27 Maio 2008

Preso ao amor

Publicado por Luis F em Poesia |

Sou um arauto, louco talvez…
Coração que grita, espasmos de amor,
Numa flecha que trespassou meu peito,
Dores desvairadas que sinto,
Neste querer eterno.
Não fujo desta prisão e viciado fico,
Nos grilhões dos teus braços que me prendem,
Calor da tua boca que me seca,
Nada mais importa,
Tudo sinto, tudo quero.
Respiro sonhos de palavras ditas,
Nos silêncios que partilhamos,
Segredos que guardamos,
Promessas retidas…
Correm em mim chamas vivas,
Dum amor que percorre o meu dorso,
Dos momentos findos e infinitos,
Em laços perpétuos,
Registados pelo tiro certeiro.

Néctares e bálsamos queimam o silêncio,
Neste querer onde fico,
Luxúrias e prazeres como vagas,
Embalam os nossos corpos,
Tactear cego em toques proibidos.
Falta-me a sensatez na loucura,
Neste combate desigual que me abraça,
Quanto mais fujo, mais preso fico…
Beijo, sinto…
Este amor que me mata.

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Publicado há 6 mêss, 1 semana em Terça-feira, Maio 27, 2008 às 14:29 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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