17
Setembro
2008
Luxúria que escorre,
Nas veias do tempo…
Um sentimento que abraça,
Que corre lentamente,
Deixando um rasto,
Na imensidão do ventre.
Verbo presente,
Sabor acre que acende…
Dorsos que embalam,
Melodias do momento
Deslizando nos lençóis
Aconchega o espaço despido,
Volúpia infinita.
Doce calor do beijo…
Contemporâneo e imortal,
Sinto…
Deixo-me levar,
Até onde a imaginação conduzir,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
11
Setembro
2008
neste sentimento de poeta
canta-se as sílabas
de um olhar desabitado
que se cristalizou
lamacento inverno
que enterra as palavras
ressequindo as árvores
neste sentimento de poeta
não há nobreza na canção
só um lamento inútil
que naufraga nas suas mãos
não nascem raízes
não estão iluminados os caminhos
mas o poeta faz sempre
nascer uma nova canção
de um terreno despovoado
faz dos seus versos terra em ebulição
Publicado por Celeste S. e colocado em Poesia |
11
Setembro
2008
É nas palavras,
Que o perfume do ser se liberta…
Nas estrofes da alma,
Melodias eternas,
Mestria na arte que concebe,
Escritas na memória do tempo.
Num longínquo eu…
Tu…
Alguém que o faz…
Não importa onde,
Nem como…
Cria apenas o que sente.
Expressa entre as letras,
Eterno borbotar,
Mata a sede,
Na veemência de néctares,
Que adornam…
Que te beijam loucamente.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
9
Setembro
2008
Por onde ando…?
Nada vejo,
Nada sinto.
A penumbra circula,
Passa sem dizer nada, sem deixar nada,
Trata-me como um mero obstáculo,
A ser ultrapassado sem a menor das dificuldades.
O frio abate-se de fora para dentro,
Até gelar por completo o meu esqueleto.
Sozinho e abandonado,
Fecho os olhos e enrosco-me sobre o meu corpo,
Tento proteger o interior da minha cápsula,
Resistir à desolação criada na minha realidade.
A centelha ainda está acesa,
Por mais pequena que seja ainda permite a vida do meu ser,
Torna-me o ponto branco no mundo negro,
O brilho na escuridão,
A vida no seio da morte.
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Publicado por Venctus e colocado em Fugas |
8
Setembro
2008
Corre o tempo e passa a altura certa do teu primeiro beijo.
Avalanche de sensações e emoções,
poesia em notas de viola e matemática de estrelas cadentes e constelações.
Corre o tempo e ainda agora parti e já tenho saudades tuas.
Escreve com sangue e suor.
Beija com paixão e calor
Agarra o momento de outrora,
agora,
nesse suspiro do teu primeiro beijo.
Corre e salta a gritar a todo o mundo,
coração em frenesim,
magia no toque e no cheiro, na pertença e doença de amar
como da primeira vez.
Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
4
Setembro
2008
Sombras,
Fantasmas que agarram,
Aglutinam.
Moribundos penados
Ecos sentidos,
Turbulências sem fim.
Rasga-se o corpo,
Onde nada existe…
Além do tacto
Cego no horizonte do olhar.
Não se sente,
Com o passar do tempo,
Morre-se lentamente,
Como o lento morrer dos dias.
Prenúncios,
Janela quebrada….
Em labirintos do ser,
Sangue que cai,
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
4
Setembro
2008
Pelos caminhos do amor
Muitas dificuldades encontrei
Sei bem dar o devido valor
A quem por fim eu achei
De perto conheço o amor
De longe saboreio a bondade
Hoje descobri bem o sabor
De quem amo de verdade
Por entre estradas sinuosas
Construí pontes majestosas
Com um destino bem definido
Valeu a pena ter lutado
Com isso fui recompensado
A ti amor, estou agradecido
Publicado por Jorge Brites e colocado em Poesia |