10
Dezembro
2008
A menina girou pelo mundo.
Não encontrou seu pranto da
lágrima desnudo.
Cantou no seu mundo
esdrúxulo.
Pulou no seu sepulcro
invisível.
Mas quando sua alma um
salto deu no abismo,
Seu corpo estremeceu…
E o seu choro morreu
mudo.
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por Alexandrine Blume e colocado em Poesia Gótica |
7
Dezembro
2008
A tristeza é para mim como o som do canto dos pássaros.
Destilo o seu sangue no vapor dos meus olhos em chamas.
É quando as aves da tarde e da noite me cantam o hino das
noites fecundas.
Mergulho nas almas desses anjos e encontro meu espírito
fértil no túmulo das Eras:
A morte dos mundos…
Silêncio entre os vivos, e os mortos.
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por Alexandrine Blume e colocado em Poesia Gótica |
5
Dezembro
2008
Sombras valsam na escuridão… E velas carregam nas suas mãos.
O vento lhes traz as tempestades e num clarão, elas se fazem carnes…
O único susto que dão, é a percepção profunda que trazem dos Homens.
As sombras são vultos que esvoaçam na igreja,
Das nossas almas.
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 5.0/5 (1 vote cast)
Publicado por Alexandrine Blume e colocado em Poesia Gótica |
4
Outubro
2008
Tornava-se pesado o manto,
A epiderme mal suportara a essência
O corpo não comparecia com a mente
A alma era um escudo de inércia.
Diziam as almas deambulantes,
Que Ela o merecia,
O relento, o frio do Inverno, a dor…
A conjunção da própria agonia.
Que maledicência fizera Ela,
Abandonada na sua corte e julgada
Suja, imunda, mal tratada,
Pelos dedos da acusação renegada .
Fora Rainha em tempos
Imponente, altiva, Guerreira,
Para sua má sorte,
Na Luxúria se mostrou cativeira.
Ler todo texto »
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por Lvthien e colocado em Poesia Gótica |
31
Julho
2008
Faz nasceste a cada manhã, no horizonte de ninguém, e se por no coração de alguém…
Alguém que não sabes de onde veio e nem de onde vai…
No submundo da inexistência que lhe trouxe fazendo me levar à um nada que formulou o tudo….
Fazendo velejar nesse sonho inoportuno, onde meus dedos elevam os céus e o inferno, sem saber os olhos que o perseguem, sem saber os olhos que o amam….
Do beijo que era de amor se dilatou em uma aquarela de sentimentos sem fim…
Fazendo desse quadro uniforme, um abstrato se tornar, onde eu não sou o pintor nem a pintura, apenas o rascunho de um nada que fui e um nada que me tornei…
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por markinhos e colocado em Poesia, Poesia Gótica, Romance |
22
Junho
2008
Cansado, Aborrecido, Secante…
Caixas metálicas passam no meu horizonte,
Uma monotonia zumbante
Da própria vida de caminho para a morte.
Cansado, Aborrecido, Secante…
Cápsulas de água
Rastejam a uma velocidade menor,
Bufando e praguejando num silêncio
Ouvido apenas pelo caos aniquilador.
Cansado, Aborrecido, Secante…
Sentado na circunferência quaternária
Deslizam pela minha aura restos imundos
Expelidos pelas cápsulas berrantes,
Azedando a atmosfera envolvente.
Não mais tenho sossego no seio dos meus mundos.
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por Venctus e colocado em Poesia, Poesia Gótica |
18
Março
2008
Despentear o mentalmente
impossível de conter em sigilo,
Desdobrar folhas de árvore
doente e prestes a ruir,
Consigo retirar-te em seiva
prestes a confundir-se
com gota de chuva ácida,
Usada na borracha de um
veículo de emoções,
Disposta a rolar em contínuo
na estrada malévola,
A rota de imprecisões de
uma nuvem de fantasmas
já traçou o nosso final,
Seremos um pouso de
vento maldizente,
A puxar tempestadas de amor
plausível e real,….
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica |
13
Março
2008
Vida fingida de capítulos chatos,
Parcela finita de um todo aparente,
Matada ratada em contratos,
Flor do teu sorriso de um dente,
A alma que se esvai em desideratos,
O velho que pede a agonia dormente,
Esforço de rima sem aparatos,
Faz do poeta um louco patente,…
É o agora que anoitece feliz,
Apaga o que eu já tive de petiz….
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica |
6
Março
2008
E de noite refreei,
Fi-lo a seco,
Olhos para o átomo,…
Corpo platinado,
Mãos a forjar planos,
De contingência bélica,…
E de noite suspirei,
Há quem peça mundos,
Eu pedi infalibilidade,…
Pedir, não exigir,
Crença no homem clareza,
Para de noite divergir,…
Aqui me apresento,
Assim, paralisado,
Ao vento….
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica |
5
Março
2008
Memórias resolvidas,
Poeira de fruição,
A diluir-se em prantos,…
Lembro-me de ti amarquesada,
Cálice de transparência,
Reflectindo luar de Inverno,…
Olhar de caniçada,
À beira do rio de sonhos,
Em que parto de ti a fora,…
Do hoje de faróis,
Para o ontem de vultos,
Ficámos nós,…
Nunca menos que almas,
Sempre mais que expectativas,….
VN:F [1.8.1_1037]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica |