25
Agosto
2010
(À Anja-Menina que vive em nós.
À minha MÃE.)
Na escuridão
Do céu da minha Dor,
Surgiu um brilho
Suave.
- Pequena Chama de Vida
Que absorveu a angústia
Da lágrima
E se fez Presença Silenciosa
No Caminho
Da minha Tristeza.
- Observei a sua leve trajetória,
Contemplei o seu doce brilho.
- Não sabia se o que brilhava mais,
Era a estrela no Céu,
Ou as lágrimas
Que assomavam
Aos meus olhos.
A estrela parecia falar
Uma linguagem de Luz
E de Amor.
Era solitária também.
Mas tinha a vantagem
De espiar-me lá do Céu. Ler todo texto »
Publicado por SALETI HARTMANN e colocado em Poesia |
23
Agosto
2010
Namorai, namorados
- namoros de AMOR -
Namorai namorices
- namoros prá valer -
Jurai juras de amor eterno,
Namorai ao luar.
Namorai, namorados
- o amor para sempre -
Que está sendo vulgarizado
pelos namoros eventuais.
Namorados, namorai
- o AMOR, presente de Deus -
Namorai o Amor Constante
Que se reconquista
diariamente.
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Publicado por SALETI HARTMANN e colocado em Poesia |
27
Março
2010
Sinto que lancinam a Terra
Sinto que universalizam o raio de acção das Guerras
Sinto o rugir dantesco e daninho da Ígnea Estrela-Fera!
Sinto a acústica do Mar medrando
Sinto o Mar tomando de assalto os reinos humanos
Sinto o Mar virando Omnipotente e Voraz Oceano!
Sinto o Deserto desertificando sonhos
Sinto o Deserto abocanhando verdejantes e fecundos campos pelo mundo
Sinto o Deserto emulsionando o inabalável ânimo!
Sinto a Vida se esvaindo
Sinto o Sangue secando
Sinto o Planeta em que vivo outro Cosmo se tornando!
Publicado por jessebarbosa2727 e colocado em Poesia |
8
Março
2010
Minha poesia nasce como o sol se pondo
E em mil cores oscilantes ilumina a vida constante
Minha poesia nasce como o sorriso das crianças
Que faz em ti outro sorriso manso
Como na época da sua infância ….
Da livre brisa da manhã e o frio cair da noite
Minha poesia nasce sã e açoite…
E por que então não haveria de nascer também
Desse redemoinho de vento
Desse gosto amargo do beijo
Das idéias mórbidas da mente
De um jeito quase inconseqüente…
Poesia que no calor da lareira me esquenta ainda mais
E que faz a lua brilhar de um modo apaixonado
Poesia que me enlouquece,
Que não fica presa e nem se esquece
Poesia que encanta os cegos
Que tira o olhar sarcástico dos egos…
Tristes versos que se alojam em minha mente,
Não me deixem completamente!
Nem após a minha morte….
Publicado por Felipe Calvoso e colocado em Poesia |
7
Março
2010
A vida é feita de pessoas e algo além,
Alguma coisa mais dura que cimento
Que sufoca todo meu desdém
Por esse mundinho de lamento
Esse planeta só de gente
Que respira como gente
E cresce como tal
E sente como tal
E chora todo pranto
Toda angústia e aborrecimento
O ódio desajeitado da gente
A praga.
Publicado por Felipe Calvoso e colocado em Poesia |
26
Fevereiro
2010
Estrela de luz e cor
Estrela de esperança e de reencontro
Estrela de afecto e amor.
Estrela de calor e abraço
Estrela de brilho e arrepio
Estrela de noite serena e mar revolto.
Estrela de meiguice e olhos rasos de lágrimas
Estrela de partida e de adeus.
Publicado por aifos e colocado em Poesia |
26
Fevereiro
2010
A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Como sangra também
A gigantesca cordilheira das lembranças.
A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Sangrando além o amor, os sonhos
E a pujança da relutância.
A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Jorrando o vermelho da vida
Qual escapa das alamedas da flor desvanecida e da infância.
A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Só não morre nem sangra
O Sistema Solar que alimenta
A Via Láctea da Esperança!
Publicado por jessebarbosa2727 e colocado em Poesia |
11
Fevereiro
2010
Preciso adelgaçar cometas.
Preciso nivelar-me ao celeste azul.
Preciso ler Manuel Bandeira.
Preciso ouvir As Rosas Não Falam, Free Jazz e Blues!
Preciso garimpar as incertezas da certeza.
Preciso tomar um porre de Rum.
Preciso pôr as cartas sobre a mesa.
Preciso flertar com O Bando de Teatro Olodum!
Preciso sentir a textura da tez da minha Preta.
Preciso prementemente ir á rua desnudo do habitual calandu.
Preciso assistir — de novo — á película O Baixio das Bestas.
Preciso pagar — com os juros da cara — a conta de luz!
Preciso dormir por 8 horas.
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Publicado por jessebarbosa2727 e colocado em Poesia |
6
Fevereiro
2010
Esta linha ténue em que o Céu e o majestoso Mar se tocam.
Esta linha de contornos fáceis de imaginar e tão difíceis de colocar no papel.
Esta é a linha a que apelidam de Horizonte.
Não é a linha perfeita de um ombro forte e robusto,
Não é a linha que desenha os lábios quentes entre o licor que tomas e cujo gelo tilinta no copo,
Não é a linha que une as palavras que escreveste em documento word e eliminaste com medo do que pensaria.
Não é.
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Publicado por aifos e colocado em Poesia |
6
Dezembro
2009
Os óculos escuros escondem as lágrimas
O silêncio esconde palavras desnecessárias
O sorriso esconde a dor
Sinto que falta um pedaço de mim
Sinto que estou incompleta, sinto-me vazia
Eu preciso de você como nunca precisei antes
Eu preciso te esquecer
Eu preciso esquecer do que passamos
Porque foi dizer aquilo?
Você me encontrou em um momento de fraqueza
Dizendo tudo aquilo que queria ouvir, tudo que precisava ouvir
Fez tudo aquilo que queria sentir, me deu tudo o que precisava ter
Depois disse que não queria mais e ainda pediu para que eu não chorasse
Eu chorei, e sofri, eu superei
Mas agora, cá estou eu, sentada ao lado de uma multidão, me sentindo sozinha, com vontade de gritar, com vontade de chorar
Pensando sempre em você, pensando em tudo que ouvi, que senti, que passei
Tentando te substituir por outro alguém que talvez não valerá a pena
Publicado por Dany Borgonovi e colocado em Poesia |