9
Junho
2008
Graças a ti,
Descobri o brilho das estrelas,
Nas noites longas de amor,
Entre carícias e desejos,
No toque suave das nossas mãos,
Na magia dos nossos beijos.
Graças a ti,
Senti o colorido da vida,
No perfume que me embriaga em sabores,
Entre as palavras de promessas ditas,
A luz do teu ser que me ilumina,
Na paixão que acende o meu interior.
Graças a ti,
Voltei a sorrir em esperanças,
De sonhos que alimentam os meus desejos,
Entre o caminhar de mãos dadas no meu mundo,
Neste querer que o tempo,
Pare e seja nosso, para sempre.
Ler todo texto »
Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
9
Junho
2008
Dizem-me nas histórias que em tempos idos havia um pequeno rapaz. Dizem-me também que nas histórias o pequeno rapaz tinha um negro manto, tão negro como a mais negra das noites de Inverno, onde as nuvens conspiram para descargas mil sobre a Terra azul que as fita, preocupada. Na preocupação não vê as pedras da calçada que se esculpem de bengalas velozes e pesadas, que gemem com a vida dos seus superiores voando a cada passo rumo ao infinito que os espera, num lufa-lufa de cor e alegria. Deprimida. Reprimida. Ida. Ira.
Cai cada gota como uma pedra pintada, um sopro recheado advindo do âmago feroz do Deus profundo do topo do Mundo, do Universo estrelado, do abraço pungente e circundante de além daqui. E daqui além nasce uma criança, um bebé rasgado ao ventre triste e violado de uma virgem de pano e papelão. Cai o sol que a iluminou, mais a lua das noites de verão e azul onde os sonhos são realidade fátua e inebriante e que se vão como incenso perfumado ou um traço de avião, que cruza os céus como quem circumnavega a esfera armilar e à proa se espraia e grita, a plenos pulmões, que a terra é sua… como se dele fosse. Como se dele fosse mais do que um rectângulo inerte, um prospecto em branco, uma vela apagada, um ninho vazio.
Ler todo texto »
Publicado por crucius e colocado em Prosa Poética |
7
Junho
2008
É mágica a madrugada.
Não se cansa de renascer.
Toda ela é luz e recomeço.
É mágica a madrugada.
Como rosto delicado e gentil sempre sorrindo.
É doce a madrugada.
Orvalho libertador.
Corre por caminhos e alamedas.
Ouve-se em toda a parte.
Aldeias, vilas cidades.
Orvalho libertador.
Ler todo texto »
Publicado por Marinheiro e colocado em Poesia |
7
Junho
2008
Fiquei sem ti meu Paizinho
Num Junho há muito ido
Deixaste-me tão sozinho
Que ainda hoje estou abatido
Com base na honestidade
Organizaste a nossa vida
Assente na humildade
Assim por nós é vivida
O meu amor é tão intenso
Olho para ti e penso
Que pena teres partido
Não consigo transcrever
O que o coração quer dizer
Descansa meu Pai querido
Partilhando uma singela homenagem a meu Pai,
que me deixou há 23 anos
Publicado por Jorge Brites e colocado em Fugas |
7
Junho
2008
Só por hoje sentei-me na vida de uma estrela
Elevei-me aos céus em sinal de perdão colo de mãe
De em tempos estremunhados e choros inquietos
Ter sido um dos anjos caídos pelas vozes dos insurrectos
Perguntei ao tímido brilho que diminui a cada verbo meu
Se toda a sua vida se entranha nas minhas palavras sem lei
Arrasto essa sua cor de luz pelos caminhos da minha mão
Como nómada celeste que viaja em astros sem constelação
Só por hoje tenho o gosto de sentar na vida de uma estrela
Onde fui convidado a morar num céu sem porta ou fechadura
Nem estranho sicrano ou beltrano viu que o brilho se perdeu
Porque no céu ao lado há uma estrela que em si o tempo dura
Publicado por Dadof e colocado em Poesia |
6
Junho
2008
Deixei-me levar em sonhos atrevidos,
Viagens de encanto…
Nos países longínquos que visitámos,
Apenas, e só, com palavras e olhares.
Navegamos de mãos dadas nos desejos,
Embalados pelos ecos da vontade,
Descobrindo a essência do sentimento…
Desfrutando cada pedaço de tempo,
Como único… só nosso.
Mãos que se uniram num espaço,
Tão perto e tão distante,
Descobrindo caminhos além do sonho,
Em alegres bailados de fantasia,
Sedução… magia.
Ler todo texto »
Publicado por Luis F e colocado em Fugas |
5
Junho
2008
Nem a tristeza nem a desilusão
Nada me impedirá de sorrir
Nem a incerteza nem a solidão
Me farão parar de rir
Pode meu coração sofrer
Por medo ou depressão talvez
De sonhar não vou esquecer
Quero ser feliz outra vez
Nada me impedirá de viver
Cada vez com mais prazer
Mesmo errando e aprendendo
Para que possa sempre evoluir
Perdoar, recomeçar, servir
Aqui a todos estou agradecendo
Publicado por Jorge Brites e colocado em Fugas |
4
Junho
2008
Hoje sou um homem maduro
Meu sorriso me transformou
Sou forte firme e seguro
Assim cheguei ao que sou
Pelo caminho senti dificuldades
Nalguns trechos da viagem
Sofri algumas maldades
Que me aumentaram a coragem
Por vezes temos que sofrer
E no corpo ter de padecer
Para podermos discernir
Hoje a experiência me diz
Que correu bem o que fiz
Para em frente poder seguir
Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia |
3
Junho
2008
O sol ilumina encostas adormecidas,
Nasce o dia do sono nostálgico,
Feitos heróicos jazem nos umbrais da história,
Uma nação valente e imortal,
Que se prepara para novas vitórias.
Sonhos, esperanças sentidas,
Além do que o olhar alcança,
Nas belezas contidas…
No sorriso das crianças.
Deflagra ao vento a Bandeira,
Vermelho vivo, como o sangue das nossas veias,
Tantas epopeias vencidas,
Narrações que bailam em ecos na voz,
Transmitidas no conhecimento, pelos nossos avós.
Verde da esperança de quem quer,
Dos campos que ilustram a pátria Lusitânia,
Postais dignos de quem nos visita,
Memórias perpétuas nos tempos que ficam.
Ler todo texto »
Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
3
Junho
2008
há pedaços do meu corpo nesta rua
sangrando e pisado por mim
sinto que morro aos poucos
sem ao menos falar de amor
a tristeza vaga na minha carne
triturando os ossos apascentando a morte
Publicado por ferreiro Rodrigues e colocado em Poesia |