27 Janeiro 2008

Como um pássaro de asas partidas

Publicado por Luis F em Poesia |

Olhos cansados de tanto esperar,
Sonhos que naufragaram ao largo,
Morrem as forças no cais, cai o corpo no chão…
Vozes que se perdem no vento…
Sangue que seca no coração.
Pétalas que murcham, giram perdidas no espaço,
E fico nu, de gestos vazios de sentimentos…
A lebre que se transforma em lobo,
E o azul do céu fica cinzento.
Não há amanhecer, na desilusão que abraça…
Madrugada cristalina em finos rios de lágrimas,
Caem em angústias que absorvem o tempo…
Neste mesmo tempo que acaba.
Apagam-se as estrelas,
Escondem-se os sorrisos,
Na dor decepada, que surgiu do nada,
Deixando um corpo, cravado de balas.
Parte-se o copo, derrama o licor…
O doce perde o sabor, em azedos paladares…

Como o veneno que corre nas veias,
Apaga as labaredas de castiçais acesos.
Lábios que secam e que não anunciam o amanhã,
Esperanças que voam, findos dias…
Já nada importa, já nada se sente,
Tudo chega, tudo parte… chega o fim.
E também eu parto naquela estrada,
Sem olhar para trás, sem rasto…
O pó apaga as minhas pegadas,
Fica a história escrita por eruditos
Num morrer triste, no lento morrer dos dias…

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas (Sem votos)
Loading ... Loading ...

Publicado há 10 mêss, 1 semana em Domingo, Janeiro 27, 2008 às 15:31 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
Este texto está licenciado segundo a Licença Creative Commons.
Poderá deixar uma resposta ou trackback a partir do seu Web site.

Actualmente existe um comentário ao “Como um pássaro de asas partidas”

Porque não nos deixa o seu comentário? A sua opinião é muito importante para nós!

  1. 1 A Janeiro 27, 2008, aifos escreveu:

    Tenho gostado de te ler.
    Há emoção naquilo que escreves, há sangue nas veias e pela suada por se viver!

Deixe um comentário

necessita estar registado para deixar um comentário.