28
Fevereiro
2009
Tenho você, num sentimento que me faz te querer com o desejo de uma onça faminta, que tem ânsia de alimento. É um sentimento de posse, de desejo.
Não tenho você, pois nós (eu e você) pertencemos ao mundo, ao universo. Nunca serás meu, como nunca serei só tua.
Estamos ora juntos, ora separados, nas mais diferentes formas de vida que temos.
Queria te ter só meu e ser só tua, para matar meu desejo por você.
Ter você, ser sua… Desejo e posse…
Não é possível, vivemos numa mistura de coletividade e individualidade, que nos impossibilita de sermos nós mesmos.
Essa mistura de eu e você, que nos une e separa.
Amor e ódio.
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Publicado por Bru e colocado em Poesia |
28
Fevereiro
2009
Aqui estou eu de novo
Dentro do mesmo caos que criei
Tentando arrombar as portas
Quebrar as algemas
Da vida que sabotei
Aqui estou eu de novo
Me sentindo só, esquecida
Correndo milhões de riscos
Pra manter acesa
Aquela mesma ferida
Aqui estou eu de novo
Cercada das mesmas dores
Chocando quem me conhece
Nessa doce brincadeira
De inventar milhões de amores
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Publicado por rosele e colocado em Poesia |
20
Fevereiro
2009
Hoje a janela fica aberta, de par em par,
e entram raios de sol,
cores e cheiros,
saudades.
Hoje a janela deixa entrar alegria,
cor azul, mar e céu,
estrela cadente,
desejo imperfeito.
Hoje a janela deixa entrar a magia
de poder voltar a sonhar,
com um outro olhar no horizonte,
de cabelos ao vento e saliva em palavras sentidas,
em gestos perdidos e
voos alados.
Saudades de futuro que chega,
e está à simples e curta distância de uma janela aberta
e de um raio de sol quente!
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Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
1
Fevereiro
2009
Onde você está? Na rua? Ótimo. Agora, vá até a porta vermelha. Está aberta? Então entre. O que você vê lá dentro? Um fogão, uma cama, uma imagem de Gandhi, um livro de Emmanuel Kant? Certo. Vá até o fogão e ligue o gás, depois, produza uma centelha. Você vê fogo, não é? Incrível. Você sabe quem foi Gandhi? Um guru? Um líder? Um pacifista? Foi um advogado. Qual é o livro de Kant? Crítica da Razão Pura? Sabia que Kant nunca foi casado? Engraçado, não é? Tudo que você queria agora era alguém perto de você, para acariciar, beijar, dizer “eu te amo”… não é? Tudo o que os homens de algumas sociedades querem é alguém para criar seus filhos e cuidar da casa. Estranho, não é? Imagina, você tendo um filho… Um outro ser humano… será que ele vai questionar sua existência? Será que ele vai olhar os outros com um olhar superior por ter uma perspectiva de vida que ele considera diferente? Será que ele vai entrar em depressão ao perceber o quão sua existência é medíocre e sem sentido? Será que ele vai nascer com Síndrome de Down? Com câncer? Com um tumor de 7 centímetros na garganta? Pensamentos assim não fazem bem a você, não é? Bom, agora, caminhe em direção a cama e deite-se. Pense em você, na sua vida, no seu “eu” interior. “Eu” interior… você se considera um ser complexo? Um ser superior? Você se considera alguém diferente dos bilhões de seres humanos que habitam este planeta? Você acha que é um ser livre? Você acha que não está preso a dogmas, crenças, valores ou princípios? Provavelmente você é mais um alienado. Até o modo como você formula seus pensamentos foi imposto a você sem seu consentimento. Ler todo texto »
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Publicado por Paulo Henrique e colocado em Crónica |
1
Fevereiro
2009
Lembro que meus pais – um falecido,e a mãe com idade avançada – sempre nos diziam, desde crianças, que quando um passarinho entra em nossas casas, é como se fosse um Mensageiro de Deus.
Nunca nos obrigaram a acreditar nisso…mas, quando compreendi o alcance deste ensinamento, passei a ver uma mensagem divina em toda a avezinha que, por uns segundos, entra em nossas casas ou locais de trabalho.
Alguém poderá considerar isto ingênuo demais, pois, afinal, vivemos em plena Era Atômica, onde o Mundo pode ser pulverizado de um segundo para outro, se assim quiserem os loucos.
Para minha vida, tornou-se sagrado o momento de apreciar o vôo de uma avezinha e o seu canto de ternura.
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Publicado por SALETI HARTMANN e colocado em Crónica |
1
Fevereiro
2009
As palavras fluem do coração
Pela caneta vão deslizando
São portadoras da nossa emoção
Que pelo papel vão derramando
O que dentro de nós irradia
E que na escrita transcrevemos
Oferece ás palavras magia
Mostra tudo aquilo que temos
E acaba de nascer assim
O gosto que entranha em mim
De humildemente aos amigos escrever
Dão-me força para continuar
E ânimo para partilhar
Tudo com vocês com prazer
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Publicado por Jorge Brites e colocado em Fugas |