21
Maio
2008
O Rosto e as Palavras
Publicado por antoniodasilva em Poesia |Pensa a divina entidade do gesto na tarde.
Não apenas palavras, mas únicas, como cantos;
Um fraseado colorido de “lagartas borboletas”.
(Riscara meu livro na inútil melancolia;
Reli os poemas traçados a tinta fusiforme;
Reergui labirintos esquecidos no passado.)
Sem sentido vagueou um luar…
As tuas praias desertas detiveram-se suavemente,
cintilando a safira no gelo purpúreo do entardecer.
Quando ergui os lábios à tua taça
O meu rosto desvelado ganhou novamente o sentido do ser:
Filosófica quantidade que te hei-de sempre ofertar.
