28
Março
2008
Nas palavras ganhamos asas!
Nas letras desalinhadas e tortas que escrevo nesta folha já velha,
sentimentosos e emoções novas,
paixões e precipitações,
suor e lágrimas.
Tudo numa palavra ganha vida,
tudo na frase inacabada e imperfeita cresce e voa ao encontro de outros mundos.
Nas palavras ganhamos asas
e voamos tão alto como no sonho de outras palavras que ainda não ousamos colocar no papel.
Publicado por aifos e colocado em Fugas, Prosa Poética |
11
Março
2008
Não tatuaste a pele, não.
Tatuaste a vida, o pouco que restava dela.
Não escreveste no papel o que sentias,
decalcaste cá dentro…
Forte de mais para deixar de ser sulco comprido e passar a poesia.
Não teimaste chegar,
fugiste a correr, cheio de medo.
E há quanto tempo não eras feliz?
Há quanto tempo não comias gelado assim, até ficares de lábios cheios de chocolate, mãos açucaradas e blusa amarrotada pelo fogo de outro corpo?
Há quanto tempo?
Não ergas a cabeça apenas para o mar,
vê a poesia da luz do farol e coloca-a na tua vida.
Há quanto tempo não dizias, meu amor?
Há quanto tempo não sonhas?
Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
5
Março
2008
“E fácil perceber quando anjos se transformam em pessoas, seu sorriso e seu belo rosto o denunciam”.
“E fácil perceber os anjos, são as pessoas boas, que apesar de tudo, sempre vêem a beleza”.
“E fácil amar um anjo, ele sempre tem o coração aberto pra você”.
“Anjo não se calam perante as injustiças, anjos não se acovardam perante as atrocidades, são sempre os primeiros a dizer não na frente de um tanque, e os primeiros a dizer sim a um pedido de ajuda”.
“São todos aqueles que estendem as mãos aos pequenos, aos desamparados e sobretudo aos sem esperança no coração”.
“Sem eles o mundo seria um lugar estéril, um deserto de maldades e amargura” .
“Queria poder ser um anjo, para poder amar melhor”.
Publicado por Silvio Cezar e colocado em Prosa Poética |
26
Fevereiro
2008
Há dias que me pego escrevendo letras soltas, que formam palavras sem sentido.
Há dias que tento dizer-lhe algo, algo que não consigo expressar em palavras.
Letras soltas que não fazem sentido.
Sentimentos não se expressam completamente em palavras, apenas uma pequena idéia dos sentimentos, se permitem repousar no papel.
Sentimentos se expressam em olhares, carinhos e gestos.
Amor e presença.
Amor e cumplicidade.
Amor e amizade.
Eu não posso estender minhas mãos ate você, não posso te olhar nos olhos, não posso ouvir sua voz e sobretudo não posso ter você.
Pois você esta distante, tão distante que meus pensamentos se perdem em devaneios de ansiedade, por te querer e não te ter.
Então continuo a escrever letras soltas e palavras sem sentido.
Talvez um dia elas façam sentido, e espero que nesse dia não precise mais delas.
Pois já terei você junto a mim.
Publicado por Silvio Cezar e colocado em Prosa Poética |
25
Fevereiro
2008
Seria Horrível pensar…
Seria Horrível pensar, que ao ouvir os passos de crianças correndo eu me encha de medo de ser assaltado ao invés de me alegrar com crianças brincando…
Seria Horrível pensar, que ao invés de me sentir seguro com as pessoas que são pagas para me dar segurança eu viva com medo de sofrer violência por parte delas..
Seria Horrível pensar, que meus filhos possam vir a morrer ou fiquem aleijados por causa de uma bala perdida ao invés dele crescerem e se tornarem adultos felizes…
Seria Horrível pensar, que meus pulmões se encham de gazes poluentes, ao invés de ar puro que deveria existir em uma cidade que tem a única floresta urbana do mundo…
Seria Horrível pensar, que existe mais chances de eu morrer sendo atendido em um hospital publico do que sair curado sem nenhuma seqüela…
Seria Horrível pensar, que muitos jovens preferem se drogar e se embebedar a levarem uma vida saudável e feliz..
Seria Horrível pensar, que jovens por falta de oportunidades acabam no trafico e morrendo antes dos 18 anos, ao invés de levarem uma vida normal e produtiva..
Seria Horrível pensar, que o desrespeito aos idosos seja uma cruel realidade ao invés de uma horrível fantasia escrita em um livro esquecido…
Seria Horrível pensar, que existam tantas criança abandonadas nas ruas e orfanatos, como se colocar um filho no mundo fosse algum tipo de esporte ao invés de uma sagrada responsabilidade…
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Publicado por Silvio Cezar e colocado em Prosa Poética |
19
Fevereiro
2008
Guerreiro por um momento.
Cruzo as espadas do tempo
de lutas que perdi,
de lutas que não lutei,
cada batalha ganha,
cada amigo perdido,
cada amor encontrado,
são pequenos arranhões na minha armadura.
procuro lutar a boa luta,
luta de honra,
luta da alma
por algo que mereça uma parcela da minha vida.
nem todas posso vencer
pois toda a luta travada tem suas perdas,
perdas de fé, perdas de ilusões,
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Publicado por Silvio Cezar e colocado em Prosa Poética |
18
Fevereiro
2008
Certas pessoas são como as estrelas, iluminam a todos com a sua luz suave, trazendo paz nas noites quentes e nas noites frias, mais por viver nas alturas são intocáveis.
Por que se refugia nos céus da sua existência onde apenas posso desejá-la à distância.
Apenas posso erguer as mãos para a negritude do céu e sonhar tê-la entre meus dedos,
às vezes os desejos se transformam em sonhos.
Permita-me então nos meus sonhos desejá-la.
Publicado por Silvio Cezar e colocado em Fugas, Prosa Poética |
17
Fevereiro
2008
No final.
As ruas, estradas, vielas e passagens
são tão solitárias a noite, locais escuros.
Sem alma ou tempo, caminho por elas
sem destino ou curso, tentando lembrar
um lugar, que se esvai a cada passo.
Nada sobrou daqueles dias, agora só
existe trevas, trevas que me rodeiam.
Que tentam me engolir a cada curva
do caminho, a cada segundo mais
perto, a cada som na calçada eu me
esqueço de onde venho e pra onde vou.
Porque isso acontece, por que agora?
Me vejo no fim de um caminho, só
existem paredes aqui, nenhuma
passagem, nenhuma escolha.
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Publicado por Silvio Cezar e colocado em Prosa Poética |
13
Fevereiro
2008
Ritmos e rimas de prazer
em cada descrição, em cada nova página,
em mais um pôr do sol
que nasce instantes depois.
Rimos os dois,
abraçados e despidos da ausência,
da solidão e da distância que nos afasta.
Rimos os dois, depois,
de nos amarmos e matarmos saudades,
aquecermos os corpos em delírio de alma,
na ténue luz da estrela maior.
Ritmos e rimas de encontros,
em cada carícia e em cada beijo recusado,
em toque de delícia em lábios molhados.
Ritmos e rimas
em palavras murmuradas,
sílabas inacabadas
e saudade.
Publicado por aifos e colocado em Prosa Poética |
27
Janeiro
2008
Vem, vem hoje até junto de mim
Vem, vem agora, sem demora,
deixa para trás o ontem e o amanhã,
deixa a incerteza certa desse compasso imperfeito de tempo,
E vem, num simples piscar de olhos e numa batida de coração apaixonado.
Vem… que eu fico contigo mesmo quando te digo adeus.
Publicado por aifos e colocado em Fugas, Prosa Poética |