5
Julho
2008
Entra no meu reino,
Sê bem vindo a ti próprio,
Há imenso tempo que te espero,
Há demasiado tempo que tento comunicar contigo,
Teus actos têm destruido o meu lugar,
E consequentemente as vias de comunicação que tenho para ti.
Já te tinha avisado de inicio,
Mas ignoraste-me,
Agora que padeces é que vens ao meu reino?
Agora que ele está praticamente destruido é que vens?
Lembro-te que eu sou parte de ti,
E tu parte de mim,
Destróis-te,
Destróis-me.
O estado em que tu me deixares,
É o estado que irás começar na próxima vida.
Pensar na próxima vida,
É o principio para criares as defesas apropriadas
Contra as falhas que obtives-te nesta, Ler todo texto »
Publicado por Venctus e colocado em Fugas |
3
Julho
2008
Parte…
Segue o teu caminho
Sem pressa de lá chegares,
O tempo é teu amigo,
A estrada o teu destino…
Se caíres… recomeça,
Mas não voltes para trás.
Não temas a jornada,
Nem as ilusões…
Obstáculos e tempestades…
Acredita que és capaz.
Nunca te dês por vencido,
Sonha… sorri,
Caminha sem vacilar,
Descobre a liberdade…
Em cada passo que dás.
Vê a beleza que há em ti…
Na lucidez, na loucura,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
2
Julho
2008
Aquele! Prendam o moleque insensato!
Criado Maldito, totalmente ingrato
Como podê desdenhar minha criação?
A ti, verme, nem piedade muito menos perdão!
Cervo, como ousa criticar seu criador?
Imundo! A mim devias somente louvor!
E sabes que é inútil tentar fugir
Pois até suas vontades eu posso suprimir
Não existe absolutamente nada a teu favor
E nem para brigar você serve, guerreiro impostor!
Não ouse jamais chamar ou pensar em meu nome em vão
Nem que deseje ajoelhado clamar por absolvição
É cómico olhar para sua cara de pavor
E decidir seu futuro sem nenhum pudor
Beba o veneno em meu sangue agora!
E sinta a chegada de sua hora
Publicado por Eliane Dutra e colocado em Poesia |
1
Julho
2008
Nunca mais me procures
Nem me sigas por favor
Mesmo que sempre jures
Que é sincero o teu amor
Dificilmente me convenço
Pois nada tenho de meu
E o mundo a que pertenço
É tão diferente do teu
Tudo em nós vai divergindo
A capa já está caindo
Vamos encarar a realidade
Sejamos ambos realistas
Não façamos mais de artistas
Para brincar já não temos idade
Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia |
1
Julho
2008
A Rainha acordou dum pesar profundo.
Tudo aconteceu tão rápido,
Nem tempo teve para se defender.
A cabeça ainda pesa,
O corpo dormente pede mais um pouco de descanso,
Os ruídos corporais abalam os nervos mais infinos do sistema nervoso.
Tenta abrir os olhos muito lentamente,
Para discernir o que lhe rodeia,
Mas o nevoeiro visual dissipa-se a uma velocidade enervante,
E nada consegue ver.
Em esforço a Rainha agarra com punhos bem fechados a terra
Que se encontra por baixo dela.
Um calor momentâneo fá-la sacudir as mãos desesperadamente,
Apetece gritar mas nem forças tem para tal.
A Terra acabara-lhe de coser as mãos de tão quente que está.
Começa a sentir a temperatura que lhe rodeia,
A terra tornara-se uma caldeira em efusão.
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Publicado por Venctus e colocado em Conto |