10 Outubro 2008

“poucas palavras”

Poucas palavras me vêm à memória,
quando tento escrever sobre como é bom dividir sorrisos!

Sou assim, por mais que tente, não consigo descrever com exactidão
as sensações arrebatadoras que transporto no peito,
que vivo e relembro em noite de Outono.

Poucas palavras conseguem descrever
aquilo que sinto quando te olho nos olhos!

Sou assim, adoro as palavras, e nessa altura em que as de via usar com mestria,
fico em silêncio, ruborizada, de mãos subitamente gélidas, e coração na boca.

Poucas palavras entre cada batimento cardíaco,
quando tento compor o poema que vejo no brilho de um olhar sedutor.

Sou assim, por mais que tente, não consigo dizer dizer-te com entusiasmo supremo,
o quanto é bom estar de mãos dadas contigo nesta noite.

Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

10 Outubro 2008

Dança no Infinito

Não sei, ninguém sabe,
exatamente
onde começou essa História
Encantada.
Só sei, e todos sabem,
que o bailado
das esferas, no Infinito,
conta  a mais linda História
de Amor
que o Criador nos deixou:
- Para que jamais nos sentíssemos
sós,
no Universo.

Vê com os teus olhos,
e com a tua emoção:
- dia após dia;
- noite após noite;
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Publicado por SALETI HARTMANN e colocado em Fugas | 0 Comentários

9 Outubro 2008

Uma vida mais simples.

Queria uma vida mais simples.

Vida longa ou curta não importa.
Vida dos dias de infância.

Do sorriso solto a luz do meio dia.
Da brincadeira sem noção.
Da poeira no chinelo.
Da bolinha de gude ao rolar.
Da pipa no céu azul.
Do sol a queimar a testa.
Da chuva a molhar os ombros.

Triste daqueles que não se lembram dos dias antigos.

Dias de inocência.
Dias despreocupados.

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Publicado por Silvio Cezar e colocado em Fugas | 0 Comentários

8 Outubro 2008

Maldita

Maldita esta chuvinha tacanha que me revira os ossos e se entranha no fundo da minha alma, sem motivo aparente, sem pedir licença, sem pudor ou educação alguma…

Odeio-a.

É insuportável e vil.

Exaspera-me.

Consome-me o humor…

Se tem de chover venha de uma vez uma tempestade inequívoca.

Que me grite aos ouvidos.

Gele a minha alma.

E me deixe quieta no meio da rua.
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Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas | 0 Comentários

8 Outubro 2008

Palavra vadia

Palavra…
Andas nua,
Quente de desejos escondidos,
Fria.
Desanuvias lágrimas e sorrisos,
Entre os limbos do ser
Criança adulta,
Danças sem saber.
Oh palavra,
Que feres e matas,
Trazes e levas o medo,
Provocas dor no peito
O coração que trespassas.
Dita em mágoas,
Volátil te moldas,
Infinito prazer
Geras ímpares sentimentos,
Nos lábios que sentes.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 1 Comentário

4 Outubro 2008

Rainha Meretriz

Tornava-se pesado o manto,
A epiderme mal suportara a essência
O corpo não comparecia com a mente
A alma era um escudo de inércia.

Diziam as almas deambulantes,
Que Ela o merecia,
O relento, o frio do Inverno, a dor…
A conjunção da própria agonia.

Que maledicência fizera Ela,
Abandonada na sua corte e julgada
Suja, imunda, mal tratada,
Pelos dedos da acusação renegada .

Fora Rainha em tempos
Imponente, altiva, Guerreira,
Para sua má sorte,
Na Luxúria se mostrou cativeira.
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Publicado por Lvthien e colocado em Poesia Gótica | 0 Comentários

2 Outubro 2008

Pensamento

Todas as nossas acções,
Deverão ser tão suaves como as águas dum rio.
No momento em que aparece um obstáculo,
Tentemos contorna-lo suavemente,
Sem entrar em confronto directo,
Pois o tempo e a erosão,
Um dia o eliminará totalmente,
Sem com tal desgastarmos todas as nossas energias
Num frente-a-frente,
Com possível derrota da nossa parte.

Publicado por Venctus e colocado em Fugas | 0 Comentários