10 Outubro 2008

Dança no Infinito

Não sei, ninguém sabe,
exatamente
onde começou essa História
Encantada.
Só sei, e todos sabem,
que o bailado
das esferas, no Infinito,
conta  a mais linda História
de Amor
que o Criador nos deixou:
- Para que jamais nos sentíssemos
sós,
no Universo.

Vê com os teus olhos,
e com a tua emoção:
- dia após dia;
- noite após noite;
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Publicado por SALETI HARTMANN e colocado em Fugas | 0 Comentários

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9 Outubro 2008

Uma vida mais simples.

Queria uma vida mais simples.

Vida longa ou curta não importa.
Vida dos dias de infância.

Do sorriso solto a luz do meio dia.
Da brincadeira sem noção.
Da poeira no chinelo.
Da bolinha de gude ao rolar.
Da pipa no céu azul.
Do sol a queimar a testa.
Da chuva a molhar os ombros.

Triste daqueles que não se lembram dos dias antigos.

Dias de inocência.
Dias despreocupados.

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Publicado por Silvio Cezar e colocado em Fugas | 0 Comentários

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8 Outubro 2008

Maldita

Maldita esta chuvinha tacanha que me revira os ossos e se entranha no fundo da minha alma, sem motivo aparente, sem pedir licença, sem pudor ou educação alguma…

Odeio-a.

É insuportável e vil.

Exaspera-me.

Consome-me o humor…

Se tem de chover venha de uma vez uma tempestade inequívoca.

Que me grite aos ouvidos.

Gele a minha alma.

E me deixe quieta no meio da rua.
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Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas | 0 Comentários

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2 Outubro 2008

Pensamento

Todas as nossas acções,
Deverão ser tão suaves como as águas dum rio.
No momento em que aparece um obstáculo,
Tentemos contorna-lo suavemente,
Sem entrar em confronto directo,
Pois o tempo e a erosão,
Um dia o eliminará totalmente,
Sem com tal desgastarmos todas as nossas energias
Num frente-a-frente,
Com possível derrota da nossa parte.

Publicado por Venctus e colocado em Fugas | 0 Comentários

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24 Setembro 2008

Eu poderia ter sido

Tu nem me terias sentido…
Inevitavelmente, provavelmente, tu nem sequer me sentiste chegar.
Como eu desejei que me tivesses sentido chegar …
Uma chegada ansiada, como foram sempre todas as tuas para mim…
Fui sempre que eu que ansiei…
Naquele meio tempo morto no início da madrugada clara…
Eu tinha em mim aquela esperança vã…
Nada em ti vem em desalinho ou fora do lugar…
Nada em ti deseja ardentemente…
Não há em ti espaço para a inquietude…
De mim…
Sou eu que me antevejo na antecâmara que me levará a ti…
Nunca tu…
Os passos ansiosos no corredor são os meus…
Sou eu que ecoo pelos espaços vazios que o ar atravessa em todas as nossas madrugadas…
Sou eu que me escondo sempre…
Sou eu que sonho…
Não há sonhos de mim em ti…
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22 Setembro 2008

Luz

Chego a pensar que não tenho luz própria.
Que a peço emprestada, que a alugo, até que a roubo.
Chego a pensar que não é o ar e o Sol que me animam.
É esse quê de amar, de amor.
Que me tiram, que dou, que recebo, que esbanjo.
Um quê de luz.
Por vezes não a sinto como própria.
Um dia escreverei sobre a impropriedade dessa luz que me cega e domina.
Efémero é o dia, como efémera é a escuridão desta noite que daqui não parece ter fim.
Chego a pensar que não é vida, nem morte, nem definição, nem lugar algum.
Reluz a lágrima como os olhos que a verteram.
Um quê de luz.

Publicado por Marinheiro e colocado em Fugas | 0 Comentários

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20 Setembro 2008

Alma Madrilena errante

É assim que te imagino. Diáspora vaga e suave de mim mesma.
Um traço fino pintado daqui a muitos anos.
Má sorte tapada pela boa sorte que a remedeia, caminhos errantes de vida. Terei uma filha espanhola.
Um traço firme. Feito a carvão num bom papel. Pintado com as tuas e com as minhas mãos.
Vaticinaste para ti que não querias uma filha mulher. A vida há-de abençoar-te com esta.
Criada no meu ventre. Fruto do nosso tempo incerto. Um dia daqui a muitos anos. Quando nos conhecermos verdadeiramente. Faremos esta filha.
Uma boa Alma no mundo. Uma Alma Madrilena errante.
Fruto de um homem que salvará a minha vida e de uma mulher que trás vida ao mundo.
Será um sortilégio abençoado com a minha ligeireza e bom humor e com os teus profundos olhos azuis.
Abençoará o mundo. Será infinitamente melhor que nós.
Não será plena das nossas incertezas.
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Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas | 1 Comentário

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19 Setembro 2008

Amor profundo amor

Meu amor…
Quão tola, quão vã é esta carta que te escrevo…
Nunca quiseste o meu amor.
Pelo contrário, o meu corpo foi para ti profundo objecto de desejo em diversas ocasiões.
Ele atormentou-te nas noites de Verão em que sonhavas e desejavas fazê-lo teu pela primeira vez.
O corpo. O corpo foi o que te atormentou.
A mim foste tu. Desde o momento em que li a tua carta, deixada por engano no vão da minha escada.
Vi-te encostado à parede de mármore, naquela manhã radiosa em que eu não tinha dormido.
Ansiei-te quando entrámos juntos no carro.
Desejei-te quando me sentei ao teu lado no sofá e te segurei a mão, como uma criança pequena.
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Publicado por Sahaisis e colocado em Fugas | 1 Comentário

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9 Setembro 2008

Por onde ando?

Por onde ando…?

Nada vejo,
Nada sinto.
A penumbra circula,
Passa sem dizer nada, sem deixar nada,
Trata-me como um mero obstáculo,
A ser ultrapassado sem a menor das dificuldades.
O frio abate-se de fora para dentro,
Até gelar por completo o meu esqueleto.
Sozinho e abandonado,
Fecho os olhos e enrosco-me sobre o meu corpo,
Tento proteger o interior da minha cápsula,
Resistir à desolação criada na minha realidade.
A centelha ainda está acesa,
Por mais pequena que seja ainda permite a vida do meu ser,
Torna-me o ponto branco no mundo negro,
O brilho na escuridão,
A vida no seio da morte.
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Publicado por Venctus e colocado em Fugas | 0 Comentários

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27 Agosto 2008

Tu és a minha alma gémea

Amor,
Chama imensa que arde em mim,
Perfume que me adorna
Suavidade na tua pele…
Fico…
Sentindo o teu corpo de mulher,
Quebrando o silêncio,
Louco por ti.
Beijo que me adoça a boca,
O abraço que me ampara…
Porto de abrigo,
Momento sentido,
E tudo…
Tudo se transforma.
Trago o teu nome escrito no peito,
Faz de mim o teu leito,
Onde eu e tu, somos um…
Almas gémeas neste lugar.
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Publicado por Luis F e colocado em Fugas | 0 Comentários

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