28
Março
2009
Nada é diferente,
o cheio é tudo
A ideia que vem, assalta…
Quando palavras múltiplas se adornam de razão
Quando o coração do tempo se parte
E a arte? Ah… essa será uma desleixada, uma pressa
A pressa deambulando de produtividade nula,
em fio de teia desenhado, em paradigma perdido
Esquecido!
Uns lábios e… deixem ver… uma boca?
Louca corre a voz, louca!
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Publicado por José Espírito Santo e colocado em Poesia |
28
Março
2009
Na seiva das lianas
Entre labaredas
Nascem palavras,
Brilham os poemas,
No crepúsculo da alma do ser.
Barco que navega…
Farol que ilumina
Os meus olhos
Na luz dos teus…
Entre a felicidade eterna.
Ondas que aconchegam a praia
No abraço dos amantes
Que adormecem em sonhos
Ecstasy do amor…
Na loucura sã que se sente.
Oh! Como é bom sentir…
O pássaro que voa,
Asas que planam nos braços do vento
Na liberdade…
Quebrando as correntes
Das amarras do amanhecer.
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia |
20
Março
2009
Assalta-me a ideia essa tua marca
Como em relevo no meu existir
Não sei porquê, não quero que saia
Só anseio pra que não doa…
Quero-te em mim sim, mas não assim
Quero-te sem lágrimas e sem culpa
Sem isso que parece desespero
Sem isso a que chamam de medo
Não peço mais elasticidade ao meu corpo
Nem mais orientação aos meus passos
Mas falta-me esse espaço entre mim e ti
Desloca-se o meu coração entre fora e dentro
E ando e desando sem sair do mesmo
Sem poder correr sem medo de se soltar
Esse laço que deslaça sempre que te afastas
E repetes que estás mais perto que nunca Ler todo texto »
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Publicado por malu e colocado em Fugas, Poesia |
17
Março
2009
Estou outra vez suspensa
Na presença e na ausência
De todos os sentimentos
Que me agitam
Que me estancam
Desprendi-me de mim
Desuni-me de ti
Estou outra vez ferida
Em côma profundo
De todas as dores
Que me abatem
Que me restauram
Imobilizei meu juízo
Congelei o meu saber
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Publicado por malu e colocado em Fugas, Poesia |
14
Março
2009
Há momentos em que nos silenciamos.
Há momentos em que, depois de tantos sorrisos, entramos em casa sozinhos e as lágrimas descem pelo rosto sem pedirem permissão.
Não é a história que queríamos ler, não é a história que queríamos ter.
Não é o ponto final da história da nossa vida.
É apenas e só um momento, um instante em que nos sentimos pequenos, insignificantes.
É o breve instante entre duas sonoras gargalhadas.
Depois de tantos sorrisos, entramos em casa sozinhos e as lágrimas descem pelo rosto sem pedirem permissão.
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Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
13
Março
2009
Tantas contendas, tremendamente fechadas
Tantos dias carregados de prosas amargas
Não me roubes a bravura de chegar ao fim
Quero paz, amor, quero atracar em ti
Tanto encalço e não declaras a sentença
Tanto juízo e mais esteios para deixar
O que é nosso, e resiste a cada aterrar
Tanta distância transmutada em medo
Tanto trânsito a palmilhar e achegar
Nesse nó que apega e preenche o sentir
Não escoro mais mutismos escusos
Feridas, do desmaio ao gesto agredido
Quero olhar para ti e ver o sol a entrar
Quero o amor que te sei no coração
Tamanho e tão demovido que arrefece a crença
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Publicado por malu e colocado em Fugas, Poesia |
11
Março
2009
Cansado, o coração batendo forte. Pela primeira vez ele podia contar as batidas contra seu peito. Da mesma forma que pistoleiros da ficção alegavam fazer. Talvez isto ocorra quando se impunha uma arma. Tal como a que ele tinha nas mãos agora e acabara de usar para disparar contra pessoas pela primeira vez na vida.
Era melhor ele afastar estes pensamentos de sua mente agora, já não bastasse estar velho… É deve ser a idade. Se fosse mais novo não se sentiria tão cansado.
Por outro lado o medo o teria paralisado? Foi por isso que deixou esta idéia maturar ao longo de uma vida sem nunca parar para pensar muito, como numa fantasia impossível, que ele torcia em segredo, a fim de que nunca se realizasse.
Foi a seis meses que ele descobriu pelos médicos que seu câncer atingira um ponto em que não haveria forma de cura, apenas uma esperança de prolongar um pouco sua vida.
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Publicado por cafezal e colocado em Conto |
11
Março
2009
Num lapso de tempo
Me perco,
Ou perco o momento;
Não sei direito.
Num lapso de tempo
Não vejo,
Só durmo
No parco sonho da vida.
Num lapso de momento
Morro!
Por um breve tempo
Transcorro morto.
O tempo que não tenho,
Se confundiu
Com o momento
Que já tive. Ler todo texto »
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Publicado por Conrad Rosa e colocado em Poesia |
11
Março
2009
Há uma coisa
Que não se chama nada
Apenas vive e resiste
Dentro e fora de nós
Pode ser querença
Mas não se deixa sentir
Pode ser castigo
Mas não se deixa culpar
Pode-se contestar
Mas não se deixa acontecer
Pode se diminuir
Mas não se deixa crescer
Pode se conter
Mas não se deixa aliviar Ler todo texto »
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Publicado por malu e colocado em Fugas, Poesia |
4
Março
2009
Um olhar
Arrepio
Um sorriso
Incentivo
O toque
Choque
Palavras não ditas
Promessas
Desejos semi revelados
Vontades inconfessáveis
Carne, Desejo, Pele, Cheiro
Tudo o que você quer
E tem medo de dizer…
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Publicado por Bru e colocado em Poesia |