17
Fevereiro
2008
Sinto em ti um pedaço de céu,
Onde as estrelas iluminam a minha alma,
Clamam o teu nome, em murmúrios só nossos,
Que partilhamos em gestos de carícias.
Sinto em ti um pedaço de mar,
Quente desejo de emoções e sentimentos,
Viagens de loucura, na imensidão de descoberta,
Em corpos sedentos de amor.
Sinto em ti um fogo que arde em desejo,
Que palpita cometas, em sabores de mel,
Quando sinto a suavidade da tua pele,
Na troca sentida de um beijo.
Sinto em ti todo o tempo…
Como se o tempo começasse em nós,
E nada mais importa sentir,
Do que desfrutar do momento, o silêncio…
Amando apenas… sentindo…
Sinto em ti as palavras de juras ditas,
Em promessas feitas de conquistas,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
16
Fevereiro
2008
Um dia você entrou na minha vida
apareceu de repente, sem nada pedir,
sem nada dizer, seu rosto tão
familiar, tão simples, tão lindo.
Quando me vi, esta ao seu lado
sorrindo, beijando, amando.
você sempre ali, tão perto
tão presente, tão perfeito.
Esse sentimento forte, dominante
como altas ondas a me envolver
a me aquecer, me vi no fundo desse
mar, me afogando na essência dessa emoção.
Vi nossos corpos se unirem,
nossas bocas se tocarem
vi cumplicidade no seu olhar
vi meu futuro nos seus olhos.
Publicado por Silvio Cezar e colocado em Poesia |
16
Fevereiro
2008
Porque choro?
Não sei a resposta,
Não encontro explicação na minha alma,
Neste vazio que vagueia em mim.
Apenas choro…
Sinto apenas que os meus olhos choram,
Pequenos rios deslizam na minha face,
Gota a gota, sem parar, num extenso caudal.
Lágrimas de cristal,
Diamantes, riquezas que se soltam…
Reflexos de sentimentos que habitam no meu ser,
Camuflados por um corpo que sente,
Olhos vidrados, reflexos do momento.
Apenas choro…
Sem medo da razão, sem esconder o meu rosto,
De mãos abertas sem nada,
No nada me encontro.
Frio que me percorre o corpo,
Neste silêncio sepulcral em que fico…
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
14
Fevereiro
2008
São as horas em que os minutos se atrasam
Aquele tempo em que eu passo por mim
Vejo-me a olhar aquele banco de jardim
Onde me vejo velho e não vejo fim
Jardim que nunca brinquei junto a escola
Nunca fui neto de tanto me chamarem pai
Esse jardim foi terra que semeou o meu pão
Com meia sardinha que não conheci o seu mar
Hoje neste sitio só já moro eu e a saudade
Tudo acontece depressa demais e por si passa
Aquilo que eram jornais já não é novidade
São imagens e vozes com uma estranha graça
São as horas em que os minutos se atrasam
Novamente falo do tempo que fica cansado
Desta gente que sem dar conta por si passam
Neste banco de jardim…Eu…Sorrindo e sentado
Publicado por Dadof e colocado em Poesia |
13
Fevereiro
2008
Ritmos e rimas de prazer
em cada descrição, em cada nova página,
em mais um pôr do sol
que nasce instantes depois.
Rimos os dois,
abraçados e despidos da ausência,
da solidão e da distância que nos afasta.
Rimos os dois, depois,
de nos amarmos e matarmos saudades,
aquecermos os corpos em delírio de alma,
na ténue luz da estrela maior.
Ritmos e rimas de encontros,
em cada carícia e em cada beijo recusado,
em toque de delícia em lábios molhados.
Ritmos e rimas
em palavras murmuradas,
sílabas inacabadas
e saudade.
Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
13
Fevereiro
2008
Sonhos de papel,
Que flutuam como plumas ao vento…
Entre desejos escondidos,
Na natureza do próprio ser.
Quantas e quantas palavras,
Escreves no céu que iluminas como a arte,
Que só tu crias, que só tu sabes…
Num mundo que gira nas tuas mãos.
Na noite que fazes ser dia,
E no dia que moldas e não tem fim,
Um olhar que reflecte a vida,
Num universo que brilha para ti…
Sofres no silêncio com um sorriso,
E constróis sorrisos feitos de lágrimas,
De pérolas que escorrem em secos rios,
Um coração lacrado que abraça o destino,
Neste destino sem asas.
Sentimentos que retratas em imagens feitos de nada,
E no nada ondulam as palavras do poeta,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
10
Fevereiro
2008
Quebram-se copos de veneno,
Perfumados por doces néctares,
Entre os espinhos de uma rosa…
Que murcha entre os dedos.
Sensibilidade sentida…
Em esperanças perdidas…
Gritos em silêncio,
Nas palavras que se perdem ao vento,
Amordaçadas, choram liberdade.
Profanam-se corações,
Arautos de desgraça que proclamam mentiras,
Conduzem multidões,
Para becos sem saída, em prisões de medo.
Entre pedras e cascalhos,
Caminhos sem retorno, sentido único…
Obstáculos no corpo sentido,
O farol que se apaga, perdido sem rumo,
A ausência que chega e abraça.
Cego fiquei, neste louco labirinto,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
7
Fevereiro
2008
Na praia de areia branca,
Com o meu sorriso de menino…
Rasgo o oceano com o meu barco de papel…
Navego em fainas de sonho,
Até onde o vento me levar…
Agarro as estrelas que acendem o meu caminho,
Pirilampos mágicos que iluminam a minha alma,
E deixo-me levar neste infinito lácteo…
Em imagens de encanto e cor,
Que adornam a minha vida e me fazem acreditar.
Fecho os olhos, sentindo a brisa no meu rosto…
E faço-me ao largo, navegando mais além…
Existe sempre um lugar onde o céu abraça o mar,
Onde eu e o mundo somos apenas um só.
Os meus olhos reflectem o universo,
Nesta manta azul desfio a linha do horizonte,
E construo um mundo de harmonia,
Real fantasia, saturada de pontos de amor.
Desejo imutável que me alimenta,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
5
Fevereiro
2008
Nas paredes escuras
da gramática,
respingos de versos,
estilhaços de estrofes
por toda a página,
soluços de um soneto
cuja métrica alexandrina
caída ao lado,
ainda gotejava tercetos
enquanto um forte cheiro
de pólvora e sangue
exalava da caneta de aço
na mão inerte do poeta.
Campo Grande-MS, 02.02.2008 (01:42h)
Publicado por THELMO MATTOS e colocado em Conto, Poesia |
5
Fevereiro
2008
Por te amar assim…
Transformo os sonhos em mar,
E no mar navego sem fim…
Acendo archotes de fogo vivo,
Deste amor que há dentro de mim.
Por ti roubo as gotas do luar,
E das estrelas componho melodias…
Aqueço em brasas as noites frias,
Perdido na luz do teu olhar.
Sigo os teus passos como tua sombra…
De ti bebi a paixão onde mato a minha sede,
A voz da tua alma faz-me levitar…
Da prisão dos teus braços não me quero libertar.
Por te amar assim…
Sei que a vida acontece,
Eu e tu somos apenas um,
Quero embrulhar o mundo para te dar…
Reunir numa caixa todo o amor do universo,
Porque dentro de mim,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |