22 Setembro 2008

Luz

Publicado por Marinheiro em Fugas |

Chego a pensar que não tenho luz própria.
Que a peço emprestada, que a alugo, até que a roubo.
Chego a pensar que não é o ar e o Sol que me animam.
É esse quê de amar, de amor.
Que me tiram, que dou, que recebo, que esbanjo.
Um quê de luz.
Por vezes não a sinto como própria.
Um dia escreverei sobre a impropriedade dessa luz que me cega e domina.
Efémero é o dia, como efémera é a escuridão desta noite que daqui não parece ter fim.
Chego a pensar que não é vida, nem morte, nem definição, nem lugar algum.
Reluz a lágrima como os olhos que a verteram.
Um quê de luz.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas (5 votos, média: 4.2 em 5)
Loading ... Loading ...

Publicado há 1 mês, 4 semanas em Segunda-feira, Setembro 22, 2008 às 22:44 e está arquivada na secção Fugas. Poderá seguir as respostas a esta entrada através da alimentação RSS 2.0.
Este texto está licenciado segundo a Licença Creative Commons.
Poderá deixar uma resposta ou trackback a partir do seu Web site.

Deixe um comentário

necessita estar registado para deixar um comentário.