27
Agosto
2009
A poesia que encanta e deslumbra
A poesia que toca e arrepia,
Essa nova palavra proferida em tom de rima
Essa velha maneira de enfeitiçar no papel.
A poesia que nasce nos olhos rasos de água, pela emoção da partida
A poesia que cresce nos coração em sobressalto, no momento do reencontro!
As palavras que vês, do teu mar, no céu
As palavras que vemos no céu, com o teu farol
As palavras que matam saudades e fervilham sangue nas veias e o desejo de voltar.
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Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
20
Agosto
2009
És tu
O exemplo que quiseste ser, de pai mais que correcto
Mas esqueceste que eu iria crescer
E perceber que, praticamente tudo o que dizias, era mentira
“Não minto”
Continuas a dizer
E quando ouço essas palavras
Todas as tuas mentiras me surgem na cabeça
Tal e qual um filme no cinema
Não é o facto de teres cometido os erros
Mas sim de não os assumires
E, mesmo confrontado com factos, manténs a tua versão demente
Porque não assumes?
Toda a gente sabe que tiveste uma negra em África
Que muito provavelmente temos lá irmãos
Que a tua hepatite surgiu dessa tua relação
Que bebes
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Publicado por canita e colocado em Poesia |
18
Agosto
2009
Aflição
Foi o que senti ao ver o teu desespero
O teu olhar sofredor quando
a tua lucidez surgiu por breves instantes
e percebeste que o teu marido estava irremediavelmente doente
Aflição
Sentiste ao querer recuperar o que sabias não teres mais de volta
o teu marido
Aflição
Sentimos as duas ao vê-lo decair a cada dia
Aflição
Sentimos mãe e filhas ao perceber que ele existia somente para si mesmo
Acabando com a sua saúde e nós três através dos seus erros recorrentes
Que ele não desejou, em qualquer momento, deixar de cometer
Fim de Aflição
Quando te encontrei fria no chão do nosso quarto
Entendendo eu que, a partir do momento em que já não tivesses o teu marido já nada te restaria
Te deixaste levar pelo AVC calma e indolormente
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Publicado por canita e colocado em Poesia |