14 Abril 2008

Vou embora…

Vou embora…
Atravessando o mar que me embala,
Nas palavras que sussurro,
Marinheiro no meu barco de papel,
De velas erguidas de linho do tempo.
Vou embora…
Parto seguindo o brilho das estrelas,
Rasgando o céu no seu limite,
Abraçando o mundo como uno,
Navegar nos sonhos perdidos.
Vou embora…
Para subir a montanha mais alta,
Gritar o meu nome ao eco,
Sentir o perfume do teu manto,
Que o vento traz e segreda ao ouvido.
Vou embora…
E assim coser um vestido de sorrisos,
Para secar as lágrimas com um beijo,
E nos teus olhos reflectir a alegria,
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10 Abril 2008

És a minha estrela

Embalo nas vagas,
Que alimentam o meu corpo…
E transporto em mim,
Os segredos escondidos no tempo.
No refúgio dos sentimentos,
Que despertam na imensidão…
Apelos que deslizam em ecos,
Erguidos nos gestos do coração.
Resvalo suavemente no teu dorso,
Na nudez que partilhamos no infinito,
Palavras de desejos proibidos…
De tantos sonhos construídos.
Na crista da espuma de algodão,
Feita de ondas que alimentam o meu peito,
Escorrem na praia deserta…
Os filamentos escritos na areia,
Perpetuam palavras do poeta.
Acendem à noite as estrelas no céu,
Diamantes que pintam a luz que irradia,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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8 Abril 2008

Caos

Quero cantar minha vitória
Minha alegria e minha glória
E eu que a ti pertenço
Quando penso, estremeço
Perco e venço
O que não esqueço
O que te falta?
O que não há na pauta?
O que tu és e o que ele tem
Transforma o tempo no além
E a clareza no escuro
Se torna inoportuno
Cessando cada sentimento
Que voa com o vento
Que cala e chora
E não quer ir agora
Mas vamos voltando
Serenamente esperando
O amanhã passado
Que traz o fôlego cansado
Do presente mal vivido
E do sentido perdido

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7 Abril 2008

Roubaram pedaços de mim

Roubaram-me a alegria,
Com palavras amargas,
Lâminas afiadas em traços de pesadelo
Que endureceram o meu coração…
Roubaram-me a luz,
Aglutinaram-me os sentimentos…
Amarrotando-os sem valor,
Como uma folha de papel,
Deitada ao chão.
Roubaram-me a beleza,
Num céu que se apagou,
Fortalezas que me prenderam,
Grilhões que me amarraram…
Chagas que se abriram em dor.
Roubaram-me o tempo,
Apagando as lágrimas que derramei,
Asas que se quebraram,
Feito de um olhar em que ceguei.
Roubaram-me pedaços de mim mesmo,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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6 Abril 2008

A noite foi feita para amar

A noite é serena,
Feita de encantos adormecidos,
Onde deslizamos em algodão e linho…
Flutuando como plumas…
És parte de mim.
Mantas de estrelas,
Rasgos de magia…
Dançamos na sombra e na luz da lua,
Fomentamos a fantasia.
Ardente no tempo,
Somos tudo o que podemos ser,
No teu olhar profundo,
Descubro o sorriso do mar…
Embalo em desejos paradisíacos,
Navego no teu corpo de mulher.
Prazer, desejos… Sonhos atrevidos,
União em corpos perdidos,
Voamos em beijos quentes,
Onde matamos a sede.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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6 Abril 2008

Elo Perfeito

Não te amo assim simplesmente
Não como você sabe ou sente
Não te amo mais que a tua graça
Não te esqueço, não importa o que faça
Meu corpo te procura insano
Meu coração por você é profano
Não importa o quanto ame
Meu ego é infame
Sinto no íntimo esse despeito
Nunca terei esse Elo Perfeito

Publicado por Eliane Dutra e colocado em Poesia | 1 Comentário

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3 Abril 2008

Quem sou eu?

Quem sou eu?
Sou aquele que anda em teus sonhos… Em passos tão leves que irá me encontrar só em teu acordar…
Aquele que procura tua sombra, mesmo nas noites escuras de teu coração…
Aquele que pediu perdão pelo pecado errante, antes mesmo de cometê-lo…
Aquele que fecha os olhos esperando não abri-los…
Aquele que assiste sua consciência escorrer pelos meus olhos…
Esse sou eu, o errado errante, o pecado pecador, a sombra da luz que um dia nunca foi…
Aquele é meu caminho…
Aquele é você, sem saber…

Publicado por markinhos e colocado em Poesia | 1 Comentário

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3 Abril 2008

A guerra é uma besta

Trazes fome no rosto,
A morte na voz…
Jorram rios de sangue…
Nos silêncios contidos na dor.
Choras lágrimas que não sentes,
De palavras feitas em trovão…
O tempo… esse passou por ti,
Por nós…
E nada voltará a ser como antes.
Acorrentado a gritos,
Num corpo de mentiras,
Vestes a pele do lobo…
Declamas promessas perdidas.
Feito de palavras vazias…
Nada e apenas nada, fica!
Aglutina este cruel medo,
Onde o dia se fez noite,
E a noite se perdeu no tempo.
No fumo negro que te abraça,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 1 Comentário

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1 Abril 2008

Segue-me meu amigo

Desenho luares no chão,
Em estrofes do pensamento,
Onde vagueio moribundo,
Onde construo o meu sonho.
Teço planícies em verdejantes mantas,
Nos teares da minha vida,
Poemas que declamo ao vento,
Perfumo o filamento,
Das palavras que canto.
Acendo archotes do brilho das estrelas,
Abro as janelas do horizonte,
Reflexos límpidos que o mar espelha,
Nas ilusões que o sentimento rouba,
De um tempo abraçado ao tempo.
Voo em pensamento como uma andorinha,
E navego nas asas do céu,
Na comunhão do próprio ser com o infinito,
Ergo castelos na areia molhada,
Onde alimento a minha alma,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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1 Abril 2008

Hoje resolvi parar.

Hoje resolvi parar.

Parei no meio da multidão, que apresada em chegar aos seus destinos nem percebe a minha parada.
Mais eu os percebo, nos pequenos toques e esbarrões que agora sinto das pessoas apresadas que me rodeiam.
Por que parei…

Não sei, talvez precise dessa pausa, desse momento, só para observar ao meu redor rostos desconhecidos, apressados, zangados, alegres, indefinidos.
Cada um com seu destino a alcançar, apressados, como se suas vidas só dependessem do chegar.
E também tenho um destino, será que tenho?
Não sei…

Queria ter um destino melhor do que chegar ao outro lado da rua, a minha casa, ao meu emprego.
Ainda estou parado, observando os rostos apressados a minha volta, sem saber o que procuro.
Ou desejo…
Não sei qual e o meu destino, mais sei que devo andar de novo.

Por que só assim irei descobrir.

Publicado por Silvio Cezar e colocado em Poesia | 1 Comentário

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