27 Maio 2009

De frente pro espelho

De frente pro espelho, ou somente
Um beijo na noite.

Assim vejo a esperança.

Na verdade,
Vejo a esperança como uma reta torta.

A esperança é um encontro tempestuoso
Entre a fé e o desespero.
A fé no medo.
O desespero na alma.

Eu aprendi
Que sou a minha pior companhia
Não me importo mais.
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Publicado por Conrad Rosa e colocado em Poesia | 0 Comentários

22 Maio 2009

Eu me confesso

Coso os meus lábios,
Com fino fio de mel dos teus cabelos
Guardando assim no silêncio…
O segredo,
Do sabor dos nossos beijos.
Deixo-me levar nas pétalas da rosa,
Que deslizam na tua face
Invadindo o nosso ninho…
Onde crescem as raízes do tempo
De um amor que se sente
Forjado em alianças de ouro.
A música do teu sorriso…
É o vício, que me alimenta
Nos delírios doces que me arrepiam
Entre os suspiros da noite vivida
Acordando na alvorada do teu olhar.
Os nossos corpos ondulam…
Num pulsar escaldante,
Que acendem as estrelas do céu,
No tecto que a noite acolhe…
E me fazes acreditar
Neste amor eterno.
Amo… grito num sopro ao vento
Os meus olhos, um brilho sereno
Da felicidade plena que há em mim,
Amo… meu amor, assim saberás
O valor deste amor que por ti é cego
Na loucura do sentimento que me invade.
Flor doce que afoga a minha sede,
Sem ti, nunca existirá NADA
Por isso CANTO, DECLAMO… GRITO ao mundo
Utilizo sem fim o verbo AMAR,
Só a ti pertenço…
Assim o digo,
Assim me confesso.

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Publicado por Luis F e colocado em Poesia | 0 Comentários

21 Maio 2009

…o meu amor…

Petrificou
este outrora doce e destemido coração
amaciado em ilusões

Parou
já não pulsa nem pula de alegria
nem luta nem se cansa por
uma qualquer emoção ou esperança

Gelou
já não ri nem chora nem cresce
nem mais acorda ou adormece

Não há vida
Nessa agora cortante escuridão
gritante decomposição em

Cegueira
apagada de luz
dessa parte que era tua
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Publicado por malu e colocado em Poesia | 0 Comentários

16 Maio 2009

“Estremeces”

É preciso fazer-te estremecer?
Talvez seja. Essa rotina pacata e silenciosa, esse pouca-terra-pouca-terra a que te habituas e em que vês beleza, mas onde estás só.

É preciso fazer-te estremecer?
Talvez seja. O peito rasga-se no interior e sangra, porque nem só de rotina se vive.

É preciso fazer-te estremecer?
Gritar que podes ser amado, além do trabalho, da rotina, do silêncio, das lágrimas e da solidão?

É preciso fazer-te estremecer?
Gritar que podes ser amado, além do riso, da gargalhada, da festa, do vinho e da noite?

É preciso fazer-te estremecer?
Talvez seja. Só porque podes amar alguém e ser, simplesmente, mais amado, além de tudo o resto. Podes, simplesmente fazer estremecer quem está ao teu lado!

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Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética | 0 Comentários

12 Maio 2009

O que você nunca fará?

Difícil pergunta.
Difícil porque mudo constantemente de opinião.
Cresço, mudo, aprendo, evoluo…

O que me parece inaceitável, impossível de acontecer hoje
Pode ser totalmente diferente amanhã, daqui um mês, daqui um ano.

Nada é fixo em se tratando de coisas a se fazer/realizar/pensar.

Nada é fixo em se tratando de mim.

Quantas vezes você já se pegou surpreendendo, tanto aos outros quanto a você mesmo?
Ou mesmo você se surpreendeu com seus gestos?
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Publicado por Bru e colocado em Poesia | 0 Comentários

1 Maio 2009

(des)humanos

Nem sempre somos capazes de perceber o outro,
mas quase sempre somos capazes de lhe dizer coisas que o podem magoar.

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Publicado por aifos e colocado em Fugas | 0 Comentários