29 Abril 2008

Sedução

Tens o dom de seduzir
esse teu jeito de caminhar
esse teu jeito de tocar na pele morena do corpo suado
esse teu jeito de percorrer a linha imperfeita do ombro quase nu.

Tens o dom de seduzir
esse charme só teu
esse perfume tão meu!

Tens o dom de seduzir
na doce palavra escrita
na inacabada palavra proferida
no lume intenso do teu beijo!

Tens o dom de seduzir!

Publicado por aifos e colocado em Fugas, Prosa Poética | 0 Comentários

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28 Abril 2008

agora é hora

Quente,
A noite…
Onde roubamos o momento,
Navegamos em sentimentos,
De chamas acesas.
Corpos que se chamam,
Palavras escondidas…
Ditas em silêncio,
Feitas de laços perpétuos,
Das promessas de um olhar.
Perfume que fermenta,
Aromas que escorrem lentamente,
Neste mundo privado,
Só nosso…
Nos bálsamos da tua pele.
Toques suaves que deslizam,
Entre beijos de desejo,
Nos vulcões adormecidos,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 1 Comentário

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27 Abril 2008

Elo Rompido

Minha alma chora
Não querendo sua ida
A face infeliz cora
Mostrando a tristeza inibida

O calor daquele beijo
Não aquece como este
Não tendo o desejo
No passado existente

Com miúdos passos
O elo enfraquecido
Rompe os laços
E vai sendo esquecido

Fraca, não posso lutar
Não sei o que quero
Nem aonde chegar
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Publicado por Eliane Dutra e colocado em Poesia | 0 Comentários

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24 Abril 2008

Livre para morrer

Não culpo o mundo por esse devaneio
Nem a ilusão por essas lágrimas
Não culpo a mim pela insanidade
Nem a ti pela ausência da sinceridade

Nem todos os tipos de encantamentos
Convencem o coração meu
Permita-me o seu esquecimento
Nosso mundo já se perdeu

Esqueça que meu mundo foi seu
Deixe a lágrima escorrer
Enterre meu amor por você
Deixe-me livre para morrer

Publicado por Eliane Dutra e colocado em Fugas | 0 Comentários

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23 Abril 2008

A Esperança Morreu

Hoje o sol resolveu não brilhar
Não estar, não partir.
E a lágrima que escorre até o mar
Preferiu me iludir

A lua também não surgiu
E o rio parou de escoar
Fazendo da vida um imenso vazio
Restando a mim apenas chorar

A agonia em meu peito
Pelo vento que parou de soprar
Cessando o efeito
Da lágrima secar

E a esperança sorridente
Que parou de viver
Deixando meu mundo indiferente
E sem lembranças pra esquecer
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Publicado por Eliane Dutra e colocado em Fugas | 0 Comentários

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22 Abril 2008

O perfume das palavras

Perfumam-se as palavras,
Nos enredos do sentimento,
Na alma que vagueia…
Parto nas asas do vento.
Entre ecos nostálgicos,
Flutuo nas letras que envolvem,
O momento que abraço,
Um tempo que se evapora.
Solta-se o som de harpas eternas,
Nas melodias que preenchem o meu copo,
Do licor que derramo em bálsamos,
Grito em silêncio, sorrisos em choro.
Palavras que escrevo,
Feitas de carne do meu próprio peito,
Que correm nos riachos brandos,
Erguidas de sonhos e pensamentos.
Linear tempestade que nasce na aurora,
Entre lágrimas que escorrem dos meus dedos,
Amores-perfeitos que embalo…
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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19 Abril 2008

Imagina

Imagina o brilho do olhar
e o desenho dos lábios na perfeição de um sussurro,
de uma promessa sábia,
do toque… um beijo.

Imagina a estrela cadente
e o desenho do mar de mãos dadas com o céu,
luar de verão,
carícia,
palpitação,
delícia… um beijo.

Imagina o anoitecer debaixo do mesmo céu,
os pedidos secretos às estrelas cintilantes que só agora vejo porque estou contigo.
Um abraço forte,
carinhosamente fujo, carinhosamente me entrego… no teu beijo.

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

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17 Abril 2008

Amargo Mel

Sentindo não penso
Quero mas estremeço
E muito reconheço
O fim, o recomeço

Quando quero, canto
Me calo e espanto
Esqueço o pranto
Não era pra tanto

Recordando o momento
Sinto o sentimento
Soprado pelo vento
Levado pelo tempo

Recupero a memória
Escrevo a história
De medo e glória
Dor e vitória
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Publicado por Eliane Dutra e colocado em Fugas | 0 Comentários

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17 Abril 2008

O caminho

Desenho sorrisos de medo,
Em lágrimas que viram pó
Que o tempo abraçou
Nas historias infindas.
Caminho sem destino,
Rodeado das incertezas do amanhã,
Comungando de multidões sem rosto,
Passos que dou…
No passado e no presente.
Solto gritos de silêncio,
Nas prisões do meu corpo,
Onde sangram filamentos de mim,
Em lagos de sentimento,
Nas respostas que não dou.
Choro,
Grito,
Alegro-me com sorrisos…
Do nada sou,
Do nada vivo.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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17 Abril 2008

Tudo ou nada

Tenho tudo.
Estou feliz.
Tenho o que sempre mais desejei.
Tenho tudo o que precisava.

Não tenho nada.
De um momento para o outro, tudo se foi.
Desapareceu e tudo o resto que fazia parte dessa felicidade também acabou.

Tudo ou nada… algo que à partida estava tão distante, mas que afinal está a um passo de distância.
Tudo ou nada… o tudo que nos faz feliz, e o nada que nos faz pensar o porquê de sermos felizes.

Tudo ou nada… é tempo de erguer o tudo, a partir do nada!

Publicado por euzinha e colocado em Fugas | 0 Comentários

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