15 Março 2008

Um dia você entrou na minha vida

Um dia você entrou na minha vida
apareceu de repente, sem nada pedir,
sem nada dizer, seu rosto tão
familiar, tão simples, tão lindo.

Quando me vi, esta ao seu lado
sorrindo, beijando, amando.
você sempre ali, tão perto
tão presente, tão perfeito.

Esse sentimento forte, dominante
como altas ondas a me envolver
a me aquecer, me vi no fundo desse
mar, me afogando na essência dessa emoção.

Vi nossos corpos se unirem,
nossas bocas se tocarem
vi cumplicidade no seu olhar
vi meu futuro nos seus olhos.

Publicado por Silvio Cezar e colocado em Poesia | 0 Comentários

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13 Março 2008

Sou…

Sou…
A verdade que corre nas gotas de água, numa lágrima,
A mentira que corrói o aço num coração ferido,
As palavras do poeta que partem nas asas do vento,
O menino que existe nas lembranças do tempo.
Sou…
O sonho na madrugada de cristal envolta em partículas de luz,
O sorriso da alegria partilhada nas brincadeiras vividas,
A paixão sentida no calor de um beijo,
A harmonia do luar de uma lua tímida ao entardecer.
Sou…
A tempestade das ondas que envolvem o mar,
A força que trava a bala que te fere o corpo,
O sopro suave da brisa que te segreda ao ouvido,
O tempo que pára quando estou contigo.
Sou…
A areia molhada que regista as marcas do teu caminhar,
As estrelas brilhantes que iluminam o teu sorriso,
A bandeira que deflagra na esperança do amanhã,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 1 Comentário

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13 Março 2008

Agonia dormente

Vida fingida de capítulos chatos,
Parcela finita de um todo aparente,
Matada ratada em contratos,
Flor do teu sorriso de um dente,
A alma que se esvai em desideratos,
O velho que pede a agonia dormente,
Esforço de rima sem aparatos,
Faz do poeta um louco patente,…

É o agora que anoitece feliz,
Apaga o que eu já tive de petiz….

Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica | 0 Comentários

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12 Março 2008

A vida que escorre entre os dedos

Rasgo pedaços da vida,
Em partículas de pó,
Que o tempo apaga para além da morte…
E o que fica?
Olhas para os teus gestos…
Para o teu passado,
E choras o que não foste.
Na penumbra da noite,
Lobos que se soltam…
Nas selvas de pedra,
Vagueando ao sabor do destino,
Quem são? Reflexos do que tu és.
Caem lágrimas de sangue,
Entre os espinhos de uma cruz,
Na fé que perdes…
Na estrada sem objectivo traçado,
Onde caminhas, tantas vezes, sem rumo.
Escutamos o silêncio do rio,
Que corre, para onde vai?
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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11 Março 2008

Guardei comigo

Guardei comigo…

O teu olhar intenso

O teu toque carinhoso

A tua voz calma

As tuas lágrimas de prazer

Guardei-te comigo.. para sempre!!

Publicado por blueh e colocado em Fugas | 1 Comentário

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11 Março 2008

«Há quanto tempo não dizias “meu amor”?»

Não tatuaste a pele, não.
Tatuaste a vida, o pouco que restava dela.

Não escreveste no papel o que sentias,
decalcaste cá dentro…
Forte de mais para deixar de ser sulco comprido e passar a poesia.

Não teimaste chegar,
fugiste a correr, cheio de medo.

E há quanto tempo não eras feliz?
Há quanto tempo não comias gelado assim, até ficares de lábios cheios de chocolate, mãos açucaradas e blusa amarrotada pelo fogo de outro corpo?
Há quanto tempo?

Não ergas a cabeça apenas para o mar,
vê a poesia da luz do farol e coloca-a na tua vida.

Há quanto tempo não dizias, meu amor?
Há quanto tempo não sonhas?

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 6 Comentários

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10 Março 2008

Sou filho das palavras

Perco-me em mim,
Nas leves lembranças,
Entre vírgulas e pontos,
Nas construções erguidas do nada.
O meu corpo derrama…
Incensos de palavras que se libertam,
Em textos, feitos de frases que alimentam…
De um amor que desperta sem fim.
Da sede que desperta nos pedaços do meu ser,
Jorram fontes de uma alma de sentimento,
Que preenchem as púcaras de quem passa,
E que, comigo lêem a obra do meu peito.
Oh poeta que escreves,
Que sentes, que mostras a tua natureza…
Que encarnas o que não és,
Que vives na alma de toda a gente.
Gritas nas palavras que compõem a melodia do fado,
Rasgas a escuridão de sonhos no amanhecer,
Trazes a chama no teu olhar,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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9 Março 2008

Tempo para amar

Tempo, eterno e dócil,
Que me envolve…
Nesta natureza nua que desperta em mim,
Gotas de orvalho que caem em teus olhos,
Despertam a vida que germina no teu ventre,
Moldada em comunhões entre os seres,
Nas mãos livres que compõem o filamento.
Respiração ofegante,
Entre gemidos de arte e fogo…
Tocam as harpas em melodias de silêncio,
Tudo acontece e nada mais importa.
Nos mantos de estrelas que acendem a noite,
Brilha a luz do teu olhar,
Emerge como o sol que me ilumina,
E me faz mergulhar na imensidão do mar,
Que emana da íris dos teus olhos.
Corpos que se entrelaçam em alianças de prazer,
Em licores que bebemos e que matam a sede,
Fermentados das noites onde o tempo parou,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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6 Março 2008

Há quem peça mundos…

E de noite refreei,
Fi-lo a seco,
Olhos para o átomo,…

Corpo platinado,
Mãos a forjar planos,
De contingência bélica,…

E de noite suspirei,
Há quem peça mundos,
Eu pedi infalibilidade,…

Pedir, não exigir,
Crença no homem clareza,
Para de noite divergir,…

Aqui me apresento,
Assim, paralisado,
Ao vento….

Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica | 0 Comentários

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5 Março 2008

Anjos e pessoas

“E fácil perceber quando anjos se transformam em pessoas, seu sorriso e seu belo rosto o denunciam”.
“E fácil perceber os anjos, são as pessoas boas, que apesar de tudo, sempre vêem a beleza”.
“E fácil amar um anjo, ele sempre tem o coração aberto pra você”.
“Anjo não se calam perante as injustiças, anjos não se acovardam perante as atrocidades, são sempre os primeiros a dizer não na frente de um tanque, e os primeiros a dizer sim a um pedido de ajuda”.
“São todos aqueles que estendem as mãos aos pequenos, aos desamparados e sobretudo aos sem esperança no coração”.
“Sem eles o mundo seria um lugar estéril, um deserto de maldades e amargura” .

“Queria poder ser um anjo, para poder amar melhor”.

Publicado por Silvio Cezar e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

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