19 Setembro 2008

Escrevi um poema

Publicado por Luis F em Poesia |

As palavras que ontem dizia,
O vento apagou seu rasto…
Morreram na minha boca…
Lacradas no silêncio do tempo.
Escrevi no pó da estrada…
Na ardósia negra que me preenchia,
Registos nos versos do sentimento,
Despido da miséria do meu ser,
Sensível ao canto da minha alma.
Bebi água sem sede,
Amando os espinhos da rosa,
Sangue em lágrimas caídas…
Os meus pés que trilharam…
Tão belas…
Ténues feridas,
Na paz onde me sentei.
Esvoaça o pássaro na árvore verdejante…
Anunciando melodias do ser,
Beleza vista em tábuas escritas,
Seiva que desliza nas páginas que desfolho.
Cresce o poema…
Através da ferocidade insustentável,
Como um rio que desliza…
Na sua calma faminta me alimentei,
Bebendo dos néctares da ilusão
Palavras perpétuas que ficam…
Criei asas
No planalto… voei.

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Publicado há 2 mêss em Sexta-feira, Setembro 19, 2008 às 13:09 e está arquivada na secção Poesia. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
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  1. 1 A Setembro 22, 2008, Marinheiro escreveu:

    e não deixas que respiremos
    imagino-te a escrever todo este poema de uma enfiada só.
    como eu de um fôlego só o li.
    e reli.
    e só me libertei no fim.
    quando voaste.
    e nós contigo!
    pedro

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