12
Maio
2008
Falta-me o tempo, dói-me a luz,
Cai a pedra que me sustenta,
Deixa de respirar o poeta que há em mim.
Diz-me da vida um olhar, um fitar cruel,
Conta-me que é minha quando já não é.
No espelho do meu castelo mostra-se a criança,
Com mil páginas de destino, pintalgadas a azul.
Rasga-se a primeira e com ela a última,
E fecha-se a capa com estrondo.
Já nada, de novo, eu sou.
Publicado por crucius e colocado em Fugas |
11
Maio
2008
Cercam-me as forças primitivas,
E o meu coração bate feroz,
Como se estivesse eminente uma guerra,
No meu corpo deambulante.
Partem-se os vidros com estridentes gritos,
Voam as andorinhas atarefadas e as ociosas cegonhas,
Caem os ninhos. São arrasados.
Pára-me a mente, congela-me o sangue,
E o meu corpo aquece ainda mais.
As forças das trevas puxam-me e me retêm.
Na escuridão, caminho para o fim.
E lá fora canta o galo,
E o sol nasce outra vez.
Que mundo é, então, o meu?
Publicado por crucius e colocado em Fugas |
9
Maio
2008
Roubo o tempo ao tempo,
Nas esperanças das palavras…
Que não digo, mas sinto
No silêncio que me abraça.
Sou tudo e nada sou,
Destemido guerreiro…
Passos de dança no chão de pedra,
Arlequim de mímicas do ser.
Abro as asas e rasgo o céu,
Entre sonhos que o vento transportou,
Nas memórias de livros que li,
Naquilo que sou,
E o que sou? Eu, apenas eu…
Percorro trilhos de verdades,
Entre os muros e espinhos de rosas,
Na sensibilidade de uma lágrima,
Passo a passo… Caminho.
Naufrágios de tempestades…
Bela a luz que me guia,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
7
Maio
2008
Enquanto batia o relógio impaciente
Transformando em caos minha mente
Os lábios seus hipnotizavam meus sentidos
Com movimentos levemente exibidos
Tivesse, no pretérito imperfeito
Tola timidez não ter impedido tal efeito
Pois, quisera ter sussurrado
Desejo meu embriagado
Procuro, perdida no consciente
Defeito inexistente
Na doce melodia cantada
Pelos lábios em sua face calada
Fico a espera do perfeito presente
Que me traz seu coração inconsciente
Desejando mais do que foi feito
Espero pelo futuro mais que perfeito
Publicado por Eliane Dutra e colocado em Poesia |
6
Maio
2008
Olhos molhados,
Navegam nas teias do tempo,
Partem e chegam distantes,
Entre a saudade e a dor.
Mensageiros de uma bandeira,
Rasgam o mundo de mãos vazias,
Aportando em todos os portos,
Transportando bagagens de esperança,
Entre desejos escondidos.
Quem são?
Onde vão?
Gente anónima,
Rostos carregados…
Partem em rios de lágrimas,
Chegam com um abraço de sorrisos.
Sonhos para conquistar,
Nesta vida em mudança,
Turbilhões em becos fechados,
Longe das famílias que amam…
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
2
Maio
2008
afasto os fios do sono.
já não dói quando acordo.
profusão de cores e palavras.
irão ser cosidas em telas e diários.
provavelmente.
Publicado por isabel e colocado em Fugas |
2
Maio
2008
dor… sentimento este que não abala
dor… sentimento que umas vezes parece estar morto, mas outras vezes está bem vivo
dor… dor insuportável
dor… algo que não consegues controlar
dor… como fazer para ela ir embora?
Páras e pensas…
Porquê?
Publicado por euzinha e colocado em Fugas |
1
Maio
2008
A insanidade perturba minha mente
Em busca da sua alma
Que a mim, engana deliberadamente
Atormentando minha calma
Tua breve sanidade estremece
Percebendo o fim da ilusão
Ruindo com suas mentiras, enfraquece
Entregando à espada seu corpo e coração
Finja que não ouve quem te chama
Finja que além de você, alguém ama
Finja que não me quer em sua cama
Quero sua alma ferida
Quero sua morte dolorida
Quero lembrança sua esquecida
Publicado por Eliane Dutra e colocado em Poesia |
1
Maio
2008
é nas traseiras que se encontram.
guardados em memórias.
de um tempo que quero esquecer.
não o de agora.
agora, bordamos os dias. lentamente.
em paz. demasiada. para ti.
dizes que és um robot. digo que sim.
anseio pelos dias em que vomitas palavras. e ris. e me olhas.
e me dizes que não queres que alguém me olhe assim. como tu.
é nas traseiras que se encontram.
os segredos.
Publicado por isabel e colocado em Fugas |