25 Junho 2008

Saudade

Secou o brilho do olhar,
Um sorriso que se eclipsou no horizonte,
Nada ficou, vazio apenas…
Vagas do tempo, espirais do querer
Ausência de quem amo…
Saudades de ti.
Flecha do cupido que trespassa,
Míssil que me atinge o coração…
Faz levitar, castelos de contos de fadas…
Neste sentimento que me atraiçoou,
Anestesiado no perfume da paixão.
Perco-me nos umbrais da vida…
Num feitiço que me envolve e que me prende,
Vagueando nos sonhos de sempre,
Imagem do teu rosto presente
Anjo que paira sobre mim.
Abraço este amor verdadeiro,
Mistura de dor e felicidade,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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25 Junho 2008

Meu caderno

Quando sinto vontade, escrevo
Tenho a caneta sempre à mão
Algumas vezes até descrevo
O que vai no meu coração

Meu caderno sempre presente
Nele confio, é meu fiel amigo
Posso mostrar a toda a gente
As palavras que dentro dele digo

São somente meus sentimentos
Vividos em vários momentos
Que transformo em palavrinhas

Desta forma bem natural
Espero que não levem a mal
Em partilhar as minhas coisinhas

Publicado por Jorge Brites e colocado em Fugas | 0 Comentários

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24 Junho 2008

Deus

Eu sou aquilo que sou,
A minha essência é aquilo que é,
Estou presente em tudo aquilo que é,
Que pensam que não é,
E aquilo que poderá ser um dia.
Estou presente em todos os lugares,
Desde as profundezas da terra
Até aos confins do universo,
Desde os planos materiais,
Aos quase desconhecidos planos espirituais.
Eu sou então aquilo que se vê,
E aquilo que não se vê,
Eu sou o masculino e o feminino,
Sou a luz e a escuridão,
O céu e as trevas,
Nada é sem a minha essência.
Sou o unificador,
Mas dividido entre as mentes humanas.
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Publicado por Venctus e colocado em Fugas | 0 Comentários

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23 Junho 2008

O beijo

Fecho os olhos,
Beijo-te. Perco-me neste ritual
Aroma que me invade,
Quente, doce, suave…
Navego na tua pele,
Disperso-me na imensidão.
Onde nada mais existe,
Além de ti…
Ali fico no refúgio do teu corpo… à espera
Que volte a acontecer.
Momento que fica, que me consome,
Mata-me de amor,
Acende o desejo em mim,
Abraça no encanto, em gestos sem fim.
Magia que nasce e acontece,
Preenche todo o meu eu,
Aquece e me faz levitar…
Sonhos atrevidos que me abraçam,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 2 Comentários

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23 Junho 2008

Tormento

O filósofo agonia,
Não resolve,
Não soluciona,
Não avança,
E permanece.

Fica retido na psique,
Atormentando o pensador.

Tenta livrar-se do peso,
Esquecê-lo
Deixá-lo de lado,
Mas problema por resolver
É como mosquito,
Volta sempre para atormentar o sonhador.

Dá-lhe o sangue que necessita
E partirá.
Dá-lhe a solução inquestionável
E não regressará.

Publicado por Venctus e colocado em Poesia | 0 Comentários

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22 Junho 2008

Cansado, Aborrecido, Secante

Cansado, Aborrecido, Secante…

Caixas metálicas passam no meu horizonte,
Uma monotonia zumbante
Da própria vida de caminho para a morte.

Cansado, Aborrecido, Secante…

Cápsulas de água
Rastejam a uma velocidade menor,
Bufando e praguejando num silêncio
Ouvido apenas pelo caos aniquilador.

Cansado, Aborrecido, Secante…

Sentado na circunferência quaternária
Deslizam pela minha aura restos imundos
Expelidos pelas cápsulas berrantes,
Azedando a atmosfera envolvente.

Não mais tenho sossego no seio dos meus mundos.

Publicado por Venctus e colocado em Poesia, Poesia Gótica | 0 Comentários

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21 Junho 2008

Eu

Não sou real
Não completa verdade
Nem perfeita mentira
Menos ainda especial

Talvez um pouco distraída
Quem sabe mera ilusão

Publicado por Eliane Dutra e colocado em Fugas | 0 Comentários

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20 Junho 2008

Uma questão de fé?

A vela arde, inocentemente.
Nela todas as dúvidas, todos os porquês, todas as derrotas
Nela todas as angústias, todos os sentimentos de vazio e de amargo fel
Nela todas as preces.

A vela arde, inocentemente,
com ela ardem os pecados e não os pecadores,
com ela ardem os palavrões que a vida nos faz dizer,
com ela ardem os obstáculos, acreditamos.

A vela arde, inocentemente.
Fé dos Homens
Fé dos mortais
Fé dos demais que não acreditando a acendem e pedem por nós.

A vela arde, a cera cai e acompanha a lágrima.
A chama cresce,
a fé não morre…

A vela é tão somente tudo isso e mais
uma luz que embala e sorri!

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 3 Comentários

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20 Junho 2008

Amo-te

Poeta não sou,
Nem sei escrever baladas,
Nas poesias que adornam a minha alma,
Que se soltam livres ao vento.
Palavras em sílabas fechadas,
Contidas nos gritos de um amor secreto,
Entre os sonhos anunciados,
Trocas de olhares que acendem o desejo.
Gramática no perfume das promessas,
Juras em sentimentos, laços criados…
Eternos momentos das nossas vidas,
Amor que se sente e que preenche,
Num tempo imortal que fica para sempre.
Tocas e deslizas os teus dedos em mim…
Mãos que se unem,
O silêncio que fala por si…
Pequenos grandes gestos de sedução,
Carinho, ternura, paixão
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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14 Junho 2008

A carta

Escrevo para ti,
Nada mais do que palavras…
Poeta, construtor… tudo sou ou talvez nada,
Mas digo-o com amor:
Das tuas lágrimas, nasceram rios de prata
Onde naveguei no meu barco de papel,
Amparei em meu dorso o teu ser,
Caminhos que, no teu rosto, descobri.
Dos teus cabelos, construí cearas de ouro vivo
Que ondulavam ao vento,
Suavemente como plumas em algodão,
Deslizei os meus dedos, semeando com paixão.
Com o teu sorriso, iluminei o meu manto de estrelas
Brilho que alimentou a minha jornada,
Peregrino que me tornei,
Proclamando nesta imensidão do universo,
O teu nome sem fim.
Do teu beijo, acendi fogueiras em meu leito
Chama quente que arde em mim,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

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