11 Maio 2008

o sol do desespero…

Publicado por crucius em Fugas |

Cercam-me as forças primitivas,
E o meu coração bate feroz,
Como se estivesse eminente uma guerra,
No meu corpo deambulante.
Partem-se os vidros com estridentes gritos,
Voam as andorinhas atarefadas e as ociosas cegonhas,
Caem os ninhos. São arrasados.
Pára-me a mente, congela-me o sangue,
E o meu corpo aquece ainda mais.
As forças das trevas puxam-me e me retêm.
Na escuridão, caminho para o fim.
E lá fora canta o galo,
E o sol nasce outra vez.
Que mundo é, então, o meu?

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