14 Junho 2008

A carta

Publicado por Luis F em Poesia |

Escrevo para ti,
Nada mais do que palavras…
Poeta, construtor… tudo sou ou talvez nada,
Mas digo-o com amor:
Das tuas lágrimas, nasceram rios de prata
Onde naveguei no meu barco de papel,
Amparei em meu dorso o teu ser,
Caminhos que, no teu rosto, descobri.
Dos teus cabelos, construí cearas de ouro vivo
Que ondulavam ao vento,
Suavemente como plumas em algodão,
Deslizei os meus dedos, semeando com paixão.
Com o teu sorriso, iluminei o meu manto de estrelas
Brilho que alimentou a minha jornada,
Peregrino que me tornei,
Proclamando nesta imensidão do universo,
O teu nome sem fim.
Do teu beijo, acendi fogueiras em meu leito
Chama quente que arde em mim,

Desejo, renascimento de uma esperança…
Neste amor que sinto por ti.
No teu corpo, descobri a suavidade das nuvens…
Murmúrios no silêncio que se agitam,
Abraço que te dei, paz, porto de abrigo
Aconchego nos toques que partilhamos,
Momentos findos além do tempo.
Dos nossos sonhos, construí um tesouro
E neles alimentei a minha vida,
Entre perfumes e aromas que inalei
Criei asas e voei,
Assim, descobri o mundo que há em ti.

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Publicado há 5 mêss, 3 semanas em Sábado, Junho 14, 2008 às 11:58 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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