30 Dezembro 2008

Possível[mente]

Possivelmente perdi a mão para escrita.
Hoje não volto a escrever com a mesma fluidez, a mesma fluência. Não volto a conseguir pôr no papel aquilo que realmente me toca, o modo como me toca e faz do meu corpo vertigem. Possivelmente não passou tudo de um devaneio febril, um delírio de breves instantes ou um único momento demorado entre lágrimas, borrão de tinta e folha amachucada. Possivelmente perdi a mão para te escrever com alma e coração e esta era a única maneira de ser maior do que a minha insignificância.

Hoje voltaste a ver-me, mas não reconheceste o meu rosto.
Hoje também eu não me reconheço em frente a este papel em branco, ou talvez reconheça, agora, o que posso ser sem ele.

Possivelmente tão maior do que pensava.

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Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética, Romance | 0 Comentários

29 Dezembro 2008

Palavras

Tanto que te queria dizer e não consegui. Faltou-me a coragem de te olhar nos olhos e até de encarar com a tua voz. Todos os dias me deparava com um medo que me matava aos poucos. As palavras estavam atravessadas na minha garganta e entrelaçaram-se, tirando-me a capacidade de falar. Pedi ao meu coração que falasse por mim, mas ele, tal como eu, não tinha palavras, só queria agir , mas isso poderia esmagar ainda tudo o que tinha para te dizer. Desisti de agir, de falar, resolvi esperar pelo momento certo para o fazer. Hoje, fechei o meu baú, guardei tudo o que era importante, tudo o que é bom de recordar e fechei-o, com a minha própria chave. Abri-te o meu coração, disse-te o que nunca fui capaz de te dizer. Não te vou dizer que te odeio, que és uma péssima pessoa , se o fizesse, estaria a mentir, não te vou acusar de nada, não sou pessoa de acusações, e mesmo assim, não teria nexo algum. Iria acusar-te do quê? De me fazeres feliz? De me amares De seguires a tua felicidade e me teres deixado para trás? NÃO. Não sou ninguém para o fazer. Limitaste-te a fazer o que era melhor para ti, digo-te que no teu lugar faria exactamente a mesma coisa , o mais importante somos nós e aquilo em que acreditamos. Os nossos caminhos seguiram rumos diferentes e para trás deixei  os ressentimentos , as culpas, as dores, as lágrimas  e as lamentações fora de validade. Isso a mim não me serve de NADA; Restam-me as boas recordações, essas mesmas que guardei no meu baú,  ao qual deitei a chave fora.

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Publicado por JoanaFilipa e colocado em Crónica | 0 Comentários

27 Dezembro 2008

AMIGOS

Amigos partilham, amigos dão, amigos limpam lágrimas, limpam almas e corações. Amigos dão a mão, amigos estão SEMPRE do nosso lado, nas mais duras batalhas, nas melhores alegrias. amigos ensinam-nos a sorrir, a acreditar, a nunca desistir, amigos ensinam-nos a lutar, dão-nos coragem e força. Amigos que são amigos , nunca nos deixam desamparados , e percorrem connosco o nosso caminho, por mais longo que ele seja. Amigos , respeitam a opção de cada um, mesmo que os ideais sejam diferentes, amigo, é amigo sem qualquer restrição. AMIGO, não é aquele que promete tudo bonito, tudo perfeito, AMIGO, é aquele que connosco, luta para lá chegar.
E AMIGO, que é AMIGO, é AMIGO para a vida TODA !

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Publicado por JoanaFilipa e colocado em Fugas | 0 Comentários

21 Dezembro 2008

É Natal

Tanta alegria no mundo
Que só apetece cortar os pulsos!
O direito..
Por cada bomba que rebenta
Deixando sem casa uma família de doze
Que se procuram em tamanha aflição
Desejando neste Natal
Continuarem a ser os mesmos doze
Unidos, mesmo sem um telhado
Que lhes permite ver o céu
E a estrela da boa nova
Aquela da historia de um messias
Que foi visitado por três
E agora nem olha para estes doze
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Publicado por Dadof e colocado em Poesia | 0 Comentários

15 Dezembro 2008

Amar

Hoje. Amanha. Depois. Sentimentos , sensações , dor , sofrimento mágoa , felicidade. Amor ao luar, ao pôr do sol , á luz do arco-íris e das estrelas *.* Amor verdadeiro , amor presente , abraço, carinho , AMOR ! É assim que eu defino o amor , pois todo esse sentimento que até hoje senti , foi exactamente assim. Amei, fui feliz , sofri , magoei-me , senti , senti todo o tipo de sensações, mas por vezes me questionei se realmente vale a pena amar. Alguém apareceu e provou-me que sim. Amar não é para todos , amar é um dom , que nem todos possuem, nem todos sabem o que é sentir os friozinhos na barriga ou até o coração a bater a mil à hora quando aquela pessoa aparece. É uma sensação completamente impossível de explicar. Sempre gostei de enigmas.

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Publicado por JoanaFilipa e colocado em Crónica | 1 Comentário

13 Dezembro 2008

O querer de um coração é o brilho que os olhos são…

Era uma vez, uma mulher que se chamava Victória. Muito apaixonada pela vida, via no amor sua razão de viver, o sopro necessário para o progresso. Agradecia sempre a Deus pelo privilégio e oportunidade de conviver com almas tão queridas e pelo muito amor que recebia de todas elas também. Não tinha do que reclamar, embora em sua trajetória existisse momento difícil, sempre contou com a sustentação necessária e o amor em dose exata para superar as dificuldades, e os revezes que a vida oferece como uma válvula propulsora de crescimento. Era uma pessoa feliz Victória.

O coração dessa mulher, sempre foi um caminho de difícil acesso e pode-se dizer que poucas foram as pessoas que conseguiram ocupar um espaço dentro dele, só mesmo aquelas que descobrindo o segredo e seguindo o rumo certo conseguiram fazer parte da história de sua vida. Victória sempre teve um coração determinado e por isso nunca mediu esforços para alcançar seus objetivos, não se esquecendo de que às vezes: Querer Não é Poder. Sempre procurou viver intensamente todos os segundos almejados e permitidos, retirando o melhor de todas as horas. Seu coração sempre foi habitado por sentimentos valiosos, e como cada “Jóia” tem seu brilho, cada amor teve seu valor e todos eles serviram de aprendizado pra ela.
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Publicado por Tamaluan e colocado em Conto | 1 Comentário

13 Dezembro 2008

A poesia

Levemente…
Saiu à rua e chegou nas estrelas
Acutilante e subtil
Com o seu paladar… Beijou-me
Senti agridoce
Envolvendo-me como a noite
Que me abraçava no cair do dia
Entreguei-me sem pudor.
Soltei o que há em mim
Em vagas de encanto,
Eram palavras…
Eram vozes que sentia,
A minha boca sorria,
Mas não sabia…
O que dizer…
Suavidade que cuspia fogos,
Em brisas harmoniosas
Na palpitação pura… sentimentos
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

11 Dezembro 2008

Luto.

Vestida de luto ela estava.  Quando o fantasma foi lhe buscar no leito.  Ele a levava pro seu mundo…  Feito de pó e aranhas que voavam pelos cabelos da menina negros.
Ela acordou em lágrimas quando viu que a terra, gemia sangue de gente.

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Publicado por Alexandrine Blume e colocado em Conto | 0 Comentários

10 Dezembro 2008

Alma Nua.

A menina girou pelo mundo.

Não encontrou seu pranto da
lágrima desnudo.

Cantou no seu mundo
esdrúxulo.

Pulou no seu sepulcro
invisível.

Mas quando sua alma um
salto deu no abismo,

Seu corpo estremeceu…

E o seu choro morreu
mudo.

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Publicado por Alexandrine Blume e colocado em Poesia Gótica | 0 Comentários

7 Dezembro 2008

Apenas uma vovozinha

No espelho,
a imagem
que ela vê
é a de uma
vovozinha
- cheia de rugas -
Velha…
Feia…
De olhos
embaciados.
Passa pó
Retoca os lábios
com um
batom.
O espelho
sorri.
A vida trabalhou
no seu rosto
de uma maneira Ler todo texto »

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Publicado por SALETI HARTMANN e colocado em Poesia | 0 Comentários