21 Maio 2008

O Rosto e as Palavras

Publicado por antoniodasilva em Poesia |

Pensa a divina entidade do gesto na tarde.
Não apenas palavras, mas únicas, como cantos;
Um fraseado colorido de “lagartas borboletas”.

(Riscara meu livro na inútil melancolia;
Reli os poemas traçados a tinta fusiforme;
Reergui labirintos esquecidos no passado.)

Sem sentido vagueou um luar…
As tuas praias desertas detiveram-se suavemente,
cintilando a safira no gelo purpúreo do entardecer.

Quando ergui os lábios à tua taça
O meu rosto desvelado ganhou novamente o sentido do ser:
Filosófica quantidade que te hei-de sempre ofertar.

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Publicado há 6 mêss, 2 semanas em Quarta-feira, Maio 21, 2008 às 19:41 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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  1. 1 A Junho 4, 2008, Sara escreveu:

    Que lindo, antoniodasilva! É no deserto das praias que se encontra o tudo. O sentido do ser.

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