29
Março
2008
Roubei a noite ao dia,
E namorei secretamente…
Abraçado por um lençol de estrelas.
Os minutos passaram, tornaram-se horas,
No vazio, o silêncio…
Entre murmúrios tímidos de desejo
Rasgos de cometas,
Que queimaram o céu,
Em prazeres de pecado que o tempo escondeu.
Tempo que prendeu o tempo,
Gemidos que o eco fez vibrar,
Nos laços infinitos,
De volúpia, feita de magia e sedução.
Nuvens de cetim,
Percorrem como plumas o deleite do momento,
Erguendo paixões enamoradas,
Onde o beijo preenche o fôlego da manhã,
Na sedução alienada de prazer.
Resvalam rios de suor,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
28
Março
2008
Nas palavras ganhamos asas!
Nas letras desalinhadas e tortas que escrevo nesta folha já velha,
sentimentosos e emoções novas,
paixões e precipitações,
suor e lágrimas.
Tudo numa palavra ganha vida,
tudo na frase inacabada e imperfeita cresce e voa ao encontro de outros mundos.
Nas palavras ganhamos asas
e voamos tão alto como no sonho de outras palavras que ainda não ousamos colocar no papel.
Publicado por aifos e colocado em Fugas, Prosa Poética |
26
Março
2008
No meu quarto já não fico só.
Existe sol e chuva e relampejar pelos ares.
No meu quarto estou e já não estou.
Existem estrelas.
Existem constelações inteiras.
O meu quarto está e já não está.
Não fica só.
Milhares de raios de luz, pulsando nas suas vidas perfeitas e infinitas.
Delicadas.
No meu quarto já não fico só.
Posso morrer e nascer cá dentro.
Como o dia. Como a noite. Que cá se faz, que cá se desfaz, que cá emerge dia após dia, noite após noite.
Existem estrelas.
E risos de putos correndo livres, livres e sem dor.
Publicado por Marinheiro e colocado em Poesia |
26
Março
2008
No perfume cristalino dos sonhos,
Entre as pedras que marcam o destino…
Procuras nas estrelas o caminho,
Entre os limbos e os silvos do próprio ser.
Jorra límpida a água na fonte,
Onde sacias a tua sede, na frescura da alma…
Bebendo do tempo e do espírito,
E mergulhas na imensidão das palavras.
Palavras que deslizam em caudais,
Em veludos declamados por uma boca que os diz,
Nascem no interior do mundo,
Neste mundo que nasce de ti…
Filamentos em versos que enriquecem sem ouro,
Cheios de nada, nascem e escorrem,
Embala quem os lê, em harmonia no silêncio do poema,
Escrevo pétalas de sentimento.
Fonte que jorra, de sonhos do infinito,
Gotas de seda que encadeiam e acendem o céu,
Endoidecido em loucuras sãs que percorrem quem sente,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
25
Março
2008
Sou um poeta, um fingidor
Nas palavras dum poema minto…
Finjo sentimentos de amores perdidos,
Escrevo o perfume que não sinto.
Nas máscaras que me cercam,
Crio os gritos que não grito,
No silêncio do poema descrevo…
As personagens que não vivo.
Lágrimas que me caem em seca fonte…
Nas labaredas do fogo preso que há em mim,
Que acendem os olhos de quem ama,
Nas luxúrias perdidas nos tempos que esqueço.
Entre o ócio que navega no meu sangue,
Inspira dissolvente o sol do amanhã,
Neste beber encantado das epopeias do beijo,
Choro e rio quando escrevo.
Madrugada de pétalas que repousam,
Feito das estrelas que roubo no amanhecer,
Deslizam em mantas que costuro na noite…
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
24
Março
2008
sigo as lidas em muitos lábios, mas não me lembro da primeira
não sei quantas já usei, de quantas abusei?
nem por isso são de borla
algumas caras, outras desnecessárias e se se pudesse, algumas seriam apagadas
depois de proferidas jamais extintas
perduram nos versos, no que falamos e na distância
se tivessem tamanho real, onde caberia todo o legado?
todas as já ditas, as pensadas, as caladas, as espalhadas ao vento, as criadas ao ritmo das marés?
belisquem-me até à zona sub cutânea para ver se acordo da dimensão desta questão dura como velha côdea
oh brincalhões da troca, oh escritores e oradores! se as palavras se gastassem, que seria de nós, comuns pensadores?
compravamos, gravavamos, poupavamos, r-o-u-b-a-v-a-m-o-s
arquivavamos, ecoavamos as preferidas num túnel sem fim aparente
corremos o risco de as perder? de que se socorria nesse dia a nossa mente?
se perto de se esgotarem, alguém me ajudava nessa caçada?
eu enlouquecia pela falta só de privada de libertar a minha alma enevoada
cantem-se, calem-se, soltem-se, repitam-se, escrevam-se, risquem-se, corrijam-se
pintem-se, GRITEM-SE
não acabe o que se inventou para dar voz
à constante nascente que nos faz humanos,
que veste a ideia e a tudo o que sentimos em nós.
Publicado por Pena Branca e colocado em Poesia |
23
Março
2008
O poeta não faz de sua vida um poesia, a poesia que faz a vida de um poeta…
Dores, amores, felicidade e tristeza… Esse é o ciclo natural do poeta…
Homem que eleva seus sentimentos até o limite.
Que abraça a dor, que chora com a felicidade e faz companhia a tristeza…
Olhos que enche os mares…
Olhos que não encontra outros olhos.
Olhos de poeta.
Essência que foge de seus dedos até a caneta e coloca no papel o que seus olhos ou sua boca se negou a falar.
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Publicado por markinhos e colocado em Fugas |
23
Março
2008
saudade…
um pequeno cisco no olhar
que nos faz perder o momento
de um piscar.
saudade…
um pequeno momento de lamento
que se tem por alguem distante
e tão proximo em pensamento.
saudade…
Que se cura em um breve momento
de encontro e alegria.
Publicado por Silvio Cezar e colocado em Poesia |
18
Março
2008
não adivinho o destino, mas senti-te todo ali
não sabia do teu passado, mas quis saber mais de ti.
não escolhemos por quem babamos
mas eu escolhi-te para bailar, até enjoar… e não é que dançamos?
não sabia ao que vinhas, porque me sorriste assim
mas se o meu olhar falasse, gastavam-se as palavras todas em mim.
na vida se está tudo contado
não sei se te conte o sonho avistado!
alguém ia acreditar logo assim?!
mas se daqui por um ano ainda te sentir
prometo-te ler o genuíno que escrevi, quando notei os meus lábios por ti a sorrir
esses dedos sobre o teu ventre, saberás que logo os notei
e no contraste da luz, no contorno do moreno e dos verdes pelos que me apaixonei.
xiu! ninguém acredita. por isso fico caladita.
e guardo apenas no meu mundo a certeza dos sinais
esses que invadiram o meu corpo quando os meus olhos conseguíram ver os preciosos cristais!
Publicado por Pena Branca e colocado em Poesia |
18
Março
2008
Despentear o mentalmente
impossível de conter em sigilo,
Desdobrar folhas de árvore
doente e prestes a ruir,
Consigo retirar-te em seiva
prestes a confundir-se
com gota de chuva ácida,
Usada na borracha de um
veículo de emoções,
Disposta a rolar em contínuo
na estrada malévola,
A rota de imprecisões de
uma nuvem de fantasmas
já traçou o nosso final,
Seremos um pouso de
vento maldizente,
A puxar tempestadas de amor
plausível e real,….
Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica |