22
Setembro
2008
Luz
Publicado por Marinheiro em Fugas |Chego a pensar que não tenho luz própria.
Que a peço emprestada, que a alugo, até que a roubo.
Chego a pensar que não é o ar e o Sol que me animam.
É esse quê de amar, de amor.
Que me tiram, que dou, que recebo, que esbanjo.
Um quê de luz.
Por vezes não a sinto como própria.
Um dia escreverei sobre a impropriedade dessa luz que me cega e domina.
Efémero é o dia, como efémera é a escuridão desta noite que daqui não parece ter fim.
Chego a pensar que não é vida, nem morte, nem definição, nem lugar algum.
Reluz a lágrima como os olhos que a verteram.
Um quê de luz.

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