29 Agosto 2008

Profundo sentimento

Meus olhos,
Agarram os teus…
Na imensidão que me abraça
Um mar verde…
Onde navego sem fim…
Descobrindo a beleza do teu ser.
Profunda sensação,
Pureza…
Paz que purifica o meu dorso,
Na felicidade que encontro…
Quando sorris para mim.
Teu toque…
Harmonioso,
Pulsação ardente,
Num amor que sinto,
Crescer…
Dia-a-dia,
Infinito em emoções.
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

27 Agosto 2008

Tu és a minha alma gémea

Amor,
Chama imensa que arde em mim,
Perfume que me adorna
Suavidade na tua pele…
Fico…
Sentindo o teu corpo de mulher,
Quebrando o silêncio,
Louco por ti.
Beijo que me adoça a boca,
O abraço que me ampara…
Porto de abrigo,
Momento sentido,
E tudo…
Tudo se transforma.
Trago o teu nome escrito no peito,
Faz de mim o teu leito,
Onde eu e tu, somos um…
Almas gémeas neste lugar.
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Luis F e colocado em Fugas | 0 Comentários

25 Agosto 2008

Além do sonho

Embebedo em sonhos,
Vagas cristalinas…
Entre sentidos do próprio eu
Que desaguam em mares,
Leveza…
Pluma mágica…
Viagens sem fim.
Sou o que não sou,
Príncipe…
Em comédias dramáticas,
Fantasmas,
Em alquimias anunciadas,
O barro que transformo,
Crio… Nasce…
Sem limites para a imaginação.
Quadros pintados…
Aguarelas vivas…
Ancestral melodia das palavras
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Luis F e colocado em Fugas | 0 Comentários

24 Agosto 2008

Idade (sem sentido)

Passa o tempo e passamos a escolher melhor para onde vamos e o que fazemos. Pode até ser ao contrário, e essa escolha ser só na cabecinha que se acha mais crescida, mas acredito que, efectivamente, acontecem mudanças. Os olhos que escolhem são os olhos que vêm hoje, também, de modo diferente.
Assim, de repente, “bora lá todos não-sei-onde?” e o pessoal ia. Queria ir. Era sempre giro, mesmo não sendo. Agora, a exemplo “vamos lá” e pensamos, planeamos, escolhemos, decidimos. Vamos porque queremos? Porque gostamos? Isso também não sei. Quero acreditar que se vai porque há coisas que nunca mudam, porque sentimos que vai ser um serão agradável, um fim de semana diferente.

Serão, provavelmente, reflexos desse número pelo qual somos tantas vezes ordenados, separados, inferiorizados: a idade.
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por aifos e colocado em Fugas | 0 Comentários

21 Agosto 2008

Uma diferença

Baralhei-me.
Porque te remexi.
Ou porque me remexi e te reencontrei. Não sei…
Estou farta destes nossos jogos inúteis, que servem apenas para me relembrar a nossa enorme incapacidade de fazermos o que bem entendemos com a nossa existência.
A vida é uma inevitabilidade. E isto de morrer é uma certeza. Não um dos nossos jogos inúteis.
Foste meu professor. O melhor que pude ter.
Juro por tudo aquilo em que acredito, que te amei desde que pus os olhos em ti pela primeira vez.
Olha… Não sei como te dizer isto, mas havia qualquer coisa em ti que me fazia levitar. Que me fez levitar em todos os momentos que passei naquela enfermaria.
Lembro-me do primeiro momento em que te vi. O teu cheiro. Os teus olhos. A cor da tua pele.
Lembro-me de tudo isso.
Revivo todos os momentos com uma clareza pungente. Apaixonei-me por ti naquele primeiro momento.
Reconheci-o em mim no dia em que te fiz frente.
Eu uma miúda imberbe, a esbracejar numa multidão de batas brancas e tu um homem imponente que se destacava da multidão.
Lembro-me tão bem.
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas | 0 Comentários

19 Agosto 2008

O casamento

Gostava de te agradecer o conto de fadas…

Ficou suspensa. Sem respirar, à espera de um comentário certeiro que acabasse com aquilo de uma vez por todas…

Esperou e esperou…

Ele continuou ao cimo da escada, olhando-a de cima, no seu fato impecável com aquele ar expectante, indecifrável…

Talvez tivesse sido daquela vez no autocarro quando vinham de Serralves…

Sim, tinha sido aí que ele tinha reparado nela…

Ou pelo menos assim ela pensava…

O jardim, o chá…

O passeio…

Eles não tinham conversado, apesar de ele se ter sentado ao lado dela.
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Sahaisis e colocado em Conto | 0 Comentários

18 Agosto 2008

Vive o teu tempo

Videira que produz,
Suculento fruto
Decepado momento que brota
Amor que gera amor
Concebido pelo ser.
Pulsam ritmos,
Nas fogueiras que ardem…
A chama que consome sem pudor
Rasgando vícios de outrora,
Como vento…
Leva e traz…
Num instante…
As palavras
Que se apagam da memória.
Momentos que concebem
Lágrimas que jorram…
Em finos rios de prata,
Alimentadas por sorrisos de ouro,
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

16 Agosto 2008

Como me impacientas…

Foram os dias e as noites demasiado longas…
Esteve escuro a maior parte do tempo…
E era quase sempre um silêncio avassalador entre as frestas da janela. No meio da escuridão.
Era um silêncio cheio do meu ruído interno…
Era ensurdecedor… o silêncio.
Deitada na cama que era o chão, eu fiquei na escuridão.
Irrompi numa manhã quente de Julho. Abri a porta. Enfiei-me no duche.
Forcei-me a sentir a água. Estava embotada. Eu. Não sentia.
Não era a água. Era eu. A água fria. A espera.
Forcei-me. Novamente. A roupa. Vestir-me. Um acto de violência extrema.
Permaneci na escuridão um pouco mais.
Na ânsia. Na expectativa. No medo.
Não me descobri. Saí. A luz feriu-me os olhos. Nunca tinha estado tanto tempo no escuro.
A rua. As pessoas. Os sons. O calor. Os espanhóis. Demasiado ruidosos e alegres. E eu.
Feita de cores muito diferentes das ruas. Dos cheiros. Dos outros.
Subi a rua. Subi a escada. Entrei na biblioteca. Olhei para ti.
Não me dirigiste uma única palavra. O teu olhar disse tudo.
Nele vi. Ouvi. Senti.
Ler todo texto »

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas | 0 Comentários

15 Agosto 2008

Como me impacientas…

Foram os dias e as noites demasiado longas…

Esteve escuro a maior parte do tempo…

E era quase sempre um silêncio avassalador entre as frestas da janela. No meio da escuridão.

Era um silêncio cheio do meu ruído interno…

Era ensurdecedor… o silêncio.

Deitada na cama que era o chão, eu fiquei na escuridão.

Irrompi numa manhã quente de Julho. Abri a porta. Enfiei-me no duche.

Forcei-me a sentir a água. Estava embotada. Eu. Não sentia.

Não era a água. Era eu. A água fria. A espera.

Forcei-me. Novamente. A roupa. Vestir-me. Um acto de violência extrema.

Permaneci na escuridão um pouco mais.

Na ânsia. Na expectativa. No medo.

Não me descobri. Saí. A luz feriu-me os olhos. Nunca tinha estado tanto tempo no escuro.

A rua. As pessoas. Os sons. O calor. Os espanhóis. Demasiado ruidosos e alegres. E eu.

Feita de cores muito diferentes das ruas. Dos cheiros. Dos outros.

 Subi a rua. Subi a escada. Entrei na biblioteca. Olhei para ti.

Não me dirigiste uma única palavra. O teu olhar disse tudo.

Nele vi. Ouvi. Senti.

Tu. Sempre tu. Porque estás aqui tu? Não fugiste tu? Não deixaste de me amar tu? Não deixaste de acreditar tu?

Aquele olhar gritante. Aquele olhar que dizia:

Não te disse que não te amava? Não te disse que devias ter fugido de mim? Não disse que me tinhas deixado de amar? Que isso tinha sido culpa minha? Não destruí os teus sonhos? Não te disse que não devias acreditar?

Aquele olhar que se encontrou com o meu, em que compreendi tudo isso. Aquele olhar inequívoco.

Esquece-me enquanto vais a tempo.

Sim. Gritava eu. Sim. Esqueceria. Não amaria. Destruis-te os meus sonhos. Mas avisaste-me que seria assim.

Não.

Eu acreditei. Eu amei. Eu construí-te. Sonhei-te.

Fui eu. Sempre eu. A culpa é minha.

Viro costas. Os nossos olhares gritantes devem ter ecoado nas paredes da biblioteca. Ressoado nos livros. Devem-se ter esbatido nas canetas silenciosas.

Não ouvi passos. Fugi. Como eu fugi. Desesperada.

Não me queria ouvir mais. Os meus passos.

A minha mão trémula a procurar a chave da porta.

Encarcerar-me outra vez. Procuro abrir a porta uma e outra vez. Quando finalmente ela se abre.

 Corro. Corro.

Um e outro e outro lance de escadas.

 O nosso terceiro andar. As nossas escadas. As nossas janelas. A nossa vida. O nosso fim.

Não te vejo entrar. Quando me abraças o mundo deixa de existir. E eu…

Eu continuo a acreditar…

Como me impacientas…

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas | 0 Comentários

15 Agosto 2008

Pedaços do meu sorriso

Não perco tempo a me queixar
Que as coisas podiam ser diferentes
Sinto entusiasmo e quero que a vida
Me auxilie em todas as frentes

Minha energia é inesgotável
Facilmente faço os outros rir
Gozo a vida de forma saudável
Para todos vou sempre sorrir

Meu amor á vida é total
Sendo o presente a mola real
E demais eu não preciso

Cada dia que passa é delícia
Vou vivendo sem malícia
Partilhando sempre o meu Sorriso

VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Publicado por Jorge Brites e colocado em Conto, Poesia | 2 Comentários