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Junho
2008
Poesia II
Publicado por ferreiro Rodrigues em Fugas |a luz penetra na escuridão
bruta de nossas existências
o chão calcinado de palavras mortas – racha
aqui flores inexistentes fervem
ao sabor dos ventos
o ser humano se dilui aos poucos na sua ignorância
não há poetas e nem poesias
- eles vagueiam além de si
aqui ossos velhos, mulheres abandonadas e cães sem dono
o sexo esquecido nas prateleiras do passado
a seca é como uma vida sem alma
