4 Outubro 2008

Rainha Meretriz

Tornava-se pesado o manto,
A epiderme mal suportara a essência
O corpo não comparecia com a mente
A alma era um escudo de inércia.

Diziam as almas deambulantes,
Que Ela o merecia,
O relento, o frio do Inverno, a dor…
A conjunção da própria agonia.

Que maledicência fizera Ela,
Abandonada na sua corte e julgada
Suja, imunda, mal tratada,
Pelos dedos da acusação renegada .

Fora Rainha em tempos
Imponente, altiva, Guerreira,
Para sua má sorte,
Na Luxúria se mostrou cativeira.
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Publicado por Lvthien e colocado em Poesia Gótica | 0 Comentários

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31 Julho 2008

Sua imagem

Faz nasceste a cada manhã, no horizonte de ninguém, e se por no coração de alguém…
Alguém que não sabes de onde veio e nem de onde vai…
No submundo da inexistência que lhe trouxe fazendo me levar à um nada que formulou o tudo….
Fazendo velejar nesse sonho inoportuno, onde meus dedos elevam os céus e o inferno, sem saber os olhos que o perseguem, sem saber os olhos que o amam….
Do beijo que era de amor se dilatou em uma aquarela de sentimentos sem fim…
Fazendo desse quadro uniforme, um abstrato se tornar, onde eu não sou o pintor nem a pintura, apenas o rascunho de um nada que fui e um nada que me tornei…

Publicado por markinhos e colocado em Poesia, Poesia Gótica, Romance | 0 Comentários

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22 Junho 2008

Cansado, Aborrecido, Secante

Cansado, Aborrecido, Secante…

Caixas metálicas passam no meu horizonte,
Uma monotonia zumbante
Da própria vida de caminho para a morte.

Cansado, Aborrecido, Secante…

Cápsulas de água
Rastejam a uma velocidade menor,
Bufando e praguejando num silêncio
Ouvido apenas pelo caos aniquilador.

Cansado, Aborrecido, Secante…

Sentado na circunferência quaternária
Deslizam pela minha aura restos imundos
Expelidos pelas cápsulas berrantes,
Azedando a atmosfera envolvente.

Não mais tenho sossego no seio dos meus mundos.

Publicado por Venctus e colocado em Poesia, Poesia Gótica | 0 Comentários

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18 Março 2008

Declarar o declarável

Despentear o mentalmente
impossível de conter em sigilo,
Desdobrar folhas de árvore
doente e prestes a ruir,
Consigo retirar-te em seiva
prestes a confundir-se
com gota de chuva ácida,
Usada na borracha de um
veículo de emoções,
Disposta a rolar em contínuo
na estrada malévola,
A rota de imprecisões de
uma nuvem de fantasmas
já traçou o nosso final,
Seremos um pouso de
vento maldizente,
A puxar tempestadas de amor
plausível e real,….

Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica | 0 Comentários

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13 Março 2008

Agonia dormente

Vida fingida de capítulos chatos,
Parcela finita de um todo aparente,
Matada ratada em contratos,
Flor do teu sorriso de um dente,
A alma que se esvai em desideratos,
O velho que pede a agonia dormente,
Esforço de rima sem aparatos,
Faz do poeta um louco patente,…

É o agora que anoitece feliz,
Apaga o que eu já tive de petiz….

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6 Março 2008

Há quem peça mundos…

E de noite refreei,
Fi-lo a seco,
Olhos para o átomo,…

Corpo platinado,
Mãos a forjar planos,
De contingência bélica,…

E de noite suspirei,
Há quem peça mundos,
Eu pedi infalibilidade,…

Pedir, não exigir,
Crença no homem clareza,
Para de noite divergir,…

Aqui me apresento,
Assim, paralisado,
Ao vento….

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5 Março 2008

Do hoje de faróis

Memórias resolvidas,
Poeira de fruição,
A diluir-se em prantos,…

Lembro-me de ti amarquesada,
Cálice de transparência,
Reflectindo luar de Inverno,…

Olhar de caniçada,
À beira do rio de sonhos,
Em que parto de ti a fora,…

Do hoje de faróis,
Para o ontem de vultos,
Ficámos nós,…

Nunca menos que almas,
Sempre mais que expectativas,….

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4 Março 2008

Chove

Chove,
Lapsos em lume brando,…

Há água em trombas,
Silêncio de savana,
Desgaste da vida cronometrada,…

Chove,
A queda do anjo cobarde,
Faz-me pensar em lamúrias,…

Sentado à bolina,
No canto do mundo,…

E a chuva a matar,…

Chove,
Olá universo,
Venci-te no abrupto….

Publicado por rodinhas e colocado em Conto, Poesia Gótica | 0 Comentários

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3 Março 2008

Vivo num sepulcro sem ti

Sentado a ver o mar, esperei…
Uma onda chega, uma onda vai,
Contei, lentamente, esperando que o tempo…
Passasse rapidamente,
E que tu chegasses, meu amor.
Olhando o horizonte que abraça o céu,
Fiquei… flutuando na maresia,
Que envolvia o meu ser…
Esperei por ti, pelo gesto, pelo toque…
Por aquele sabor, único, de um beijo,
A boca secou, nesta ausência que tardou.
Fiquei ali, parado, só, olhando o mar…
Dia longo, dia sem fim…
Numa angústia que me roubava o calor do peito,
Senti o coração a bater, batia fortemente…
Ritmos acelerados, numa loucura que me invade…
Mas tu… afinal não chegaste.
O dia fez-se noite,
A noite chegou, com o seu véu negro que me gelou…
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Publicado por Luis F e colocado em Poesia, Poesia Gótica | 0 Comentários

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3 Março 2008

Poesia que eu odeio

Poesia a cair,
Esfíncter a doer,
Deboche,…

No azimute de um velho,
a confessar,
a um padre assassino,
que comeu a alma ao vento…

Poesia em descrédito,
Verte o escroto do diabo,
Em risos mudos…

Poesia comedida,
É o ridículo do rabisco,
Que deriva à bolina…

Poesia que eu odeio,
Tanto desprezo,
Diluído em sopa de morte,…

Publicado por rodinhas e colocado em Poesia Gótica | 0 Comentários

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