2 Fevereiro 2008

Nunca soube escrever…

Publicado por rodinhas em Conto, Poesia, Poesia Gótica |

Nunca soube escrever,
Rasante à medíocre animalidade,
Feita vontade de brilhar fora de tempo,
Amasso o que almejo com fulgor,
Mas o fermento, a massa do Olimpo,
Esvai-se em pus pelo canal do ‘quase’,
Haja quem me guie a mão,
E me faça voar nos alíseos da epopeia,
Sinto a cútis a desabrochar camoniana,
O olhar do Elmano vidrado em cristal,
E a eminente certeza de um brilhantismo de fulgor,
Mas,….
Continuo sem saber escrever,
Resta-me a mosca que voa em elipse,
No fulgor de uma morte anunciada…

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Publicado há 10 mêss, 1 semana em Sábado, Fevereiro 2, 2008 às 12:18 e está arquivada na secção Conto, Poesia, Poesia Gótica. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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