30
Setembro
2008
Canto,
Ancestral voz…
Na harmonia da alma,
Herdeiro da maresia,
Voz que trago no peito.
Artesão de palavras,
Que escrevo em sentimento,
Sorrisos…
Lágrimas…
Momentos.
Nos filamentos da memória,
Areia que escorre entre os dedos,
Tempo que passa…
Ampulheta que regista,
Vivo e sinto.
Canto…
Melodias em bálsamos,
Rouxinol que esvoaça,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
30
Setembro
2008
por ti,
o espaço sideral
que de mim vai restando,…
para o que concedesse,
fossem portas de alma,…
nunca falharemos o que de possível tem tudo….
Publicado por rodinhas e colocado em Poesia |
26
Setembro
2008
Falo de amor…
Na alvorada de um nascimento,
Através do murmúrio do silêncio,
No toque… em gestos…
Nos lábios acesos,
No beijo.
Felicidade no rosto que sente,
Alianças que marcam…
Perpétuas uniões,
Eterno sentimento.
Tempo que o tempo abraça,
Esqueço que o mundo gira,
Reflectido em olhares que desejam…
Quando dois são um só.
Dádiva que enche o ser,
Brilho e cor,
Em mel…
Bailando nas melodias dos corpos,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
25
Setembro
2008
Céu azul,
Com as minhas asas,
Rasgo o seu semblante…
Deixando um rasto de mim,
Na imensidão eterna.
Liberdade em plumas…
Inocência do ser,
Na paz que habita em meu redor
E me abraça…
Alcanço o horizonte,
Onde a terra e o céu se beijam,
Naquele encontro imortal.
Parto assim…
Voo além da imaginação,
Como se eu e o mundo
Fossemos apenas um.
Deslizo nos filamentos do infinito…
Num tempo que findou,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
24
Setembro
2008
Tu nem me terias sentido…
Inevitavelmente, provavelmente, tu nem sequer me sentiste chegar.
Como eu desejei que me tivesses sentido chegar …
Uma chegada ansiada, como foram sempre todas as tuas para mim…
Fui sempre que eu que ansiei…
Naquele meio tempo morto no início da madrugada clara…
Eu tinha em mim aquela esperança vã…
Nada em ti vem em desalinho ou fora do lugar…
Nada em ti deseja ardentemente…
Não há em ti espaço para a inquietude…
De mim…
Sou eu que me antevejo na antecâmara que me levará a ti…
Nunca tu…
Os passos ansiosos no corredor são os meus…
Sou eu que ecoo pelos espaços vazios que o ar atravessa em todas as nossas madrugadas…
Sou eu que me escondo sempre…
Sou eu que sonho…
Não há sonhos de mim em ti…
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Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas |
23
Setembro
2008
Vontade de te querer
de te ter
de te beijar.
Vontade de te ver
de te tocar
de te abraçar
Vontade…
Vontade simples de te adorar.
Publicado por Silvio Cezar e colocado em Poesia |
22
Setembro
2008
Chego a pensar que não tenho luz própria.
Que a peço emprestada, que a alugo, até que a roubo.
Chego a pensar que não é o ar e o Sol que me animam.
É esse quê de amar, de amor.
Que me tiram, que dou, que recebo, que esbanjo.
Um quê de luz.
Por vezes não a sinto como própria.
Um dia escreverei sobre a impropriedade dessa luz que me cega e domina.
Efémero é o dia, como efémera é a escuridão desta noite que daqui não parece ter fim.
Chego a pensar que não é vida, nem morte, nem definição, nem lugar algum.
Reluz a lágrima como os olhos que a verteram.
Um quê de luz.
Publicado por Marinheiro e colocado em Fugas |
20
Setembro
2008
É assim que te imagino. Diáspora vaga e suave de mim mesma.
Um traço fino pintado daqui a muitos anos.
Má sorte tapada pela boa sorte que a remedeia, caminhos errantes de vida. Terei uma filha espanhola.
Um traço firme. Feito a carvão num bom papel. Pintado com as tuas e com as minhas mãos.
Vaticinaste para ti que não querias uma filha mulher. A vida há-de abençoar-te com esta.
Criada no meu ventre. Fruto do nosso tempo incerto. Um dia daqui a muitos anos. Quando nos conhecermos verdadeiramente. Faremos esta filha.
Uma boa Alma no mundo. Uma Alma Madrilena errante.
Fruto de um homem que salvará a minha vida e de uma mulher que trás vida ao mundo.
Será um sortilégio abençoado com a minha ligeireza e bom humor e com os teus profundos olhos azuis.
Abençoará o mundo. Será infinitamente melhor que nós.
Não será plena das nossas incertezas.
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Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas |
19
Setembro
2008
As palavras que ontem dizia,
O vento apagou seu rasto…
Morreram na minha boca…
Lacradas no silêncio do tempo.
Escrevi no pó da estrada…
Na ardósia negra que me preenchia,
Registos nos versos do sentimento,
Despido da miséria do meu ser,
Sensível ao canto da minha alma.
Bebi água sem sede,
Amando os espinhos da rosa,
Sangue em lágrimas caídas…
Os meus pés que trilharam…
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
19
Setembro
2008
Meu amor…
Quão tola, quão vã é esta carta que te escrevo…
Nunca quiseste o meu amor.
Pelo contrário, o meu corpo foi para ti profundo objecto de desejo em diversas ocasiões.
Ele atormentou-te nas noites de Verão em que sonhavas e desejavas fazê-lo teu pela primeira vez.
O corpo. O corpo foi o que te atormentou.
A mim foste tu. Desde o momento em que li a tua carta, deixada por engano no vão da minha escada.
Vi-te encostado à parede de mármore, naquela manhã radiosa em que eu não tinha dormido.
Ansiei-te quando entrámos juntos no carro.
Desejei-te quando me sentei ao teu lado no sofá e te segurei a mão, como uma criança pequena.
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Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas |