17 Fevereiro 2008

No final

Publicado por Silvio Cezar em Prosa Poética |

No final.

As ruas, estradas, vielas e passagens
são tão solitárias a noite, locais escuros.
Sem alma ou tempo, caminho por elas
sem destino ou curso, tentando lembrar
um lugar, que se esvai a cada passo.

Nada sobrou daqueles dias, agora só
existe trevas, trevas que me rodeiam.
Que tentam me engolir a cada curva
do caminho, a cada segundo mais
perto, a cada som na calçada eu me
esqueço de onde venho e pra onde vou.

Porque isso acontece, por que agora?
Me vejo no fim de um caminho, só
existem paredes aqui, nenhuma
passagem, nenhuma escolha.

As trevas me alcançam, me envolvem.
Apagando o que eu era, o que poderia
ter sido, só sobra o nada, as trevas.
Agora faço parte delas, a busca de outros
Nas passagens, vielas, estradas e ruas.

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Publicado há 9 mêss, 3 semanas em Domingo, Fevereiro 17, 2008 às 13:19 e está arquivada na secção Prosa Poética. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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