que me quer e me ama…
Agarra-me e prende-me, no abraço que se sente.
Ouve-se o som do silêncio,
Rasgado por ecos roubados, da paixão sentida,
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12 Janeiro 2008

Antes que o tempo acabe

Antes que o tempo acabe,
E a madrugada roube um beijo…
Navego em rios de palavras,
No meu barco de desejo,
Aproo os meus sentimentos ao vento,
Testemunha do meu próprio ser,
E digo baixinho, em segredo, o que sinto,
Dando voz ao coração…
Soltam-se as velas, em tempestades de loucura,
Agita-se o mar, nos corpos que se encontram…
E na espuma das tentações que asfixiam,
Morro lentamente sem saber,
Trespassado pela seta de um Cupido…
Subo os cabos feitos das lágrimas que deitas,
No brilho dos teus olhos cheios de alegria,
Num rosto desenhado em perfeição,
Nas promessas sentidas,
Partilhadas e ditas…em perfeitas comunhões,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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11 Janeiro 2008

Gole de tinto suave

Se te despes, cobre-te já,
Se te cobres, porquê o pudor?,
Quero o etilismo do teu ser,
Servido num cálice de deboche,
Porque tu és cicuta doce,
E consegues ser champanhe amargo,
Só eu anseio por classe suficiente,
Para sair de um redondel de vício,
Na ponta da tua língua está,
poderá estar, imagino que esteja,…
Quem és tu na realidade?
Ah, um gole de tinto suave…

Publicado por rodinhas e colocado em Poesia | 0 Comentários

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10 Janeiro 2008

Donos

Somos donos dos nossos destinos.
Ás vezes.
Como somos donos do firmamento.
Ás vezes.
Somos gigantes e imensos.
Ás vezes.
E vez vem, vez vai.
Somos donos de nossos destinos.

Publicado por Marinheiro e colocado em Poesia | 0 Comentários

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